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Tectonostratigrafia do cenozóico das margens continentais sul e sudoeste portuguesas: um modelo de correlação sismostratigráfica

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Resumo:Neste trabalho apresenta-se um modelo de correlação sismostratigráfica e um modelo de reconstituição paleogeográfica e tectónica para as Margens Continentais Sul e Sudoeste Portuguesas desde o Cretácico Superior ao Plistocénico-Holocénico. Estes modelos baseiam-se na análise de Estratigrafia Sísmica de um vasto conjunto de linhas sísmicas multicanal calibradas estratigraficamente com sondagens petrolíferas e cores de gravidade e de pistão. A correlação sismostratigráfica permitiu reconhecer os principais episódios tectonostratigráficos registados desde o Cretácico Superior: Cretácico Superior e Paleogénico Inversão tectónica da Bacia do Algarve e região adjacente do Planalto de Sagres, registando-se três episódios de soerguimento, emersão e erosão testemunhados pelos hiatos/discordâncias Cz (entre depósitos do Cretácico Inferior e Paleocénico/Eocénico), Cz' (depósitos do Eocénico e Oligocénico) e M (trunca os depósitos do Oligocénico ou Eocénico ou Mesozóico);Miocénico A Bacia do Algarve sofreu subsidência no Miocénico inferior, que afectou em particular o sector Ocidental, sendo que o sector Oriental evoluiu solidariamente com a Bacia do Guadalquivir. A FMP foi reactivada como cavalgamento no Miocénico, tendo tido maior actividade no Miocénico superior, mantendo-se activa durante o Plio-Plistocénico. No Miocénico superior, o Banco de Gorringe, Planalto de Sagres, Planalto Marquês de Pombal e CCP sofreram levantamento. Também o Banco de Portimão terá sofrido nessa época um episódio de levantamento;Pliocénico e Plistocénico-Holocénico Durante o Pliocénico a Bacia do Algarve sofreu um aumento da subsidência, com episódios: no Pliocénico inferior; final do Pliocénico inferior-início do Pliocénico superior; dois episódios intra-Pliocénico superior; final do Pliocénico superior; na passagem Pliocénico superior-Plistocénico. No Pliocénico assistiu-se à progressão para Oeste do prisma acrecionário do Golfo de Cádis, que apresenta evidências de movimentação pelo menos até ao início do Pliocénico superior. O CCF e a sua cobertura sedimentar foram deformados por cavalgamentos, alguns com ruptura superficial. A CCP terá sofrido soerguimento pelo menos até ao Pliocénico superior.
Autores principais:Roque, Ana
Assunto:Geodinâmica interna Teses de doutoramento
Ano:2007
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Neste trabalho apresenta-se um modelo de correlação sismostratigráfica e um modelo de reconstituição paleogeográfica e tectónica para as Margens Continentais Sul e Sudoeste Portuguesas desde o Cretácico Superior ao Plistocénico-Holocénico. Estes modelos baseiam-se na análise de Estratigrafia Sísmica de um vasto conjunto de linhas sísmicas multicanal calibradas estratigraficamente com sondagens petrolíferas e cores de gravidade e de pistão. A correlação sismostratigráfica permitiu reconhecer os principais episódios tectonostratigráficos registados desde o Cretácico Superior: Cretácico Superior e Paleogénico Inversão tectónica da Bacia do Algarve e região adjacente do Planalto de Sagres, registando-se três episódios de soerguimento, emersão e erosão testemunhados pelos hiatos/discordâncias Cz (entre depósitos do Cretácico Inferior e Paleocénico/Eocénico), Cz' (depósitos do Eocénico e Oligocénico) e M (trunca os depósitos do Oligocénico ou Eocénico ou Mesozóico);Miocénico A Bacia do Algarve sofreu subsidência no Miocénico inferior, que afectou em particular o sector Ocidental, sendo que o sector Oriental evoluiu solidariamente com a Bacia do Guadalquivir. A FMP foi reactivada como cavalgamento no Miocénico, tendo tido maior actividade no Miocénico superior, mantendo-se activa durante o Plio-Plistocénico. No Miocénico superior, o Banco de Gorringe, Planalto de Sagres, Planalto Marquês de Pombal e CCP sofreram levantamento. Também o Banco de Portimão terá sofrido nessa época um episódio de levantamento;Pliocénico e Plistocénico-Holocénico Durante o Pliocénico a Bacia do Algarve sofreu um aumento da subsidência, com episódios: no Pliocénico inferior; final do Pliocénico inferior-início do Pliocénico superior; dois episódios intra-Pliocénico superior; final do Pliocénico superior; na passagem Pliocénico superior-Plistocénico. No Pliocénico assistiu-se à progressão para Oeste do prisma acrecionário do Golfo de Cádis, que apresenta evidências de movimentação pelo menos até ao início do Pliocénico superior. O CCF e a sua cobertura sedimentar foram deformados por cavalgamentos, alguns com ruptura superficial. A CCP terá sofrido soerguimento pelo menos até ao Pliocénico superior.