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Avaliação da fertilidade no cio do poldro

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Resumo:Existe muita controvérsia em relação à fertilidade no cio do poldro e à tomada de decisão de iniciar ou não a reprodução nesse momento. O objectivo deste trabalho foi analisar alguns aspectos particulares do cio do poldro e avaliar a fertilidade da eguada Alter Real (AR) nesse período, bem como factores que pudessem afectá-la, comparativamente à fertilidade dos estros pós-parto (p.p.) subsequentes. Assim, foram avaliados o mês de parição, a duração do anestro p.p., o dia da primeira ovulação p.p., a existência de retenção placentária e acumulações de fluido intrauterino e seus tratamentos, a idade das éguas, o número de inseminações necessárias por gestação, e a influência destes factores nas taxas de gestação no cio do poldro. O estudo foi realizado na Unidade de Reprodução, Obstetrícia e Neonatologia (URON) da Coudelaria Alter Real (CAR), através do acompanhamento das éguas AR de Janeiro a Junho de 2008 e recorrendo aos registos das épocas reprodutivas de 2006 e 2007. Os animais foram mantidos em pastoreio e complementados com granulado uma vez ao dia. No ano de 2008 e 2007 foram analisadas as mesmas 45 éguas e no ano de 2006 foram analisadas 42 éguas, visto 3 daquelas 45 éguas terem sido postas à reprodução apenas em 2007. Para cada ano reprodutivo (2006, 2007 e 2008) foram analisadas a taxa de gestação no cio do poldro, a taxa de gestação em estros p.p. seguintes e a taxa de gestação nos estros p.p. seguintes após tentativa no cio do poldro. A receptividade das éguas ao garanhão foi testada em todas as éguas paridas, normalmente a partir do dia 5 p.p., a fim de detectar sinais de cio. Uma vez observado o cio do poldro, as éguas foram beneficiadas em dias alternados até se verificar, por exame ultrasonográfico, a ovulação. O diagnóstico ecográfico de gestação foi efectuado ao 15º dia após o dia da ovulação e confirmado ao 30º dia. Da análise global dos 3 anos, a taxa de gestação no cio do poldro foi de 66,7% e a taxa de gestação dos estros p.p. seguintes foi de 59,4%. Estes resultados permitem concluir que a fertilidade no cio do poldro foi superior à fertilidade em estros p.p. subsequentes. Para além disso, da análise dos 3 anos individualmente temos que a fertilidade no cio do poldro teve uma melhoria significativa entre o ano 2006 (33,3%) e os anos 2007 e 2008 (84,6% e 67,7%, respectivamente), tendo-se alcançado taxas de gestação no cio do poldro superiores às taxas de gestação nos estros p.p. subsequentes, em 2007 (84,6% vs 62,5%) e 2008 (67,7% vs 53,8%). Caso não se verifiquem problemas que denotem uma involução uterina alterada, como retenção placentária e grandes acumulações de líquido intrauterino, ou outros factores que desaconselhem o início da reprodução, na URON da CAR é viável iniciar a reprodução das éguas AR paridas, no cio do poldro.
Autores principais:Paiva, Raquel Alexandra Elias de
Assunto:Égua Involução uterina Reprodução Cio do poldro Fertilidade Mare Uterine involution Reproduction Foal heat Fertility
Ano:2009
País:Portugal
Tipo de documento:trabalho de fim de curso
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Existe muita controvérsia em relação à fertilidade no cio do poldro e à tomada de decisão de iniciar ou não a reprodução nesse momento. O objectivo deste trabalho foi analisar alguns aspectos particulares do cio do poldro e avaliar a fertilidade da eguada Alter Real (AR) nesse período, bem como factores que pudessem afectá-la, comparativamente à fertilidade dos estros pós-parto (p.p.) subsequentes. Assim, foram avaliados o mês de parição, a duração do anestro p.p., o dia da primeira ovulação p.p., a existência de retenção placentária e acumulações de fluido intrauterino e seus tratamentos, a idade das éguas, o número de inseminações necessárias por gestação, e a influência destes factores nas taxas de gestação no cio do poldro. O estudo foi realizado na Unidade de Reprodução, Obstetrícia e Neonatologia (URON) da Coudelaria Alter Real (CAR), através do acompanhamento das éguas AR de Janeiro a Junho de 2008 e recorrendo aos registos das épocas reprodutivas de 2006 e 2007. Os animais foram mantidos em pastoreio e complementados com granulado uma vez ao dia. No ano de 2008 e 2007 foram analisadas as mesmas 45 éguas e no ano de 2006 foram analisadas 42 éguas, visto 3 daquelas 45 éguas terem sido postas à reprodução apenas em 2007. Para cada ano reprodutivo (2006, 2007 e 2008) foram analisadas a taxa de gestação no cio do poldro, a taxa de gestação em estros p.p. seguintes e a taxa de gestação nos estros p.p. seguintes após tentativa no cio do poldro. A receptividade das éguas ao garanhão foi testada em todas as éguas paridas, normalmente a partir do dia 5 p.p., a fim de detectar sinais de cio. Uma vez observado o cio do poldro, as éguas foram beneficiadas em dias alternados até se verificar, por exame ultrasonográfico, a ovulação. O diagnóstico ecográfico de gestação foi efectuado ao 15º dia após o dia da ovulação e confirmado ao 30º dia. Da análise global dos 3 anos, a taxa de gestação no cio do poldro foi de 66,7% e a taxa de gestação dos estros p.p. seguintes foi de 59,4%. Estes resultados permitem concluir que a fertilidade no cio do poldro foi superior à fertilidade em estros p.p. subsequentes. Para além disso, da análise dos 3 anos individualmente temos que a fertilidade no cio do poldro teve uma melhoria significativa entre o ano 2006 (33,3%) e os anos 2007 e 2008 (84,6% e 67,7%, respectivamente), tendo-se alcançado taxas de gestação no cio do poldro superiores às taxas de gestação nos estros p.p. subsequentes, em 2007 (84,6% vs 62,5%) e 2008 (67,7% vs 53,8%). Caso não se verifiquem problemas que denotem uma involução uterina alterada, como retenção placentária e grandes acumulações de líquido intrauterino, ou outros factores que desaconselhem o início da reprodução, na URON da CAR é viável iniciar a reprodução das éguas AR paridas, no cio do poldro.