Publicação

A influência da contraceção hormonal na incidência de depressão pós-parto

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: A depressão pós-parto é uma patologia frequente associada a grande sofrimento materno e infantil, comummente diagnosticada nas primeiras 4 semanas pós-parto. Trata-se de um período de grande instabilidade que exige um acompanhamento cuidado, sendo que um dos pilares deste apoio clínico se baseia na implementação de um esquema contracetivo seguro e eficaz. A contraceção hormonal representa uma opção viável neste contexto; no entanto, pela sua possível associação com sintomatologia depressiva, torna-se de extrema importância explorar o seu papel no risco de desenvolvimento de depressão no período pós-natal. Objetivo: Este trabalho pretende explorar a influência que a contraceção hormonal possa ter no desenvolvimento de depressão pós-parto, constituindo um fator de risco para esta patologia. Métodos: Revisão da literatura pertinente publicamente e integralmente disponível nas bases de dados apropriadas. Resultados: Dos papers analisados ao longo desta revisão, dois estudos avaliaram os efeitos da injeção de DMPA, não tendo identificado uma associação com a incidência de depressão pós-parto; um estudo obteve uma conclusão semelhante relativamente ao implante de etonogestrel; um estudo identificou um risco para depressão pós-parto 2 a 3 vezes superior associado à injeção de enantato de noretisterona; e outro não identificou qualquer associação entre os vários métodos que visou e depressão pós-parto, à exceção de um efeito protetor associado ao contracetivo oral de noretindrona e ao DIU de levonorgestrel. Discussão e Conclusão: Apesar da escassa informação e de resultados parcialmente contraditórios, não parece existir uma associação entre a realização de contraceção hormonal no período pós-parto e o desenvolvimento de depressão neste espaço de tempo.
Autores principais:Matoso, João Filipe Dionísio
Assunto:Depressão pós-parto Contraceção hormonal Métodos contracetivos Psiquiatria Psicologia médica
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Introdução: A depressão pós-parto é uma patologia frequente associada a grande sofrimento materno e infantil, comummente diagnosticada nas primeiras 4 semanas pós-parto. Trata-se de um período de grande instabilidade que exige um acompanhamento cuidado, sendo que um dos pilares deste apoio clínico se baseia na implementação de um esquema contracetivo seguro e eficaz. A contraceção hormonal representa uma opção viável neste contexto; no entanto, pela sua possível associação com sintomatologia depressiva, torna-se de extrema importância explorar o seu papel no risco de desenvolvimento de depressão no período pós-natal. Objetivo: Este trabalho pretende explorar a influência que a contraceção hormonal possa ter no desenvolvimento de depressão pós-parto, constituindo um fator de risco para esta patologia. Métodos: Revisão da literatura pertinente publicamente e integralmente disponível nas bases de dados apropriadas. Resultados: Dos papers analisados ao longo desta revisão, dois estudos avaliaram os efeitos da injeção de DMPA, não tendo identificado uma associação com a incidência de depressão pós-parto; um estudo obteve uma conclusão semelhante relativamente ao implante de etonogestrel; um estudo identificou um risco para depressão pós-parto 2 a 3 vezes superior associado à injeção de enantato de noretisterona; e outro não identificou qualquer associação entre os vários métodos que visou e depressão pós-parto, à exceção de um efeito protetor associado ao contracetivo oral de noretindrona e ao DIU de levonorgestrel. Discussão e Conclusão: Apesar da escassa informação e de resultados parcialmente contraditórios, não parece existir uma associação entre a realização de contraceção hormonal no período pós-parto e o desenvolvimento de depressão neste espaço de tempo.