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Changes in gait variability : changes in gait variability: the role of neural control of movement

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A variabilidade da marcha e a sua alteração durante o processo de envelhecimento é um fenómeno amplamente estudado na comunidade científica. Contudo, as causas subjacentes a essa alteração, ainda não estão completamente compreendidas. As sinergias musculares, que se definem como uma coordenação entre músculos para realizar movimentos complexos de forma eficiente e integrada, pelo sistema nervoso central, podem ter um papel fundamental nas alterações no padrão de marcha. Tendo isto em consideração, este estudo tem como objetivo explorar de que forma os vários parâmetros das sinergias musculares podem dar resposta a esta alteração da variabilidade com o envelhecimento. Oito sensores de eletromiografia de superfície foram colocados no membro inferior dominante de vinte e um participantes (14 jovens, 7 idosos), durante uma prova de 12 minutos de marcha numa passadeira. Foi utilizado um algoritmo de decomposição para identificar as sinergias musculares que representam a organização temporal e espacial da coordenação muscular. Três sinergias musculares foram identificadas. Análises de regressão linear foram conduzidas para explorar a relação entre parâmetros de sinergias musculares e a variabilidade da marcha. Os resultados revelaram associações significativas entre o envolvimento do músculo peroneal longo na sinergia (VLPS3) 1 e 3 e a redução da variabilidade da marcha (B=-0,554, t(19)=-2,899, p<0,009 para VLPS3, VLPS3 e VLPS1 B=-0,705, t(18)=-4,000, p<0,001 e B=-0,465, t(18)=-2,640, p<0,017, respetivamente). Os restantes parâmetros não apresentaram resultados. Em conclusão, apesar deste impacto do músculo longo peroneal na variabilidade da marcha, os parâmetros das sinergias musculares parecem não ter impacto nas alterações da variabilidade da marcha com o envelhecimento
Autores principais:Alves, Teresa de Sá Lourenço
Assunto:Controlo Neuromotor Envelhecimento Marcha Sinergias Musculares Variabilidade Variabilidade da Marcha Aging Gait Gait Variability Muscle Synergies Neuromotor Control Variability
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:inglês
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A variabilidade da marcha e a sua alteração durante o processo de envelhecimento é um fenómeno amplamente estudado na comunidade científica. Contudo, as causas subjacentes a essa alteração, ainda não estão completamente compreendidas. As sinergias musculares, que se definem como uma coordenação entre músculos para realizar movimentos complexos de forma eficiente e integrada, pelo sistema nervoso central, podem ter um papel fundamental nas alterações no padrão de marcha. Tendo isto em consideração, este estudo tem como objetivo explorar de que forma os vários parâmetros das sinergias musculares podem dar resposta a esta alteração da variabilidade com o envelhecimento. Oito sensores de eletromiografia de superfície foram colocados no membro inferior dominante de vinte e um participantes (14 jovens, 7 idosos), durante uma prova de 12 minutos de marcha numa passadeira. Foi utilizado um algoritmo de decomposição para identificar as sinergias musculares que representam a organização temporal e espacial da coordenação muscular. Três sinergias musculares foram identificadas. Análises de regressão linear foram conduzidas para explorar a relação entre parâmetros de sinergias musculares e a variabilidade da marcha. Os resultados revelaram associações significativas entre o envolvimento do músculo peroneal longo na sinergia (VLPS3) 1 e 3 e a redução da variabilidade da marcha (B=-0,554, t(19)=-2,899, p<0,009 para VLPS3, VLPS3 e VLPS1 B=-0,705, t(18)=-4,000, p<0,001 e B=-0,465, t(18)=-2,640, p<0,017, respetivamente). Os restantes parâmetros não apresentaram resultados. Em conclusão, apesar deste impacto do músculo longo peroneal na variabilidade da marcha, os parâmetros das sinergias musculares parecem não ter impacto nas alterações da variabilidade da marcha com o envelhecimento