Publicação
Cirurgia de mínima invasão : ovariectomia laparoscópica em cadelas
| Resumo: | A esterilização de fêmeas é um dos procedimentos cirúrgicos mais comuns em cadelas e tem sido realizada através de uma abordagem minimamente invasiva com frequência crescente. Existem várias técnicas, incluindo ou não a remoção do útero e a utilização de um número variável de acessos à cavidade abdominal, dependendo da preferência e experiência do cirurgião e a situação do paciente. O objetivo deste estudo foi descrever a técnica de ovariectomia eletiva em cadelas por laparoscopia utilizando duas e três cânulas e avaliar a sua eficácia. Também foram avaliadas variáveis como o tempo cirúrgico, a variação da temperatura corporal, a dor pós-operatória e as complicações cirúrgicas associadas a este tipo de procedimento. Doze cadelas saudáveis foram envolvidas no estudo e divididas em dois grupos (6 por grupo) consoante o peso corporal. Cadelas com peso corporal inferior a 15 Kg foram incluídas no grupo I (LapOVE de 2 portas), e cadelas com mais de 15 Kg incorporaram o grupo II (LapOVE de 3 portas). O tempo cirúrgico médio de ovariectomia laparoscópica foi de 49 minutos, e não houve diferenças significativas entre grupos. Em 5 de 12 pacientes (41,7%) foram observadas complicações intraoperatórias que incluíram queda de um ovário na cavidade abdominal (2), perda do pneumoperitoneu (1), mau funcionamento do dispositivo LigaSure (2) resultando em hemorragia do pedículo ovárico (1) e esgotamento do gás CO2 (1). As falhas associadas a equipamentos e instrumentos contribuíram para um aumento de 6% do tempo médio cirúrgico. A temperatura média dos pacientes ao longo da cirurgia teve uma descida de 1,3 ± 0,8 ºC, com uma taxa de animais hipotérmicos no final do procedimento de 41,7% (5 em 12). Não houve diferença significativa entre o valor médio de dor pós-operatória para os dois grupos, observando-se apenas sinais ligeiros de dor. Os resultados sugerem que a utilização de 2 cânulas em cadelas com menos de 15 kg e 3 cânulas em cadelas com mais de 15 kg para a realização de ovariectomia laparoscópica é seguro e eficaz, associado a baixos níveis de dor pós-cirurgica e a um retorno mais rápido à atividade, sendo uma boa alternativa aos métodos de esterilização convencionais. No entanto, a técnica está associada a algumas complicações, por isso, deve haver uma boa preparação dos cirurgiões e manutenção regular dos materiais e instrumentos. |
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| Autores principais: | Lira, Ana Patrícia Augusto |
| Assunto: | Laparoscopia ovariectomia cão Laparoscopy ovariectomy dog |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A esterilização de fêmeas é um dos procedimentos cirúrgicos mais comuns em cadelas e tem sido realizada através de uma abordagem minimamente invasiva com frequência crescente. Existem várias técnicas, incluindo ou não a remoção do útero e a utilização de um número variável de acessos à cavidade abdominal, dependendo da preferência e experiência do cirurgião e a situação do paciente. O objetivo deste estudo foi descrever a técnica de ovariectomia eletiva em cadelas por laparoscopia utilizando duas e três cânulas e avaliar a sua eficácia. Também foram avaliadas variáveis como o tempo cirúrgico, a variação da temperatura corporal, a dor pós-operatória e as complicações cirúrgicas associadas a este tipo de procedimento. Doze cadelas saudáveis foram envolvidas no estudo e divididas em dois grupos (6 por grupo) consoante o peso corporal. Cadelas com peso corporal inferior a 15 Kg foram incluídas no grupo I (LapOVE de 2 portas), e cadelas com mais de 15 Kg incorporaram o grupo II (LapOVE de 3 portas). O tempo cirúrgico médio de ovariectomia laparoscópica foi de 49 minutos, e não houve diferenças significativas entre grupos. Em 5 de 12 pacientes (41,7%) foram observadas complicações intraoperatórias que incluíram queda de um ovário na cavidade abdominal (2), perda do pneumoperitoneu (1), mau funcionamento do dispositivo LigaSure (2) resultando em hemorragia do pedículo ovárico (1) e esgotamento do gás CO2 (1). As falhas associadas a equipamentos e instrumentos contribuíram para um aumento de 6% do tempo médio cirúrgico. A temperatura média dos pacientes ao longo da cirurgia teve uma descida de 1,3 ± 0,8 ºC, com uma taxa de animais hipotérmicos no final do procedimento de 41,7% (5 em 12). Não houve diferença significativa entre o valor médio de dor pós-operatória para os dois grupos, observando-se apenas sinais ligeiros de dor. Os resultados sugerem que a utilização de 2 cânulas em cadelas com menos de 15 kg e 3 cânulas em cadelas com mais de 15 kg para a realização de ovariectomia laparoscópica é seguro e eficaz, associado a baixos níveis de dor pós-cirurgica e a um retorno mais rápido à atividade, sendo uma boa alternativa aos métodos de esterilização convencionais. No entanto, a técnica está associada a algumas complicações, por isso, deve haver uma boa preparação dos cirurgiões e manutenção regular dos materiais e instrumentos. |
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