Publicação
Post-operative imaging findings in deep brain stimulation : a retrospective study
| Resumo: | Introdução: A cirurgia de estimulação cerebral profunda (DBS) é uma intervenção neurocirúrgica não ablativa atualmente utilizada para o tratamento de doenças do movimento (Doença de Parkinson, Tremor essencial e Distonia), bem como epilepsia refratária e perturbação obsessivo-compulsiva. Embora seja uma importante ferramenta terapêutica, a implantação cirúrgica dos sistemas de DBS acarreta o risco de complicações, tais como hemorragia intracraniana, infeção, edema peri-elétrodo, e migração ou posicionamento incorreto do elétrodo. A neuroimagiologia desempenha um papel essencial na avaliação dos doentes com elétrodos implantados, sendo utilizada para identificar ou excluir a presença de complicações pós-operatórias. Objetivo: O objetivo deste trabalho consistiu no estudo dos achados imagiológicos pós-operatórios da cirurgia de estimulação cerebral profunda. Métodos: Efetuou-se uma análise retrospetiva dos achados imagiológicos pós-operatórios em exames de tomografia computorizada e ressonância magnética de doentes submetidos a DBS no Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte, utilizando-se a base dados Byme ® para identificar e selecionar os doentes elegíveis para o estudo. Resultados: O estudo incluiu um total de 51 doentes com os seguintes diagnósticos: 37 com Doença de Parkinson (73%), 9 com distonia (18%), 4 com epilepsia (8%) e 1 com tremor essencial (2%). A maioria dos exames de imagem pós-operatórios foram efetuados como parte do protocolo de rotina e apenas uma minoria foi realizada para avaliar complicações e investigar sinais neurológicos focais. O achado imagiológico mais frequente foi a pneumocefalia (69%), seguida de edema peri-elétrodo (14%) e hemorragia intracraniana (12%). A migração do elétrodo e infeção foram achados raros. Conclusão: Este estudo realça a importância da neuroimagiologia no diagnóstico e avaliação das complicações pós-operatórias da DBS, estando em consonância com os dados previamente conhecidos relativamente ao baixo risco de efeitos adversos deste procedimento. |
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| Autores principais: | Santana, Maria Teresa Deserto de Oliveira |
| Assunto: | Cirurgia de estimulação cerebral profunda Tomografia computadorizada Ressonância magnética Imagiologia |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Introdução: A cirurgia de estimulação cerebral profunda (DBS) é uma intervenção neurocirúrgica não ablativa atualmente utilizada para o tratamento de doenças do movimento (Doença de Parkinson, Tremor essencial e Distonia), bem como epilepsia refratária e perturbação obsessivo-compulsiva. Embora seja uma importante ferramenta terapêutica, a implantação cirúrgica dos sistemas de DBS acarreta o risco de complicações, tais como hemorragia intracraniana, infeção, edema peri-elétrodo, e migração ou posicionamento incorreto do elétrodo. A neuroimagiologia desempenha um papel essencial na avaliação dos doentes com elétrodos implantados, sendo utilizada para identificar ou excluir a presença de complicações pós-operatórias. Objetivo: O objetivo deste trabalho consistiu no estudo dos achados imagiológicos pós-operatórios da cirurgia de estimulação cerebral profunda. Métodos: Efetuou-se uma análise retrospetiva dos achados imagiológicos pós-operatórios em exames de tomografia computorizada e ressonância magnética de doentes submetidos a DBS no Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte, utilizando-se a base dados Byme ® para identificar e selecionar os doentes elegíveis para o estudo. Resultados: O estudo incluiu um total de 51 doentes com os seguintes diagnósticos: 37 com Doença de Parkinson (73%), 9 com distonia (18%), 4 com epilepsia (8%) e 1 com tremor essencial (2%). A maioria dos exames de imagem pós-operatórios foram efetuados como parte do protocolo de rotina e apenas uma minoria foi realizada para avaliar complicações e investigar sinais neurológicos focais. O achado imagiológico mais frequente foi a pneumocefalia (69%), seguida de edema peri-elétrodo (14%) e hemorragia intracraniana (12%). A migração do elétrodo e infeção foram achados raros. Conclusão: Este estudo realça a importância da neuroimagiologia no diagnóstico e avaliação das complicações pós-operatórias da DBS, estando em consonância com os dados previamente conhecidos relativamente ao baixo risco de efeitos adversos deste procedimento. |
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