Publicação
Efeito da suplementação de dietas com lípidos de origem marinha na composição em ácidos gordos da carne de borrego
| Resumo: | O interesse em estudar a composição em ácidos gordos (AG) da carne de ruminantes advém da necessidade de descobrir diferentes vias para produzir carne mais saudável, isto é, com um teor de ácidos gordos polinsaturados (PUFA) mais elevado comparativamente ao teor de ácidos gordos saturados (SFA) e um balanço mais favorável entre os PUFA ómega-6 e ómega-3. O estudo realizado examinou os efeitos de diferentes fontes de PUFA de cadeia muito longa (LCPUFA) ómega-3 na composição de AG do músculo e da gordura subcutânea (GSC) de borregos. Assim, os principais objetivos deste estudo foram verificar de que forma a suplementação da dieta de borregos com lípidos de origem marinha (óleo de peixe e microalgas) afetou a composição de AG do músculo de borregos através da comparação do teor e tipo de AG das frações lipídicas do músculo (lípidos neutros e polares) e da GSC de borregos e se os AG provenientes das algas e do óleo de peixe se depositaram em quantidades significativas na carne ou na GSC. O ensaio foi realizado no INIAV-Santarém, em que foram utilizados 36 borregos Merino Branco, divididos em 3 grupos de 12 animais cada. O ensaio foi realizado durante 6 semanas, após uma semana de adaptação em que a dieta foi introduzida progressivamente. Os três grupos experimentais foram sujeitos a diferentes dietas: controlo, óleo de peixe e algas. Em geral, houve uma redução do 18:0 e uma acumulação de 18:1trans nos tecidos dos animas suplementados com lípidos de origem marinha comparativamente ao controlo, o que sugere a inibição do último passo da bioidrogenação ruminal. A suplementação das dietas com óleo de peixe e algas conduziram a um aumento de LCPUFA n-3 e CLAc9t11 na carne e na gordura dos borregos. No entanto, os níveis mais elevados de CLAc9t11 foram verificados no tratamento com óleo de peixe, o que sugere uma menor atividade da enzima Delta9-dessaturase no tratamento com algas relativamente ao do óleo de peixe. |
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| Autores principais: | Ferreira, Ana Maria Coelho de Magalhães |
| Assunto: | ácidos gordos PUFA ómega-3 óleo de peixe algas DHA EPA bioidrogenação triacilgliceróis fosfolípidos fatty acids fish oil algae biohydrogenation triacylglycerol phospholipids |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O interesse em estudar a composição em ácidos gordos (AG) da carne de ruminantes advém da necessidade de descobrir diferentes vias para produzir carne mais saudável, isto é, com um teor de ácidos gordos polinsaturados (PUFA) mais elevado comparativamente ao teor de ácidos gordos saturados (SFA) e um balanço mais favorável entre os PUFA ómega-6 e ómega-3. O estudo realizado examinou os efeitos de diferentes fontes de PUFA de cadeia muito longa (LCPUFA) ómega-3 na composição de AG do músculo e da gordura subcutânea (GSC) de borregos. Assim, os principais objetivos deste estudo foram verificar de que forma a suplementação da dieta de borregos com lípidos de origem marinha (óleo de peixe e microalgas) afetou a composição de AG do músculo de borregos através da comparação do teor e tipo de AG das frações lipídicas do músculo (lípidos neutros e polares) e da GSC de borregos e se os AG provenientes das algas e do óleo de peixe se depositaram em quantidades significativas na carne ou na GSC. O ensaio foi realizado no INIAV-Santarém, em que foram utilizados 36 borregos Merino Branco, divididos em 3 grupos de 12 animais cada. O ensaio foi realizado durante 6 semanas, após uma semana de adaptação em que a dieta foi introduzida progressivamente. Os três grupos experimentais foram sujeitos a diferentes dietas: controlo, óleo de peixe e algas. Em geral, houve uma redução do 18:0 e uma acumulação de 18:1trans nos tecidos dos animas suplementados com lípidos de origem marinha comparativamente ao controlo, o que sugere a inibição do último passo da bioidrogenação ruminal. A suplementação das dietas com óleo de peixe e algas conduziram a um aumento de LCPUFA n-3 e CLAc9t11 na carne e na gordura dos borregos. No entanto, os níveis mais elevados de CLAc9t11 foram verificados no tratamento com óleo de peixe, o que sugere uma menor atividade da enzima Delta9-dessaturase no tratamento com algas relativamente ao do óleo de peixe. |
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