Publicação
Citologia de derrames pleurais em gatos
| Resumo: | O derrame pleural é a acumulação anormal de fluido na cavidade torácica, uma afeção que pode ser fatal para o animal, através de sinais clínicos inespecíficos, sendo frequentemente a dispneia o sinal que alerta os tutores. Em gatos, o derrame pleural pode ter diversas etiologias, incluindo neoplasia, insuficiência cardíaca congestiva (ICC), piotórax, quilotórax idiopático e peritonite infeciosa felina (PIF). O diagnóstico etiológico exige uma avaliação integrada com utilização de várias ferramentas de diagnóstico, sendo a análise citológica do fluido, obtido através de toracocentese, fundamental neste processo. A análise citológica permite classificar o tipo de derrame, auxiliando o médico veterinário na seleção de exames complementares, na redução de diagnósticos diferenciais e na escolha da terapêutica a instituir. O presente estudo pretende caracterizar uma amostra de gatos com derrame pleural, classificando os diferentes tipos de derrame com base nas observações citológicas, e destacando a relevância da citologia no diagnóstico etiológico. Foram analisados 41 casos de gatos com derrame pleural, nos quais foi realizada toracocentese e análise citológica do fluido. A classificação do derrame foi feita com base na concentração de proteínas totais, contagem de células nucleadas totais e critérios citológicos, e os derrames classificaram-se em transudado, transudado modificado, exsudado séptico, exsudado asséptico, quiloso, neoplásico e hemorrágico. Este estudo evidenciou a importância, já referida na literatura, da citologia como ferramenta de diagnóstico, destacando parâmetros como presença de células neoplásicas, tipo e proporção de células inflamatórias, presença de microrganismos, fundamentais para a classificação dos diferentes tipos de derrame pleural, para a determinação da etiologia e para a instituição da terapêutica. Constatou-se que os tipos de derrame mais frequentes foram quiloso (27%), neoplásico (22%) e transudado modificado (22%), que o derrame transudado (2%) foi raro, e não se identificaram casos de derrame hemorrágico. As etiologias mais comuns foram a neoplasia (35%) e a ICC (17%), em contraste com a PIF (2%), que foi uma etiologia muito pouco frequente. Observou-se ainda que os grupos de derrame transudado modificado, exsudado asséptico, quiloso e neoplásico podem ter como etiologia a neoplasia, e que a ICC pode originar derrame transudado, transudado modificado ou quiloso |
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| Autores principais: | Costa, Cláudia Maria Pardal da |
| Assunto: | Derrame pleural Citologia Gato Toracocentese Diagnóstico etiológico Pleural effusion Cytology Cat Thoracocentesis Etiological diagnosis |
| Ano: | 2025 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O derrame pleural é a acumulação anormal de fluido na cavidade torácica, uma afeção que pode ser fatal para o animal, através de sinais clínicos inespecíficos, sendo frequentemente a dispneia o sinal que alerta os tutores. Em gatos, o derrame pleural pode ter diversas etiologias, incluindo neoplasia, insuficiência cardíaca congestiva (ICC), piotórax, quilotórax idiopático e peritonite infeciosa felina (PIF). O diagnóstico etiológico exige uma avaliação integrada com utilização de várias ferramentas de diagnóstico, sendo a análise citológica do fluido, obtido através de toracocentese, fundamental neste processo. A análise citológica permite classificar o tipo de derrame, auxiliando o médico veterinário na seleção de exames complementares, na redução de diagnósticos diferenciais e na escolha da terapêutica a instituir. O presente estudo pretende caracterizar uma amostra de gatos com derrame pleural, classificando os diferentes tipos de derrame com base nas observações citológicas, e destacando a relevância da citologia no diagnóstico etiológico. Foram analisados 41 casos de gatos com derrame pleural, nos quais foi realizada toracocentese e análise citológica do fluido. A classificação do derrame foi feita com base na concentração de proteínas totais, contagem de células nucleadas totais e critérios citológicos, e os derrames classificaram-se em transudado, transudado modificado, exsudado séptico, exsudado asséptico, quiloso, neoplásico e hemorrágico. Este estudo evidenciou a importância, já referida na literatura, da citologia como ferramenta de diagnóstico, destacando parâmetros como presença de células neoplásicas, tipo e proporção de células inflamatórias, presença de microrganismos, fundamentais para a classificação dos diferentes tipos de derrame pleural, para a determinação da etiologia e para a instituição da terapêutica. Constatou-se que os tipos de derrame mais frequentes foram quiloso (27%), neoplásico (22%) e transudado modificado (22%), que o derrame transudado (2%) foi raro, e não se identificaram casos de derrame hemorrágico. As etiologias mais comuns foram a neoplasia (35%) e a ICC (17%), em contraste com a PIF (2%), que foi uma etiologia muito pouco frequente. Observou-se ainda que os grupos de derrame transudado modificado, exsudado asséptico, quiloso e neoplásico podem ter como etiologia a neoplasia, e que a ICC pode originar derrame transudado, transudado modificado ou quiloso |
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