Publicação
A identidade e o património negro no Brasil
| Resumo: | Esta dissertação discute a noção de identidade negra no Brasil contemporâneo, conceito que se relaciona com o imaginário construído ao longo da história e consolidado nas práticas sociais. Sabe-se que os significados atribuídos ao património e à cultura sustentam as narrativas históricas que atribuem ‘legitimidade’ aos sentimentos de pertença. Nesta medida, a ‘cultura negra’ e as ideias de activismo negro expostas pelo pan-africanismo e pelo movimento da négritude, articulam-se na consolidação de um discurso de resistência e projecto que reporta a África. No Brasil, estas ideias propagam – se durante o Regime Militar, contrariando a propaganda do sistema sobre a identidade nacional’, baseada na ‘mestiçagem’ e na ‘democracia racial’. Os movimentos sociais negros contemporâneos alertam a sociedade para os mecanismos de dissimulação dos preconceitos existentes na ideologia que fundamenta a identidade brasileira e, ao mesmo tempo, propagam novas ideias e representações que vêm compondo o imaginário da identidade negra. Destaca-se no cenário nacional o Movimento Negro Unificado (MNU), que actua no país desde 1978. O MNU propõe combater o racismo, dissociando a imagem do ‘negro’ de estereótipos negativos, e por sua vez, associando-a aos vários momentos de protagonismo na história dos ‘negros’africanos e da diáspora. No entanto, as estratégias promovidas pela organização para alcançar seus objectivos levam à aceitação e recusa de estereótipos consolidados no senso comum. |
|---|---|
| Autores principais: | Abadia, Lília |
| Assunto: | Negros - Brasil Identidade colectiva - Brasil Racismo - Brasil Política cultural - Brasil Consciência de raça Multiculturalismo - Brasil Movimento Negro Unificado Teses de mestrado - 2010 |
| Ano: | 2010 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Esta dissertação discute a noção de identidade negra no Brasil contemporâneo, conceito que se relaciona com o imaginário construído ao longo da história e consolidado nas práticas sociais. Sabe-se que os significados atribuídos ao património e à cultura sustentam as narrativas históricas que atribuem ‘legitimidade’ aos sentimentos de pertença. Nesta medida, a ‘cultura negra’ e as ideias de activismo negro expostas pelo pan-africanismo e pelo movimento da négritude, articulam-se na consolidação de um discurso de resistência e projecto que reporta a África. No Brasil, estas ideias propagam – se durante o Regime Militar, contrariando a propaganda do sistema sobre a identidade nacional’, baseada na ‘mestiçagem’ e na ‘democracia racial’. Os movimentos sociais negros contemporâneos alertam a sociedade para os mecanismos de dissimulação dos preconceitos existentes na ideologia que fundamenta a identidade brasileira e, ao mesmo tempo, propagam novas ideias e representações que vêm compondo o imaginário da identidade negra. Destaca-se no cenário nacional o Movimento Negro Unificado (MNU), que actua no país desde 1978. O MNU propõe combater o racismo, dissociando a imagem do ‘negro’ de estereótipos negativos, e por sua vez, associando-a aos vários momentos de protagonismo na história dos ‘negros’africanos e da diáspora. No entanto, as estratégias promovidas pela organização para alcançar seus objectivos levam à aceitação e recusa de estereótipos consolidados no senso comum. |
|---|