Publicação
Tuberculose peritoneal : um desafio diagnóstico
| Resumo: | Homem de 35 anos de idade, com história de alcoolismo, toxicodependência, coinfecção VHC/VIH e cirrose hepática. Em 2014, o doente teve três internamentos caracterizados pela presença de ascite e febre de etiologia desconhecida. O líquido ascítico demonstrava um predomínio linfocitário e o gradiente sero-ascítico de albumina (GASA) era superior a 1,1 g/dl. No presente internamento, todas as culturas bacteriológicas do líquido ascítico revelaram-se negativas contudo, dada a baixa sensibilidade deste método de diagnóstico, optou-se por prosseguir a investigação diagnóstica. De facto, verificou-se um valor de ADA sérico de 130 U/l e no líquido ascítico de 48,8 U/l, bem como um teste IGRA positivo. Tais resultados, associados a um quadro clínico sugestivo, suportaram o diagnóstico presuntivo de tuberculose peritoneal e a instituição de terapêutica antibacilar empírica, mesmo na ausência de isolamento do M. tuberculosis. Dada a evolução clínica favorável do doente após o início da terapêutica, foi possível estabelecer o diagnóstico definitivo de tuberculose peritoneal. Neste Caso Clínico é discutida a apresentação clínica e as dificuldades no diagnóstico da tuberculose peritoneal, revendo as características principais desta patologia. |
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| Autores principais: | Moutinho, Ana Carlota Feu Dias Ferreira |
| Assunto: | Tuberculose peritoneal Gastroenterologia |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Homem de 35 anos de idade, com história de alcoolismo, toxicodependência, coinfecção VHC/VIH e cirrose hepática. Em 2014, o doente teve três internamentos caracterizados pela presença de ascite e febre de etiologia desconhecida. O líquido ascítico demonstrava um predomínio linfocitário e o gradiente sero-ascítico de albumina (GASA) era superior a 1,1 g/dl. No presente internamento, todas as culturas bacteriológicas do líquido ascítico revelaram-se negativas contudo, dada a baixa sensibilidade deste método de diagnóstico, optou-se por prosseguir a investigação diagnóstica. De facto, verificou-se um valor de ADA sérico de 130 U/l e no líquido ascítico de 48,8 U/l, bem como um teste IGRA positivo. Tais resultados, associados a um quadro clínico sugestivo, suportaram o diagnóstico presuntivo de tuberculose peritoneal e a instituição de terapêutica antibacilar empírica, mesmo na ausência de isolamento do M. tuberculosis. Dada a evolução clínica favorável do doente após o início da terapêutica, foi possível estabelecer o diagnóstico definitivo de tuberculose peritoneal. Neste Caso Clínico é discutida a apresentação clínica e as dificuldades no diagnóstico da tuberculose peritoneal, revendo as características principais desta patologia. |
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