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Problemas de linguagem : stress materno, aptidões sociais e comportamento da criança

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O presente estudo, com mães de crianças com Problemas de Linguagem (PL), tem como objetivos: (1) caracterizar o stress parental e a perceção materna das aptidões sociais e do comportamento da criança, com base no sexo e idade desta; (2) determinar se há variação nas dimensões em estudo em função do tipo de PL; (3) explorar a relação entre estas dimensões; (4) analisar a relação de cada uma delas com variáveis maternas – sociodemográficas (nível de escolaridade e classe social) e preocupações com o comportamento da criança. Participaram no estudo 36 mães com filhos com idades entre os 3 e os 6 anos. Foram utilizados dois instrumentos, o Índice de Stress Parental e as Escalas de Comportamento para a Idade Pré-Escolar-2ª Edição, para além de uma Ficha de recolha de informação (sociodemográfica, e referente às preocupações maternas, e ao desenvolvimento e PL da criança). Os resultados mostraram que o stress (domínio dos pais) é superior nas mães de filhos rapazes (vs de raparigas) e de crianças mais velhas (de 5-6 anos vs. de 3-4 anos). Para além disso, as mães das crianças com uma Perturbação do Desenvolvimento da Linguagem, comparativamente com as de crianças com uma Perturbação Fonológica, reportaram mais stress parental (domínio da criança) e percecionaram níveis mais baixos nas aptidões sociais. Verificou-se uma associação do stress parental (domínio da criança) com as aptidões sociais (negativa) e o comportamento externalizado (positiva). Verificou-se ainda que o stress parental (domínio da criança) foi superior nas mães de classes sociais mais baixas. Por fim, a preocupação materna com o comportamento associou-se positivamente com o stress parental e com o comportamento externalizado, e negativamente com as aptidões sociais. Os resultados contribuem para aumentar o conhecimento associado aos PL em crianças mais novas, que têm sido pouco valorizados do ponto de vista empírico.
Autores principais:Vasconcelos, Laura Alves Costa de Castro
Assunto:Stress parental Aptidões sociais Comportamento da criança Idade pré-escolar Teses de mestrado - 2018
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O presente estudo, com mães de crianças com Problemas de Linguagem (PL), tem como objetivos: (1) caracterizar o stress parental e a perceção materna das aptidões sociais e do comportamento da criança, com base no sexo e idade desta; (2) determinar se há variação nas dimensões em estudo em função do tipo de PL; (3) explorar a relação entre estas dimensões; (4) analisar a relação de cada uma delas com variáveis maternas – sociodemográficas (nível de escolaridade e classe social) e preocupações com o comportamento da criança. Participaram no estudo 36 mães com filhos com idades entre os 3 e os 6 anos. Foram utilizados dois instrumentos, o Índice de Stress Parental e as Escalas de Comportamento para a Idade Pré-Escolar-2ª Edição, para além de uma Ficha de recolha de informação (sociodemográfica, e referente às preocupações maternas, e ao desenvolvimento e PL da criança). Os resultados mostraram que o stress (domínio dos pais) é superior nas mães de filhos rapazes (vs de raparigas) e de crianças mais velhas (de 5-6 anos vs. de 3-4 anos). Para além disso, as mães das crianças com uma Perturbação do Desenvolvimento da Linguagem, comparativamente com as de crianças com uma Perturbação Fonológica, reportaram mais stress parental (domínio da criança) e percecionaram níveis mais baixos nas aptidões sociais. Verificou-se uma associação do stress parental (domínio da criança) com as aptidões sociais (negativa) e o comportamento externalizado (positiva). Verificou-se ainda que o stress parental (domínio da criança) foi superior nas mães de classes sociais mais baixas. Por fim, a preocupação materna com o comportamento associou-se positivamente com o stress parental e com o comportamento externalizado, e negativamente com as aptidões sociais. Os resultados contribuem para aumentar o conhecimento associado aos PL em crianças mais novas, que têm sido pouco valorizados do ponto de vista empírico.