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Atraso global do desenvolvimento : ambiente famíliar, aptidões sociais e comportamento da criança

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Detalhes bibliográficos
Resumo:No presente estudo, com mães e educadoras de crianças com Atraso Global de Desenvolvimento (AGD), visa-se: (1) caracterizar o ambiente familiar, as aptidões sociais e o comportamento da criança em função de variáveis sociodemográficas maternas e da criança; (2) analisar a relação do ambiente familiar com as aptidões sociais e o comportamento; (3) explorar a relação destas dimensões com a preocupação materna relativamente ao desenvolvimento da criança; (4) determinar se existem diferenças entre a perspetiva materna e a das educadoras nas dimensões em estudo. Participaram 34 mães de crianças com AGD (36-83 meses). Utilizou-se a Escala de Ambiente Familiar (FES; dimensão relacional) e as Escalas de Comportamento para a Idade Pré-Escolar – 2ª Edição (ECIP-2), recorrendo-se ainda a uma Ficha para recolha de informação (sociodemográfica, e referente ao desenvolvimento e ao problema da criança). Os resultados mostraram que, relativamente ao ambiente familiar, as mães da classe média/média alta (face às da classe baixa/média baixa) e as que têm mais escolaridade referem níveis mais altos de coesão e expressividade, destacando-se ainda níveis mais altos de conflito nas mães com menos escolaridade. Em relação às aptidões sociais e ao comportamento da criança, salienta-se que as crianças mais velhas tendem a apresentar mais problemas de comportamento internalizantes, identificando também as mães mais novas este tipo de problemas. Observou-se uma relação positiva entre o Conflito familiar e os problemas de comportamento externalizantes. A preocupação materna com o desenvolvimento global e com o comportamento da criança associou-se positivamente com os problemas de comportamento, ocorrendo ainda uma associação (negativa) entre a preocupação com o comportamento e as aptidões sociais. Por último, verificou-se que as mães, comparativamente com as educadoras, identificam mais problemas de comportamento externalizantes. Os resultados obtidos sugerem a importância de, no contexto clínico, se atender não só à criança, mas também ao clima relacional da família.
Autores principais:Silva, Nádia de Jesus Chirôndio Cunha e
Assunto:Ambiente familiar Aptidões sociais Problemas de comportamento Mães Educadores Teses de mestrado - 2015
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:No presente estudo, com mães e educadoras de crianças com Atraso Global de Desenvolvimento (AGD), visa-se: (1) caracterizar o ambiente familiar, as aptidões sociais e o comportamento da criança em função de variáveis sociodemográficas maternas e da criança; (2) analisar a relação do ambiente familiar com as aptidões sociais e o comportamento; (3) explorar a relação destas dimensões com a preocupação materna relativamente ao desenvolvimento da criança; (4) determinar se existem diferenças entre a perspetiva materna e a das educadoras nas dimensões em estudo. Participaram 34 mães de crianças com AGD (36-83 meses). Utilizou-se a Escala de Ambiente Familiar (FES; dimensão relacional) e as Escalas de Comportamento para a Idade Pré-Escolar – 2ª Edição (ECIP-2), recorrendo-se ainda a uma Ficha para recolha de informação (sociodemográfica, e referente ao desenvolvimento e ao problema da criança). Os resultados mostraram que, relativamente ao ambiente familiar, as mães da classe média/média alta (face às da classe baixa/média baixa) e as que têm mais escolaridade referem níveis mais altos de coesão e expressividade, destacando-se ainda níveis mais altos de conflito nas mães com menos escolaridade. Em relação às aptidões sociais e ao comportamento da criança, salienta-se que as crianças mais velhas tendem a apresentar mais problemas de comportamento internalizantes, identificando também as mães mais novas este tipo de problemas. Observou-se uma relação positiva entre o Conflito familiar e os problemas de comportamento externalizantes. A preocupação materna com o desenvolvimento global e com o comportamento da criança associou-se positivamente com os problemas de comportamento, ocorrendo ainda uma associação (negativa) entre a preocupação com o comportamento e as aptidões sociais. Por último, verificou-se que as mães, comparativamente com as educadoras, identificam mais problemas de comportamento externalizantes. Os resultados obtidos sugerem a importância de, no contexto clínico, se atender não só à criança, mas também ao clima relacional da família.