Publicação
Atropelamentos em canídeos
| Resumo: | Apresenta-se um estudo transversal, que incluiu 80 canídeos vítimas de atropelamento, presentes na Clínica Veterinária Azevet entre Janeiro de 2005 e Janeiro de 2008. Este trabalho teve como objectivo conhecer as circunstâncias que envolvem os atropelamentos de canídeos, nomeadamente quais as potenciais situações de risco. Destes, 48 eram machos e 32 eram fêmeas, com idades compreendidas entre os 2 meses e os 16 anos (média 5,1 anos). A maioria dos cães eram de raça indeterminada (65%) e os restantes pertenciam a 18 raças diferentes (35%). Foi durante o Outono que ocorreram mais atropelamentos (25/80, 31,3%), sendo Março e Novembro os meses com mais acidentes (10 cada um). Registou-se uma maior concentração entre as 19 e as 21 horas (17, 21,3%). A 3ª e a 6ª feira foram os dias com maior número de atropelamentos (15, 18,9% cada um). Quanto à luminosidade, 47/77 (61%) ocorreram durante o dia e 30/77 (39%) durante a noite. A maioria dos acidentes ocorreram na via pública (69/80, 86,3%) e destes 62/69 (89,9%) tiveram lugar junto a casa. Tinham livre acesso à rua 16/80 (20%) animais. Foram atropelados em propriedade privada 11/80 (13,8%) canídeos, tendo em todos estes casos, sido levado a cabo pelos proprietários. Existia história prévia de atropelamento em 4 (5%) animais. A trela nunca era utilizada em 40 (50%) canídeos, 30 só a utilizavam esporadicamente e 10 disseram utilizá-la sempre. Na altura do acidente 42 (52,5%) animais estavam acompanhados pelo proprietário, enquanto que 31 (38,8%) estavam sozinhos. Os restantes 7 (8,8%) estavam acompanhados por outras pessoas que não o dono. Em 30 (37,5%) casos, os proprietários reportaram a fuga dos animais previamente ao acidente. Os principais factores de risco assentam no facto das disposições legais em vigor não serem cumpridas no que diz respeito às medidas de contenção a utilizar nos espaços públicos, nomeadamente o uso de trela, e a proibição de os animais vaguearem sozinhos na rua. Assim sendo, os planos de prevenção devem incluir uma forte vertente de educação dos proprietários, associado a uma acção fiscalizadora e punitiva dos infractores. |
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| Autores principais: | Lalanda, Rafaela Bartolomeu Nogueira |
| Assunto: | Canídeo Atropelamento Educação dos proprietários Dog Motor vehicle accident Owner education |
| Ano: | 2008 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | trabalho de fim de curso |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Apresenta-se um estudo transversal, que incluiu 80 canídeos vítimas de atropelamento, presentes na Clínica Veterinária Azevet entre Janeiro de 2005 e Janeiro de 2008. Este trabalho teve como objectivo conhecer as circunstâncias que envolvem os atropelamentos de canídeos, nomeadamente quais as potenciais situações de risco. Destes, 48 eram machos e 32 eram fêmeas, com idades compreendidas entre os 2 meses e os 16 anos (média 5,1 anos). A maioria dos cães eram de raça indeterminada (65%) e os restantes pertenciam a 18 raças diferentes (35%). Foi durante o Outono que ocorreram mais atropelamentos (25/80, 31,3%), sendo Março e Novembro os meses com mais acidentes (10 cada um). Registou-se uma maior concentração entre as 19 e as 21 horas (17, 21,3%). A 3ª e a 6ª feira foram os dias com maior número de atropelamentos (15, 18,9% cada um). Quanto à luminosidade, 47/77 (61%) ocorreram durante o dia e 30/77 (39%) durante a noite. A maioria dos acidentes ocorreram na via pública (69/80, 86,3%) e destes 62/69 (89,9%) tiveram lugar junto a casa. Tinham livre acesso à rua 16/80 (20%) animais. Foram atropelados em propriedade privada 11/80 (13,8%) canídeos, tendo em todos estes casos, sido levado a cabo pelos proprietários. Existia história prévia de atropelamento em 4 (5%) animais. A trela nunca era utilizada em 40 (50%) canídeos, 30 só a utilizavam esporadicamente e 10 disseram utilizá-la sempre. Na altura do acidente 42 (52,5%) animais estavam acompanhados pelo proprietário, enquanto que 31 (38,8%) estavam sozinhos. Os restantes 7 (8,8%) estavam acompanhados por outras pessoas que não o dono. Em 30 (37,5%) casos, os proprietários reportaram a fuga dos animais previamente ao acidente. Os principais factores de risco assentam no facto das disposições legais em vigor não serem cumpridas no que diz respeito às medidas de contenção a utilizar nos espaços públicos, nomeadamente o uso de trela, e a proibição de os animais vaguearem sozinhos na rua. Assim sendo, os planos de prevenção devem incluir uma forte vertente de educação dos proprietários, associado a uma acção fiscalizadora e punitiva dos infractores. |
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