Publicação
Início de terapêutica com sacubitril/valsartan durante internamento hospitalar : experiência de uma enfermaria de Medicina Interna
| Resumo: | A insuficiência cardíaca (IC) é uma das principais causas de morbimortalidade a nível mundial, com uma prevalência crescente. Adicionalmente, é uma doença que consome substanciais recursos de saúde, com impacto na qualidade de vida dos doentes. Nas últimas décadas foram estabelecidos como tratamento padrão da IC com fração de ejeção reduzida (IC-FEr) os inibidores da enzima de conversão da angiotensina (iECA), os antagonistas dos recetores da angiotensina II (ARAII), os bloqueadores beta-adrenérgicos e os antagonistas dos recetores dos mineralocorticóides (ARM). Apesar da progressiva evolução no standard of care, verifica-se ainda uma significativa mortalidade cardiovascular e descompensações frequentes de uma patologia crónica. A recente descoberta da modalidade terapêutica conjugada de um ARAII (Valsartan) com um inibidor da neprilisina (Sacubitril) – o antagonista do recetor da angiotensina/inibidor da neprilisina (ARNi), modificou o paradigma do tratamento da IC-FEr, sendo que os estudos mais recentes mostram que esta associação contribui para redução da morbilidade, número de agudizações e morte por IC. O estudo apresentado tem como objetivo a caracterização da população e avaliação clínica e funcional dos doentes com IC-FEr sob terapêutica com Sacubitril/Valsartan internados num Serviço de Medicina Interna de um hospital terciário. De 898 doentes internados com o diagnóstico de insuficiência cardíaca, 31 (3,45%) encontravam-se medicados com Sacubitril/Valsartan. Verificou-se um impacto positivo da introdução do fármaco na classe funcional e na fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE). A maioria dos doentes (67,7%) sob ARNi não desenvolveu efeitos adversos, com hipotensão documentada contudo em 22,6% dos doentes. Os resultados apresentados corroboram o benefício clínico e ecocardiográfico do Sacubitril/Valsartan numa população portuguesa. A avaliação do impacto da comercialização no mercado e da aplicação desta terapêutica na vida real pode consolidar a segurança e eficácia desta terapêutica na prática clínica. |
|---|---|
| Autores principais: | Jesus, Alexandra Rita Teixeira |
| Assunto: | Insuficiência cardíaca Sacubitril Valsartan |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A insuficiência cardíaca (IC) é uma das principais causas de morbimortalidade a nível mundial, com uma prevalência crescente. Adicionalmente, é uma doença que consome substanciais recursos de saúde, com impacto na qualidade de vida dos doentes. Nas últimas décadas foram estabelecidos como tratamento padrão da IC com fração de ejeção reduzida (IC-FEr) os inibidores da enzima de conversão da angiotensina (iECA), os antagonistas dos recetores da angiotensina II (ARAII), os bloqueadores beta-adrenérgicos e os antagonistas dos recetores dos mineralocorticóides (ARM). Apesar da progressiva evolução no standard of care, verifica-se ainda uma significativa mortalidade cardiovascular e descompensações frequentes de uma patologia crónica. A recente descoberta da modalidade terapêutica conjugada de um ARAII (Valsartan) com um inibidor da neprilisina (Sacubitril) – o antagonista do recetor da angiotensina/inibidor da neprilisina (ARNi), modificou o paradigma do tratamento da IC-FEr, sendo que os estudos mais recentes mostram que esta associação contribui para redução da morbilidade, número de agudizações e morte por IC. O estudo apresentado tem como objetivo a caracterização da população e avaliação clínica e funcional dos doentes com IC-FEr sob terapêutica com Sacubitril/Valsartan internados num Serviço de Medicina Interna de um hospital terciário. De 898 doentes internados com o diagnóstico de insuficiência cardíaca, 31 (3,45%) encontravam-se medicados com Sacubitril/Valsartan. Verificou-se um impacto positivo da introdução do fármaco na classe funcional e na fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE). A maioria dos doentes (67,7%) sob ARNi não desenvolveu efeitos adversos, com hipotensão documentada contudo em 22,6% dos doentes. Os resultados apresentados corroboram o benefício clínico e ecocardiográfico do Sacubitril/Valsartan numa população portuguesa. A avaliação do impacto da comercialização no mercado e da aplicação desta terapêutica na vida real pode consolidar a segurança e eficácia desta terapêutica na prática clínica. |
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