Publicação
Ruptura da vivência do self (despersonalização) e o seu contexto em perturbações da ansiedade : uma revisão sistemática
| Resumo: | Despersonalização é definida como a experiência subjectiva de afastamento do Eu do Mundo Exterior. Já a Desrealização é a sensação estranha, artificial equivalente à anterior, sobre o mundo, as pessoas e objetos inanimados em redor. Segundo o DSM-5, estas duas experiências são facultativamente co-ocorrentes, considerando-as uma única entidade íntegre no Capítulo de Perturbações Dissociativas. O seu início depreende-se insidiosa ou abruptamente na idade jovem, em média aos 16 anos, no ratio de género 1:1. Infância conturbada por abuso emocional e eventos traumáticos pode ser um fator predisponente e relevante no mecanismo patogénico da Despersonalização. O seu trajeto normalmente inicia-se por episódios esporádicos que evoluem em persistência e severidade até cumprirem os requisitos da Perturbação de Despersonalização/ Desrealização. O seu diagnóstico é difícil, demorado e usualmente oficializado com recurso a Escalas de Auto-avaliação, como a CDS (Cambridge Depersonalization Scale). Não existem atualmente guidelines de tratamento, sendo a eficácia deste muitas das vezes um desafio para o especialista. Esta normalmente associa-se a Perturbações da Ansiedade, Esquizofrenia, Depressão, Perturbações da Personalidade e abuso de substâncias psicotrópicas. A co-existência destas entidades não se correlacionam diretamente com a severidade do quadro clínico. Usando ferramentas de pesquisa como PubMed, Medline e Psychlit, foram reunidos 173 artigos científicos para análise e revisão de literatura referente a despersonalização. Os artigos coligidos apresentavam-se redigidos na língua inglesa, espanhola e portuguesa; publicados entre o ano 1925 a 2016 e foram seleccionados através de várias palavra-chave presentes nos abstract dos mesmos, como “despersonalização”, “perturbações da ansiedade”, “dissociação”, “desrealização”, “perturbação do pânico”. Artigos adicionais presentes nas referências das publicações mais relevantes foram incorporados para posterior revisão. |
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| Autores principais: | Morgado, Daniela Roque Pereira |
| Assunto: | Despersonalização Perturbações de ansiedade Dissociação Desrealização Perturbação do pânico Psiquiatria |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Despersonalização é definida como a experiência subjectiva de afastamento do Eu do Mundo Exterior. Já a Desrealização é a sensação estranha, artificial equivalente à anterior, sobre o mundo, as pessoas e objetos inanimados em redor. Segundo o DSM-5, estas duas experiências são facultativamente co-ocorrentes, considerando-as uma única entidade íntegre no Capítulo de Perturbações Dissociativas. O seu início depreende-se insidiosa ou abruptamente na idade jovem, em média aos 16 anos, no ratio de género 1:1. Infância conturbada por abuso emocional e eventos traumáticos pode ser um fator predisponente e relevante no mecanismo patogénico da Despersonalização. O seu trajeto normalmente inicia-se por episódios esporádicos que evoluem em persistência e severidade até cumprirem os requisitos da Perturbação de Despersonalização/ Desrealização. O seu diagnóstico é difícil, demorado e usualmente oficializado com recurso a Escalas de Auto-avaliação, como a CDS (Cambridge Depersonalization Scale). Não existem atualmente guidelines de tratamento, sendo a eficácia deste muitas das vezes um desafio para o especialista. Esta normalmente associa-se a Perturbações da Ansiedade, Esquizofrenia, Depressão, Perturbações da Personalidade e abuso de substâncias psicotrópicas. A co-existência destas entidades não se correlacionam diretamente com a severidade do quadro clínico. Usando ferramentas de pesquisa como PubMed, Medline e Psychlit, foram reunidos 173 artigos científicos para análise e revisão de literatura referente a despersonalização. Os artigos coligidos apresentavam-se redigidos na língua inglesa, espanhola e portuguesa; publicados entre o ano 1925 a 2016 e foram seleccionados através de várias palavra-chave presentes nos abstract dos mesmos, como “despersonalização”, “perturbações da ansiedade”, “dissociação”, “desrealização”, “perturbação do pânico”. Artigos adicionais presentes nas referências das publicações mais relevantes foram incorporados para posterior revisão. |
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