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Monitorização de agentes fúngicos na água e superfícies de piscinas cobertas, no distrito de Lisboa: importância para a saúde pública

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Actualmente observa-se um aumento na utilização de piscinas, por indivíduos de vários grupos etários, para fins desportivos, de lazer ou terapêuticos. As piscinas apresentam, no entanto, riscos associados à qualidade da água e das superfícies, que podem ser veículos de transmissão de patologias para utentes e profissionais. As piscinas são monitorizadas somente quanto à qualidade bacteriológica da água, uma vez que não existem directrizes legais relativamente à presença de fungos na água e nas superfícies de piscinas, devido à escassez de dados nesta área. Assim, desenvolveu-se este estudo com o intuito de caracterizar as piscinas, relativamente à contaminação fúngica da água e superfícies e avaliar os riscos potenciais, no âmbito da saúde pública. Seleccionaram-se piscinas cobertas e aquecidas, do distrito de Lisboa, principalmente municipais e terapêuticas, devido ao seu potencial impacto em saúde pública. As piscinas municipais por serem amplamente utilizadas e as terapêuticas por serem frequentadas por utentes com diversas patologias, maioritariamente idosos, que podem estar mais susceptíveis a agentes infecciosos; pelas suas características terapêuticas impõem-se também, critérios de qualidade mais restritos para este tipo de piscinas. Analisaram-se amostras de água (de abastecimento, da superfície e a 30 cm de profundidade) e de superfícies das piscinas. O grupo de piscinas estudado foi constituído também por piscinas de crianças e de adultos e por piscinas tratadas com cloro ou com bromo. Neste estudo observou-se que a contaminação da água e das superfícies não foi muito elevada, existindo, no entanto, uma grande biodiversidade constituída por espécies fúngicas potencialmente patogénicas, principalmente, para grupos de risco. Verificou-se ainda, que não existe uma relação directa entre a qualidade bacteriológica e presença fúngica na água, podendo deduzir-se que a monitorização da qualidade bacteriológica da água das piscinas pode não ser suficiente para a avaliação do risco microbiológico destes locais. Deste modo, futuramente, propoem-se, aprofundar este tema, analisando um maior número de amostras e sugerir algumas linhas orientadoras para parâmetros fúngicos indicadores da qualidade micológica da água e das superfícies das piscinas.
Autores principais:Costa, Clélia Regina Bochechas Lopes, 1975-
Assunto:Micologia Saúde pública Fungos Teses de mestrado - 2010
Ano:2010
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Actualmente observa-se um aumento na utilização de piscinas, por indivíduos de vários grupos etários, para fins desportivos, de lazer ou terapêuticos. As piscinas apresentam, no entanto, riscos associados à qualidade da água e das superfícies, que podem ser veículos de transmissão de patologias para utentes e profissionais. As piscinas são monitorizadas somente quanto à qualidade bacteriológica da água, uma vez que não existem directrizes legais relativamente à presença de fungos na água e nas superfícies de piscinas, devido à escassez de dados nesta área. Assim, desenvolveu-se este estudo com o intuito de caracterizar as piscinas, relativamente à contaminação fúngica da água e superfícies e avaliar os riscos potenciais, no âmbito da saúde pública. Seleccionaram-se piscinas cobertas e aquecidas, do distrito de Lisboa, principalmente municipais e terapêuticas, devido ao seu potencial impacto em saúde pública. As piscinas municipais por serem amplamente utilizadas e as terapêuticas por serem frequentadas por utentes com diversas patologias, maioritariamente idosos, que podem estar mais susceptíveis a agentes infecciosos; pelas suas características terapêuticas impõem-se também, critérios de qualidade mais restritos para este tipo de piscinas. Analisaram-se amostras de água (de abastecimento, da superfície e a 30 cm de profundidade) e de superfícies das piscinas. O grupo de piscinas estudado foi constituído também por piscinas de crianças e de adultos e por piscinas tratadas com cloro ou com bromo. Neste estudo observou-se que a contaminação da água e das superfícies não foi muito elevada, existindo, no entanto, uma grande biodiversidade constituída por espécies fúngicas potencialmente patogénicas, principalmente, para grupos de risco. Verificou-se ainda, que não existe uma relação directa entre a qualidade bacteriológica e presença fúngica na água, podendo deduzir-se que a monitorização da qualidade bacteriológica da água das piscinas pode não ser suficiente para a avaliação do risco microbiológico destes locais. Deste modo, futuramente, propoem-se, aprofundar este tema, analisando um maior número de amostras e sugerir algumas linhas orientadoras para parâmetros fúngicos indicadores da qualidade micológica da água e das superfícies das piscinas.