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Digestibilidade in vitro vs digestibilidade in vivo : aplicação a regimes alimentares de monogástricos

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O objetivo do presente trabalho foi aferir a possibilidade de substituição da digestibilidade in vivo pela simulação laboratorial, comparando os resultados obtidos in vivo e in vitro. Para esse efeito foram tidas em conta dietas alimentares com o mesmo teor de fibra e de proteína, em duas espécies, designadamente, suínos e coelhos, e ainda mais quatro regimes, para os coelhos, com progressiva substituição por um alimento, a planta Brachiaria, correspondendo a um aumento progressivo do teor de fibra do regime alimentar. Os valores da MS e MO nos suínos apresentaram resultados significativamente diferentes in vivo e in vitro, sendo respetivamente, em média, 87% e 80%. Por sua vez os valores para coelhos foram também significativamente diferentes embora menos distantes, sendo, em média, mais próximos para qualquer regime, cifrando uma diferença de 2%. Os resultados da PB foram sempre superiores in vitro do que in vivo. O método teve um efeito altamente significativo nos resultados, levando a concluir que a digestibilidade in vitro não pode ser utilizada para estimar o valor nutritivo de regimes alimentar. No entanto, é possível a sua utilização para evidenciar efeitos de diferentes regimes na digestibilidade global e da proteína bruta.
Autores principais:Pessoa, Mónica Filipa Marreiros
Assunto:Digestibilidade in vivo in vitro suínos coelhos fibra Digestibility pigs rabbits fibre
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O objetivo do presente trabalho foi aferir a possibilidade de substituição da digestibilidade in vivo pela simulação laboratorial, comparando os resultados obtidos in vivo e in vitro. Para esse efeito foram tidas em conta dietas alimentares com o mesmo teor de fibra e de proteína, em duas espécies, designadamente, suínos e coelhos, e ainda mais quatro regimes, para os coelhos, com progressiva substituição por um alimento, a planta Brachiaria, correspondendo a um aumento progressivo do teor de fibra do regime alimentar. Os valores da MS e MO nos suínos apresentaram resultados significativamente diferentes in vivo e in vitro, sendo respetivamente, em média, 87% e 80%. Por sua vez os valores para coelhos foram também significativamente diferentes embora menos distantes, sendo, em média, mais próximos para qualquer regime, cifrando uma diferença de 2%. Os resultados da PB foram sempre superiores in vitro do que in vivo. O método teve um efeito altamente significativo nos resultados, levando a concluir que a digestibilidade in vitro não pode ser utilizada para estimar o valor nutritivo de regimes alimentar. No entanto, é possível a sua utilização para evidenciar efeitos de diferentes regimes na digestibilidade global e da proteína bruta.