Publicação

O Papel do Poder Judiciário como Ator na Efetivação do Direito ao Clima Estável

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:Este artigo tem como objetivo compreender o papel do Poder Judiciário como ator na efetivação do direito ao clima estável, sob a ótica do fenômeno do Ativismo Judicial e da Judicialização da Política, partindo do pressuposto de que o direito ao clima estável deve ser garantido a todos e é dever do Estado garanti-lo. Para tanto, trouxemos reflexões da literatura sobre os dois fenômenos, demonstrando a distinção relevante que há entre eles. A partir dessa diferenciação e da análise de casos concretos, verificamos se há na litigância climática, os elementos que podem caracterizar o Ativismo Judicial, tendo em vista suas consequências prejudiciais ao equilíbrio dos poderes. Adotando raciocínio indutivo, a pesquisa qualitativa engloba teoria e prática e reúne as técnicas de análise documental, revisão bibliográfica e estudo de caso. Assim, avaliando a atuação do Poder Judiciário e discussões acerca dessa legitimidade, expusemos parâmetros que devem ser utilizados pelo operador jurídico a fim de alcançar a efetividade do direito ao clima estável e garantir a manutenção da democracia e da separação dos poderes, levando em conta as capacidades em virtude da sua estrutura orgânica, meios e procedimentos de atuação e preparação técnica. Como resultado, defendemos o argumento de que os avanços ligados às questões de ordem climática devem ocorrer nas arenas políticas do Executivo e do Legislativo; mas, diante de omissões inconstitucionais ou ações deficitárias, o Judiciário deve intervir ao ser provocado. Destacamos que essa intervenção deve ser pautada pela proporcionalidade, tornando-se urgente a fixação de parâmetros de atuação.
Autores principais:Santos, Andre C.
Outros Autores:Carvalho, Martina Batista de
Assunto:Poder Judiciário Litigância Climática Ativismo Judicial Judicialização da Política.
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Este artigo tem como objetivo compreender o papel do Poder Judiciário como ator na efetivação do direito ao clima estável, sob a ótica do fenômeno do Ativismo Judicial e da Judicialização da Política, partindo do pressuposto de que o direito ao clima estável deve ser garantido a todos e é dever do Estado garanti-lo. Para tanto, trouxemos reflexões da literatura sobre os dois fenômenos, demonstrando a distinção relevante que há entre eles. A partir dessa diferenciação e da análise de casos concretos, verificamos se há na litigância climática, os elementos que podem caracterizar o Ativismo Judicial, tendo em vista suas consequências prejudiciais ao equilíbrio dos poderes. Adotando raciocínio indutivo, a pesquisa qualitativa engloba teoria e prática e reúne as técnicas de análise documental, revisão bibliográfica e estudo de caso. Assim, avaliando a atuação do Poder Judiciário e discussões acerca dessa legitimidade, expusemos parâmetros que devem ser utilizados pelo operador jurídico a fim de alcançar a efetividade do direito ao clima estável e garantir a manutenção da democracia e da separação dos poderes, levando em conta as capacidades em virtude da sua estrutura orgânica, meios e procedimentos de atuação e preparação técnica. Como resultado, defendemos o argumento de que os avanços ligados às questões de ordem climática devem ocorrer nas arenas políticas do Executivo e do Legislativo; mas, diante de omissões inconstitucionais ou ações deficitárias, o Judiciário deve intervir ao ser provocado. Destacamos que essa intervenção deve ser pautada pela proporcionalidade, tornando-se urgente a fixação de parâmetros de atuação.