Publicação
Apresentações clínicas da parvovirose canina na ilha de São Miguel, Açores
| Resumo: | A parvovirose canina é uma doença infeciosa com distribuição mundial, causada pelo parvovírus canino tipo 2 (CPV). É mais frequente em cachorros, causa elevadas taxas de morbilidade e de mortalidade devido, sobretudo, a quadros gastrointestinais muito graves. O principal objetivo deste estudo foi caraterizar as apresentações clínicas em canídeos infetados na ilha de São Miguel, Açores. A amostra foi constituída por 74 cães, com idades entre os 2 meses e 1 ano, sobretudo do sexo masculino (67,6%) e de raça pura (52,7%). A maioria destes animais não estava vacinada (83,3%), nem desparasitado (71,6%). Tinham acesso ao exterior (87,8%) e coabitavam com outros canídeos (54,1%). Os sinais clínicos mais frequentes foram desidratação (100%), anorexia (97,3%), diarreia sanguinolenta (94,6%), prostração (90,5%), desconforto abdominal (90,5%), vómito (87,8%) e linfonodos hipertrofiados (66,2%). As principais alterações detetadas nas análises sanguíneas foram creatinina sanguínea diminuída (74,5%), fosfatase alcalina aumentada (60,8%), leucopenia (58,8%), hipoglicemia (48,6%), anemia regenerativa (39,2%) ou não regenerativa (31,4%) e hipoproteinemia (33,3%). Foram observaram complicações em treze cães (17,6%) nomeadamente sépsis (33,8%), poliartrite imunomediada (30,8%), edema pulmonar (23,1%) e sinais neurológicos (23,1%). A a frequência cardíaca, a coloração das mucosas, o tempo de repleção capilar, a temperatura corporal, a morfologia dos linfonodos, o tipo de pulso, a presença de diarreia, os valores de creatinina e de glucose e o desenvolvimento de sépsis influenciaram o desfecho clínico (p < 0,05). Apesar das apresentações clínicas descritas, bem como das alterações nas análises sanguíneas e das complicações observadas, a taxa de sobrevivência dos cães infetados foi de aproximadamente 71,6% |
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| Autores principais: | Pinheiro, Sofia Vasconcelos |
| Assunto: | Parvovírus canino Ilha de São Miguel Apresentações clínicas Canine parvovirus São Miguel Island Clinical presentation |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A parvovirose canina é uma doença infeciosa com distribuição mundial, causada pelo parvovírus canino tipo 2 (CPV). É mais frequente em cachorros, causa elevadas taxas de morbilidade e de mortalidade devido, sobretudo, a quadros gastrointestinais muito graves. O principal objetivo deste estudo foi caraterizar as apresentações clínicas em canídeos infetados na ilha de São Miguel, Açores. A amostra foi constituída por 74 cães, com idades entre os 2 meses e 1 ano, sobretudo do sexo masculino (67,6%) e de raça pura (52,7%). A maioria destes animais não estava vacinada (83,3%), nem desparasitado (71,6%). Tinham acesso ao exterior (87,8%) e coabitavam com outros canídeos (54,1%). Os sinais clínicos mais frequentes foram desidratação (100%), anorexia (97,3%), diarreia sanguinolenta (94,6%), prostração (90,5%), desconforto abdominal (90,5%), vómito (87,8%) e linfonodos hipertrofiados (66,2%). As principais alterações detetadas nas análises sanguíneas foram creatinina sanguínea diminuída (74,5%), fosfatase alcalina aumentada (60,8%), leucopenia (58,8%), hipoglicemia (48,6%), anemia regenerativa (39,2%) ou não regenerativa (31,4%) e hipoproteinemia (33,3%). Foram observaram complicações em treze cães (17,6%) nomeadamente sépsis (33,8%), poliartrite imunomediada (30,8%), edema pulmonar (23,1%) e sinais neurológicos (23,1%). A a frequência cardíaca, a coloração das mucosas, o tempo de repleção capilar, a temperatura corporal, a morfologia dos linfonodos, o tipo de pulso, a presença de diarreia, os valores de creatinina e de glucose e o desenvolvimento de sépsis influenciaram o desfecho clínico (p < 0,05). Apesar das apresentações clínicas descritas, bem como das alterações nas análises sanguíneas e das complicações observadas, a taxa de sobrevivência dos cães infetados foi de aproximadamente 71,6% |
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