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Construção e interpretação de gráficos de cinemática com o Software Modellus : um estudo com alunos do 11º ano de escolaridade

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Na disciplina de Física e Química A os gráficos são usados como uma segunda linguagem. O elevado insucesso nesta disciplina aponta para dificuldades dos alunos na sua interpretação. Numa tentativa de contribuir para a redução de tais dificuldades, implementámos durante 6 semanas uma estratégia de aprendizagem no âmbito dos gráficos de Cinemática, totalmente baseada nas tecnologias. Assente em princípios construtivistas, tal estratégia colocou o aluno num papel activo e a docente num papel de facilitadora. Trinta e oito alunos do 11ºano de uma escola urbana, divididos não aleatoriamente em dois grupos, experimental e de controlo, realizaram como pré-teste o Test of Understanding Graphs in Kinematics. Em simultâneo com o ensino tradicional, forneceram-se aos alunos do grupo experimental (divididos em sub-grupos) semanalmente e via plataforma Moodle, actividades elaboradas com o programa Modellus. As actividades incluíam modelos cuja exploração era orientada através de questões discutidas num fórum apenas acessível aos alunos de um mesmo sub-grupo e à docente, que foi a emoderadora. No final da intervenção todos os alunos realizaram novamente o referido teste. Verificou-se que os resultados dos grupos experimental e de controlo foram significativamente superiores no pós-teste, mas que os ganhos de ambos os grupos foram idênticos. Uma maior predisposição para beneficiarem do ensino tradicional, revelada à posteriori pelos alunos do grupo de controlo, associada a falta de empenhamento por parte de alguns alunos do grupo experimental, poderão ter condicionado este resultado. Os alunos não pareceram ter dificuldades relevantes a nível tecnológico, e um questionário sugeriu que apreciaram a intervenção, embora não tenham considerado que produziu muita interacção entre eles. Os ganhos foram significativamente maiores para os alunos com melhor nota no pré-teste. O objectivo mais amplamente alcançado pareceu ser o de calcular velocidades a partir de um gráfico de posição vs. tempo, seguido de determinar o deslocamento a partir de um gráfico velocidade vs. tempo. Cremos que apesar das suas limitações a nossa investigação pode servir como ponto de partida para uma reflexão acerca do modo com se ensina e aprende Física no ensino secundário, e de como se podem integrar as TIC nesse processo, de modo a propiciar aos alunos um envolvimento activo que conduza a uma aprendizagem significativa.
Autores principais:Ramos, Isabel Cristina Pereira das Neves, 1960-
Assunto:Cinemática Tecnologias educativas Novas tecnologias da informação e da comunicação Teses de mestrado - 2011
Ano:2011
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Na disciplina de Física e Química A os gráficos são usados como uma segunda linguagem. O elevado insucesso nesta disciplina aponta para dificuldades dos alunos na sua interpretação. Numa tentativa de contribuir para a redução de tais dificuldades, implementámos durante 6 semanas uma estratégia de aprendizagem no âmbito dos gráficos de Cinemática, totalmente baseada nas tecnologias. Assente em princípios construtivistas, tal estratégia colocou o aluno num papel activo e a docente num papel de facilitadora. Trinta e oito alunos do 11ºano de uma escola urbana, divididos não aleatoriamente em dois grupos, experimental e de controlo, realizaram como pré-teste o Test of Understanding Graphs in Kinematics. Em simultâneo com o ensino tradicional, forneceram-se aos alunos do grupo experimental (divididos em sub-grupos) semanalmente e via plataforma Moodle, actividades elaboradas com o programa Modellus. As actividades incluíam modelos cuja exploração era orientada através de questões discutidas num fórum apenas acessível aos alunos de um mesmo sub-grupo e à docente, que foi a emoderadora. No final da intervenção todos os alunos realizaram novamente o referido teste. Verificou-se que os resultados dos grupos experimental e de controlo foram significativamente superiores no pós-teste, mas que os ganhos de ambos os grupos foram idênticos. Uma maior predisposição para beneficiarem do ensino tradicional, revelada à posteriori pelos alunos do grupo de controlo, associada a falta de empenhamento por parte de alguns alunos do grupo experimental, poderão ter condicionado este resultado. Os alunos não pareceram ter dificuldades relevantes a nível tecnológico, e um questionário sugeriu que apreciaram a intervenção, embora não tenham considerado que produziu muita interacção entre eles. Os ganhos foram significativamente maiores para os alunos com melhor nota no pré-teste. O objectivo mais amplamente alcançado pareceu ser o de calcular velocidades a partir de um gráfico de posição vs. tempo, seguido de determinar o deslocamento a partir de um gráfico velocidade vs. tempo. Cremos que apesar das suas limitações a nossa investigação pode servir como ponto de partida para uma reflexão acerca do modo com se ensina e aprende Física no ensino secundário, e de como se podem integrar as TIC nesse processo, de modo a propiciar aos alunos um envolvimento activo que conduza a uma aprendizagem significativa.