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Novos alvos terapêuticos no tratamento da doença de Parkinson

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Resumo:A doença de Parkinson é a segunda doença neurodegenerativa mais comum no mundo. Caracteriza-se pela perda de função progressiva dos neurónios dopaminérgicos na porção compacta da substância negra e pela acumulação de inclusões proteicas denominadas corpos de Lewy e neurites de Lewy. Clinicamente, a doença caracteriza-se por quatro sintomas motores: bradicinesia, rigidez, tremor em repouso e instabilidade postural, associados a uma variedade de sintomas não motores que podem afetar vários sistemas orgânicos, podendo ir desde transtornos de humor até problemas de pele, como a dermatite seborreica e a hiperidrose. As opções terapêuticas atualmente disponíveis incluem tratamento farmacológico, intervenções cirúrgicas, como a estimulação cerebral profunda, palidotomias e talamotomias ou terapêuticas não farmacológicas, como a fisioterapia. O controlo farmacológico dos sintomas motores é feito através da administração de quatro grupos de fármacos principais: levodopa ou agonistas da dopamina, inibidores da monoamina oxidase e da catecol O-metiltransferase, antagonistas não seletivos dos recetores muscarínicos de acetilcolina e antagonistas do recetor N-metil D-aspartato ativado pelo glutamato. No entanto, todas estas opções fornecem tratamento direcionado ao controlo sintomático nos primeiros anos após o diagnóstico, tornando-se menos eficazes à medida que a doença avança. Não existem atualmente terapêuticas disponíveis que previnam o início ou abrandem a progressão da doença de Parkinson. Esta monografia foca-se em potenciais novos alvos terapêuticos, nomeadamente a α-sinucleína, a LRRK2, a PINK1 e a parkin, que, por terem um papel chave na sua fisiopatologia, oferecem a perspetiva do desenvolvimento de novos medicamentos que possam modificar o avanço natural da doença. Estas proteínas têm sido associadas tanto à doença de Parkinson genética quanto à sua forma não genética. Serão abordadas neste trabalho as várias estratégias terapêuticas, atualmente em estudo, que têm como alvo alguma destas quatro proteínas, incluindo alguns compostos já em fase de ensaios clínicos.
Autores principais:Pereira, Mariana Lobo
Assunto:Doença de Parkinson Tratamento Alfa-sinucleína LRRK2 Parkin Mestrado integrado - 2020
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A doença de Parkinson é a segunda doença neurodegenerativa mais comum no mundo. Caracteriza-se pela perda de função progressiva dos neurónios dopaminérgicos na porção compacta da substância negra e pela acumulação de inclusões proteicas denominadas corpos de Lewy e neurites de Lewy. Clinicamente, a doença caracteriza-se por quatro sintomas motores: bradicinesia, rigidez, tremor em repouso e instabilidade postural, associados a uma variedade de sintomas não motores que podem afetar vários sistemas orgânicos, podendo ir desde transtornos de humor até problemas de pele, como a dermatite seborreica e a hiperidrose. As opções terapêuticas atualmente disponíveis incluem tratamento farmacológico, intervenções cirúrgicas, como a estimulação cerebral profunda, palidotomias e talamotomias ou terapêuticas não farmacológicas, como a fisioterapia. O controlo farmacológico dos sintomas motores é feito através da administração de quatro grupos de fármacos principais: levodopa ou agonistas da dopamina, inibidores da monoamina oxidase e da catecol O-metiltransferase, antagonistas não seletivos dos recetores muscarínicos de acetilcolina e antagonistas do recetor N-metil D-aspartato ativado pelo glutamato. No entanto, todas estas opções fornecem tratamento direcionado ao controlo sintomático nos primeiros anos após o diagnóstico, tornando-se menos eficazes à medida que a doença avança. Não existem atualmente terapêuticas disponíveis que previnam o início ou abrandem a progressão da doença de Parkinson. Esta monografia foca-se em potenciais novos alvos terapêuticos, nomeadamente a α-sinucleína, a LRRK2, a PINK1 e a parkin, que, por terem um papel chave na sua fisiopatologia, oferecem a perspetiva do desenvolvimento de novos medicamentos que possam modificar o avanço natural da doença. Estas proteínas têm sido associadas tanto à doença de Parkinson genética quanto à sua forma não genética. Serão abordadas neste trabalho as várias estratégias terapêuticas, atualmente em estudo, que têm como alvo alguma destas quatro proteínas, incluindo alguns compostos já em fase de ensaios clínicos.