Publicação
Teratogenicidade a Zika : um novo síndrome congénito?
| Resumo: | A recente epidemia do vírus Zika (ZIKV) cativou a atenção da audiência global, sendo que a 1 de Fevereiro de 2016 a Organização Mundial de Saúde declarou o estado de Emergência de Saúde Pública, de importância internacional, após identificação do aumento do número de casos de microcefalia concomitantes com o aumento do número de casos de infecção pelo ZIKV. Este vírus foi isolado, pela primeira vez, no macaco Rhesus, no Uganda, em 1947. Posteriormente, reconheceu-se que o microorganismo era transmitido por um vector artrópode do género Aedes, entre os quais se destaca o Aedes aegypti. O primeiro caso de infecção pelo ZIKV no humano foi descrito em 1954, no Uganda, sendo que a partir deste ponto se distribuiu pelo continente africano e sudeste asiático, onde os casos se apresentavam assintomáticos ou com clínica ligeira. No entanto, em 2007, um surto na ilha de Yap, na Micronésia, fez com que 75% da população fosse infectada pelo ZIKV. Este manteve-se confinado a uma pequena banda equatorial correspondente a África e Ásia até 2014, quando surgiram os primeiros casos na América do Sul. No Brasil, verificou-se uma relação temporo-espacial entre o aumento do número de casos de infecção pelo ZIKV e o aumento das anomalias do desenvolvimento neuronal fetal, como a microcefalia. Múltiplos dados indicam uma coesa associação entre a infecção pelo ZIKV durante a gravidez e microcefalia, embora a relação causal exacta ainda esteja por esclarecer. Como tal, com este trabalho pretende-se estudar o papel da infecção pelo ZIKV durante a gestação: os processos fisiopatológicos na base da infecção do embrião ou feto descritos recentemente, o espectro de anomalias fetais associadas a este microorganismo, o diagnóstico da infecção materna e fetal no período prenatal e neonatal, bem como quais as estratégias de prevenção implantadas. |
|---|---|
| Autores principais: | Martins, Mariana Ramos |
| Assunto: | Vírus Zika Gravidez Microcefalia Anomalia congénita Obstetrícia |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A recente epidemia do vírus Zika (ZIKV) cativou a atenção da audiência global, sendo que a 1 de Fevereiro de 2016 a Organização Mundial de Saúde declarou o estado de Emergência de Saúde Pública, de importância internacional, após identificação do aumento do número de casos de microcefalia concomitantes com o aumento do número de casos de infecção pelo ZIKV. Este vírus foi isolado, pela primeira vez, no macaco Rhesus, no Uganda, em 1947. Posteriormente, reconheceu-se que o microorganismo era transmitido por um vector artrópode do género Aedes, entre os quais se destaca o Aedes aegypti. O primeiro caso de infecção pelo ZIKV no humano foi descrito em 1954, no Uganda, sendo que a partir deste ponto se distribuiu pelo continente africano e sudeste asiático, onde os casos se apresentavam assintomáticos ou com clínica ligeira. No entanto, em 2007, um surto na ilha de Yap, na Micronésia, fez com que 75% da população fosse infectada pelo ZIKV. Este manteve-se confinado a uma pequena banda equatorial correspondente a África e Ásia até 2014, quando surgiram os primeiros casos na América do Sul. No Brasil, verificou-se uma relação temporo-espacial entre o aumento do número de casos de infecção pelo ZIKV e o aumento das anomalias do desenvolvimento neuronal fetal, como a microcefalia. Múltiplos dados indicam uma coesa associação entre a infecção pelo ZIKV durante a gravidez e microcefalia, embora a relação causal exacta ainda esteja por esclarecer. Como tal, com este trabalho pretende-se estudar o papel da infecção pelo ZIKV durante a gestação: os processos fisiopatológicos na base da infecção do embrião ou feto descritos recentemente, o espectro de anomalias fetais associadas a este microorganismo, o diagnóstico da infecção materna e fetal no período prenatal e neonatal, bem como quais as estratégias de prevenção implantadas. |
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