Publicação
Impacto da detenção na saúde mental de refugiados e requerentes de asilo : Alemanha, Itália, Grécia e Portugal
| Resumo: | Introdução: A detenção de refugiados e requerentes de asilo tem sido uma prática amplamente utilizada na União Europeia nos últimos anos. Esta é levada a cabo longe dos olhares do publico em campos de refugiados, em aeroportos, em centros de detenção, em ilhas, em embarcações e até fora do território da União Europeia, por vezes de forma indiscriminada. Do ponto de vista da defesa dos direitos humanos é inconcebível que a liberdade individual esteja a ser privada a pessoas que não cometeram nenhum crime. Do ponto de vista médico é má pratica aceitar que se coloquem pessoas que apresentam uma elevada prevalência de PTSD e Depressão em ambientes que possam lesar a sua integridade física e mental. Como a prática médica é inseparável da defesa dos direitos humanos considero ser importante desafiarmos sistemas de opressão injustos sempre que suspeitamos das suas influências negativas na saúde dos nossos futuros doentes. Métodos: Foi realizada uma revisão de literatura para compreender as condições de detenção em quatro países europeus que tem políticas migratórias e condições financeiras assimétricas: Alemanha, Itália, Grécia e Portugal. Posteriormente foram pesquisadas revisões sistemáticas na plataforma PubMed assim como relatórios de ONGs que operam nestes países. Resultados: Todos os países estudados realizavam a detenção sistemática de requerentes de asilo. Existe uma constante utilização de novos e sofisticados métodos de privação de liberdade, que acompanham a falta de empatia do eleitorado desses países pelo sofrimento dos refugiados. À medida que a indiferença se estabelece, e os refugiados são detidos num limbo legal durante meses, a PTSD a depressão começam a aumentar. Conclusões: A detenção sistemática está a ter um impacto nefasto na saúde mental dos refugiados e requerentes de asilo aumentando a prevalência de PTSD e depressão. A pratica deve ser descontinuada. |
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| Autores principais: | Pereira, Ricardo Sá da Rocha |
| Assunto: | Refugiados Detenção Requerentes de asilo Depressão PTSD |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Introdução: A detenção de refugiados e requerentes de asilo tem sido uma prática amplamente utilizada na União Europeia nos últimos anos. Esta é levada a cabo longe dos olhares do publico em campos de refugiados, em aeroportos, em centros de detenção, em ilhas, em embarcações e até fora do território da União Europeia, por vezes de forma indiscriminada. Do ponto de vista da defesa dos direitos humanos é inconcebível que a liberdade individual esteja a ser privada a pessoas que não cometeram nenhum crime. Do ponto de vista médico é má pratica aceitar que se coloquem pessoas que apresentam uma elevada prevalência de PTSD e Depressão em ambientes que possam lesar a sua integridade física e mental. Como a prática médica é inseparável da defesa dos direitos humanos considero ser importante desafiarmos sistemas de opressão injustos sempre que suspeitamos das suas influências negativas na saúde dos nossos futuros doentes. Métodos: Foi realizada uma revisão de literatura para compreender as condições de detenção em quatro países europeus que tem políticas migratórias e condições financeiras assimétricas: Alemanha, Itália, Grécia e Portugal. Posteriormente foram pesquisadas revisões sistemáticas na plataforma PubMed assim como relatórios de ONGs que operam nestes países. Resultados: Todos os países estudados realizavam a detenção sistemática de requerentes de asilo. Existe uma constante utilização de novos e sofisticados métodos de privação de liberdade, que acompanham a falta de empatia do eleitorado desses países pelo sofrimento dos refugiados. À medida que a indiferença se estabelece, e os refugiados são detidos num limbo legal durante meses, a PTSD a depressão começam a aumentar. Conclusões: A detenção sistemática está a ter um impacto nefasto na saúde mental dos refugiados e requerentes de asilo aumentando a prevalência de PTSD e depressão. A pratica deve ser descontinuada. |
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