Publicação
Doenças infeciosas importadas, no Serviço de doenças infeciosas do Hospital de Santa Maria
| Resumo: | O número de viagens internacionais cresceu, ao mesmo tempo que surgiram destinos mais longínquos e exóticos. A imigração aumentou e, no caso de Portugal, são mantidos acordos com os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa, permitindo evacuar doentes para Portugal, para receberem cuidados médicos. Esta crescente mobilidade representa um potencial aumento das doenças infeciosas importadas. O presente estudo descritivo e retrospetivo tem como objetivos determinar a prevalência e caracterizar o espectro de doenças infeciosas importadas em 2008 e 2018, registadas nos doentes internados no Serviço de Doenças Infeciosas, do Hospital de Santa Maria, caracterizar os doentes, tendo em conta aspetos epidemiológicos e demográficos, assim como caracterizar o internamento. Em 2008, identificaram-se 21 casos e, em 2018, 54 casos, representando, respetivamente 6,0% e 12,9% dos internamentos no Serviço. Em 2008, a doença mais frequente foi malária (38,1%) e em 2018, foi tuberculose (18,5%) e infeção por vírus da imunodeficiência humana (18,5%). Os doentes regressaram/ chegaram sobretudo dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa. O motivo de viagem mais frequente, nos dois anos, foi “Saúde”, representando 33,3% e 48,1% dos casos, respetivamente. Em 2008, os doentes que viajaram por motivo de saúde, tinham como principal diagnóstico tuberculose e, em 2018, infeção por vírus da imunodeficiência humana. Os viajantes que regressam a Portugal, que têm maior risco de importar uma doença infeciosa, são aqueles que viajam para visitar amigos e parentes, pelo que, “Visiting Friends and Relatives”, representou, em 2008, 28,6% dos casos e em 2018, 16,7%. Em cada ano, registou-se apenas um doente que realizou consulta do viajante, concluindo-se que a aquisição de conhecimento junto de profissionais de saúde é favorável à manutenção da saúde. Este estudo demonstra que o espectro de doenças infecciosas importadas nos viajantes que regressam/ chegam a Portugal, varia sobretudo de acordo com o motivo da viagem. |
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| Autores principais: | Filipe, Joana Seabra |
| Assunto: | Viagens Doença infeciosa importada Serviço de doenças infeciosas Doentes evacuados Visiting friends and relatives Teses de mestrado - 2020 |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O número de viagens internacionais cresceu, ao mesmo tempo que surgiram destinos mais longínquos e exóticos. A imigração aumentou e, no caso de Portugal, são mantidos acordos com os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa, permitindo evacuar doentes para Portugal, para receberem cuidados médicos. Esta crescente mobilidade representa um potencial aumento das doenças infeciosas importadas. O presente estudo descritivo e retrospetivo tem como objetivos determinar a prevalência e caracterizar o espectro de doenças infeciosas importadas em 2008 e 2018, registadas nos doentes internados no Serviço de Doenças Infeciosas, do Hospital de Santa Maria, caracterizar os doentes, tendo em conta aspetos epidemiológicos e demográficos, assim como caracterizar o internamento. Em 2008, identificaram-se 21 casos e, em 2018, 54 casos, representando, respetivamente 6,0% e 12,9% dos internamentos no Serviço. Em 2008, a doença mais frequente foi malária (38,1%) e em 2018, foi tuberculose (18,5%) e infeção por vírus da imunodeficiência humana (18,5%). Os doentes regressaram/ chegaram sobretudo dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa. O motivo de viagem mais frequente, nos dois anos, foi “Saúde”, representando 33,3% e 48,1% dos casos, respetivamente. Em 2008, os doentes que viajaram por motivo de saúde, tinham como principal diagnóstico tuberculose e, em 2018, infeção por vírus da imunodeficiência humana. Os viajantes que regressam a Portugal, que têm maior risco de importar uma doença infeciosa, são aqueles que viajam para visitar amigos e parentes, pelo que, “Visiting Friends and Relatives”, representou, em 2008, 28,6% dos casos e em 2018, 16,7%. Em cada ano, registou-se apenas um doente que realizou consulta do viajante, concluindo-se que a aquisição de conhecimento junto de profissionais de saúde é favorável à manutenção da saúde. Este estudo demonstra que o espectro de doenças infecciosas importadas nos viajantes que regressam/ chegam a Portugal, varia sobretudo de acordo com o motivo da viagem. |
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