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Arquitectura flexível e pedagogia ativa : um (des)encontro nas escolas de espaços abertos

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O presente estudo incide sobre uma experiência de arquitetura escolar construída na década de 1970, que se caracterizava por salas abertas ou por paredes móveis e mobílias que permitiam a ampliação ou redução do tamanho das salas, a fim de agrupar turmas, organizar os alunos em pequenos grupos, reunir professores para um trabalho conjunto, enfim, permitir a flexibilidade dos espaços, dos agrupamentos de alunos, do currículo, da organização pedagógica. Tais ideias arquitetônicas e pedagógicas foram difundidas, instruídas e financiadas por organismos internacionias e resultou em escolas construídas cuja apropriação ressignificou seus sentidos e significados. Por toda a parte, a proposta foi contestada e poucos anos depois, quase nenhuma escola construída sob aquelas ideias mantinha os espaços abertos e flexíveis. Compreender as relações entre arquitetura e pedagogia, e as dinâmicas de atração, acolhimento, apropriação e vivências da arquitetura internacional das escolas de espaços abertos, nos âmbitos da Argentina, Brasil e Portugal é o objetivo da tese. A metodologia de recolha e análise dos dados inspira-se na história cultural, em especial, nas teses das culturas materiais da escola e nos estudos da difusão mundial de ideias. Considerando a arquitetura escolar como uma construção sócio-histórica constituinte das culturas escolares, no âmbito deste trabalho, ela representa, além de objeto de estudo, fonte de informações.
Autores principais:Gonçalves, Rita de Cássia Pacheco, 1956-
Assunto:Arquitectura escolar História da educação Pedagogia Teses de doutoramento - 2011
Ano:2011
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O presente estudo incide sobre uma experiência de arquitetura escolar construída na década de 1970, que se caracterizava por salas abertas ou por paredes móveis e mobílias que permitiam a ampliação ou redução do tamanho das salas, a fim de agrupar turmas, organizar os alunos em pequenos grupos, reunir professores para um trabalho conjunto, enfim, permitir a flexibilidade dos espaços, dos agrupamentos de alunos, do currículo, da organização pedagógica. Tais ideias arquitetônicas e pedagógicas foram difundidas, instruídas e financiadas por organismos internacionias e resultou em escolas construídas cuja apropriação ressignificou seus sentidos e significados. Por toda a parte, a proposta foi contestada e poucos anos depois, quase nenhuma escola construída sob aquelas ideias mantinha os espaços abertos e flexíveis. Compreender as relações entre arquitetura e pedagogia, e as dinâmicas de atração, acolhimento, apropriação e vivências da arquitetura internacional das escolas de espaços abertos, nos âmbitos da Argentina, Brasil e Portugal é o objetivo da tese. A metodologia de recolha e análise dos dados inspira-se na história cultural, em especial, nas teses das culturas materiais da escola e nos estudos da difusão mundial de ideias. Considerando a arquitetura escolar como uma construção sócio-histórica constituinte das culturas escolares, no âmbito deste trabalho, ela representa, além de objeto de estudo, fonte de informações.