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Normas de orientação clínica dos pacientes hipocoagulados em medicina dentária

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A prevalência de pacientes em regime de hipocoagulação recorrendo à consulta de Medicina Dentária é cada vez mais frequente. Objetivos: Desenvolver Normas de Orientação Clínica Nacionais para pacientes em regime de hipocoagulação, com indicação para intervenções cirúrgicas na cavidade oral. Classificar pacientes de risco em Medicina Dentária. Avaliar os riscos que os procedimentos cirúrgicos em Medicina Dentária constituem para pacientes hipocoagulados. Especificar medidas pré, peri e pós-operatórias que minimizem o risco. Criar recomendações baseadas na evidência que permitam uma melhor prática clínica e medidas de atuação padronizadas. Materiais e Métodos: Pesquisa de literatura (PubMed e Cochrane Library), avaliação da qualidade da evidência (sistemas Robis e Agree II), elaboração de recomendações com aplicabilidade clínica com adequado nível de evidência e classe de recomendação. Resultados e Recomendações: A base para a formulação das recomendações incluiu 52 artigos. Para qualquer tipo de tratamento cirúrgico, a Terapia Antiagregante e Anticoagulante (varfarina/DOAC) deve ser mantida (Nível Ib, Classe I). Pacientes com valores de INR≥5 devem ser referenciados para o Médico Assistente (Nível Ib, Classe I). As medidas pré e peri-operatórias devem ser baseadas no risco de fenómenos tromboembólicos e hemorragia individuais (Nível Ib, Classe I). Os procedimentos devem ser realizados segundo uma técnica atraumática, num campo operatório delimitado, recurso a sutura e agentes hemostáticos locais para controlo de hemorragia (Nível Ib, Classe I). As instruções pós-operatórias devem ser fornecidas por escrito (Nível Ib, Classe I). Para controlo da dor pós-operatória, o paracetamol é a escolha mais segura. Evitar a prescrição de anti-inflamatórios não esteróides (Nível Ib, Classe I). Especial precaução em pacientes com Doenças Hepáticas, Renais ou que envolvam a medula óssea, uma vez que apresentam maior risco de fenómenos hemorrágicos (Nível Ib, Classe I).
Autores principais:Mendonça, Carlota Inês Duarte de
Assunto:Cirurgia oral Tratamento dentário Anticoagulantes Teses de mestrado - 2018
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A prevalência de pacientes em regime de hipocoagulação recorrendo à consulta de Medicina Dentária é cada vez mais frequente. Objetivos: Desenvolver Normas de Orientação Clínica Nacionais para pacientes em regime de hipocoagulação, com indicação para intervenções cirúrgicas na cavidade oral. Classificar pacientes de risco em Medicina Dentária. Avaliar os riscos que os procedimentos cirúrgicos em Medicina Dentária constituem para pacientes hipocoagulados. Especificar medidas pré, peri e pós-operatórias que minimizem o risco. Criar recomendações baseadas na evidência que permitam uma melhor prática clínica e medidas de atuação padronizadas. Materiais e Métodos: Pesquisa de literatura (PubMed e Cochrane Library), avaliação da qualidade da evidência (sistemas Robis e Agree II), elaboração de recomendações com aplicabilidade clínica com adequado nível de evidência e classe de recomendação. Resultados e Recomendações: A base para a formulação das recomendações incluiu 52 artigos. Para qualquer tipo de tratamento cirúrgico, a Terapia Antiagregante e Anticoagulante (varfarina/DOAC) deve ser mantida (Nível Ib, Classe I). Pacientes com valores de INR≥5 devem ser referenciados para o Médico Assistente (Nível Ib, Classe I). As medidas pré e peri-operatórias devem ser baseadas no risco de fenómenos tromboembólicos e hemorragia individuais (Nível Ib, Classe I). Os procedimentos devem ser realizados segundo uma técnica atraumática, num campo operatório delimitado, recurso a sutura e agentes hemostáticos locais para controlo de hemorragia (Nível Ib, Classe I). As instruções pós-operatórias devem ser fornecidas por escrito (Nível Ib, Classe I). Para controlo da dor pós-operatória, o paracetamol é a escolha mais segura. Evitar a prescrição de anti-inflamatórios não esteróides (Nível Ib, Classe I). Especial precaução em pacientes com Doenças Hepáticas, Renais ou que envolvam a medula óssea, uma vez que apresentam maior risco de fenómenos hemorrágicos (Nível Ib, Classe I).