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A microbiota intestinal no tratamento da depressão : possível papel dos probióticos

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Contexto: O tratamento da depressão é um desafio premente, quer pela sua elevada prevalência e incapacidade associada, quer pela considerável percentagem de doentes que não respondem a nenhuma das terapêuticas disponíveis. A crescente evidência do envolvimento da microbiota intestinal na regulação do sistema nervoso central tem vindo a motivar o estudo dos probióticos como potencial elemento das terapêuticas antidepressivas. Objetivo: O objetivo primário deste trabalho é rever os estudos clínicos publicados sobre a eficácia dos probióticos no tratamento dos distúrbios depressivos. São também objetivos a análise do perfil de segurança e tolerabilidade dos probióticos, bem como compreender os mecanismos pelos quais poderão exercer o seu efeito terapêutico. Metodologia: Foram incluídos oito ensaios clínicos em doentes com perturbações depressivas, com avaliação clínica através de escalas e questionários validados. Foram também analisadas duas meta-análises. Resultados: Os probióticos mostraram-se eficazes a diminuir os sintomas da patologia depressiva em cinco dos oito ensaios incluídos. A ação anti-inflamatória dos probióticos, objetivada pela diminuição de marcadores inflamatórios, observou-se em dois estudos. Noutros dois ensaios, os probióticos mostraram a sua influência na modulação da via de metabolização do triptofano. Nenhum ensaio reportou efeitos secundários significativos. Conclusão: A evidência da eficácia do uso de probióticos no tratamento da depressão, ainda que encorajadora, permanece escassa e pouco sólida. Sublinha-se a necessidade de desenvolver novos estudos clínicos nesta área.
Autores principais:Lourenço, Mariana Brás
Assunto:Depressão Microbiota intestinal Probióticos Psiquiatria
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Contexto: O tratamento da depressão é um desafio premente, quer pela sua elevada prevalência e incapacidade associada, quer pela considerável percentagem de doentes que não respondem a nenhuma das terapêuticas disponíveis. A crescente evidência do envolvimento da microbiota intestinal na regulação do sistema nervoso central tem vindo a motivar o estudo dos probióticos como potencial elemento das terapêuticas antidepressivas. Objetivo: O objetivo primário deste trabalho é rever os estudos clínicos publicados sobre a eficácia dos probióticos no tratamento dos distúrbios depressivos. São também objetivos a análise do perfil de segurança e tolerabilidade dos probióticos, bem como compreender os mecanismos pelos quais poderão exercer o seu efeito terapêutico. Metodologia: Foram incluídos oito ensaios clínicos em doentes com perturbações depressivas, com avaliação clínica através de escalas e questionários validados. Foram também analisadas duas meta-análises. Resultados: Os probióticos mostraram-se eficazes a diminuir os sintomas da patologia depressiva em cinco dos oito ensaios incluídos. A ação anti-inflamatória dos probióticos, objetivada pela diminuição de marcadores inflamatórios, observou-se em dois estudos. Noutros dois ensaios, os probióticos mostraram a sua influência na modulação da via de metabolização do triptofano. Nenhum ensaio reportou efeitos secundários significativos. Conclusão: A evidência da eficácia do uso de probióticos no tratamento da depressão, ainda que encorajadora, permanece escassa e pouco sólida. Sublinha-se a necessidade de desenvolver novos estudos clínicos nesta área.