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Study of neuroinflammation markers in the hippocampus of adolescent rats after binge-like ethanol exposure

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O início do consumo de álcool ocorre tipicamente durante a adolescência e os modos de consumo produzem efeitos visíveis a nível social e de saúde. A adolescência é um período de vida durante o qual ocorrem importantes processos do desenvolvimento cerebral, tendo sido previamente demonstrado que o cérebro adolescente é mais susceptível ao comprometimento da memória e danos cerebrais induzidos pelo etanol, pelo que o consumo excessivo de álcool pode gerar níveis neurotóxicos de intoxicação e ao desenvolvimento de efeitos profundos no sistema nervoso central. Estudos previamente realizados no laboratório GRAP demonstraram que uma exposição ao álcool do tipo binge-drinking através da administração de duas injecções consecutivas de etanol (3g/kg i.p.) em ratos foi suficiente para originar a abolição da plasticidade sináptica na região CA1 do hipocampo, bem como perdas nas habilidades de aprendizagem. Dada a relação recentemente descoberta entre a plasticidade sináptica e neuroinflamação, pretende-se agora investigar se este protocolo de exposição do tipo binge-drinking será capaz de provocar eventos neuroinflamatórios nas subregiões CA1 e Dentate Gyrus do hipocampo, utilizando dois marcadores de neuroinflamação, HMGB1 (High-mobility group box 1 protein) e TLR4 (Toll-like receptor). Os resultados do protocolo de imunohistoquímica realizado para HMGB1 revelaram que não existe diferenças estatisticamente significativas da expressão de HMGB1 entre o grupo de ratos submetidos à exposição do tipo binge-drinking e o grupo de controlo, o que sugere que a exposição excessiva ao etanol não altera a expressão de HMGB1, nem induz a ocorrência de fenómenos inflamatórios nas células neuronais, em nenhuma das subregiões do hipocampo em estudo. O estudo de imunofluorescência realizado revelou a ocorrência de um aumento da expressão de TLR4 nas duas subregiões do hipocampo em estudo dos ratos sujeitos à administração de álcool. Estes resultados sugerem que este protocolo do tipo binge-drinking parece ser suficiente para induzir fenómenos de neuroinflamação no hipocampo dos ratos.
Autores principais:Ângelo, Alexandra Antunes
Assunto:HMGB1 TLR4 Neuroinflammation Binge-drinking Alcohol Mestrado Integrado - 2017
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:inglês
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O início do consumo de álcool ocorre tipicamente durante a adolescência e os modos de consumo produzem efeitos visíveis a nível social e de saúde. A adolescência é um período de vida durante o qual ocorrem importantes processos do desenvolvimento cerebral, tendo sido previamente demonstrado que o cérebro adolescente é mais susceptível ao comprometimento da memória e danos cerebrais induzidos pelo etanol, pelo que o consumo excessivo de álcool pode gerar níveis neurotóxicos de intoxicação e ao desenvolvimento de efeitos profundos no sistema nervoso central. Estudos previamente realizados no laboratório GRAP demonstraram que uma exposição ao álcool do tipo binge-drinking através da administração de duas injecções consecutivas de etanol (3g/kg i.p.) em ratos foi suficiente para originar a abolição da plasticidade sináptica na região CA1 do hipocampo, bem como perdas nas habilidades de aprendizagem. Dada a relação recentemente descoberta entre a plasticidade sináptica e neuroinflamação, pretende-se agora investigar se este protocolo de exposição do tipo binge-drinking será capaz de provocar eventos neuroinflamatórios nas subregiões CA1 e Dentate Gyrus do hipocampo, utilizando dois marcadores de neuroinflamação, HMGB1 (High-mobility group box 1 protein) e TLR4 (Toll-like receptor). Os resultados do protocolo de imunohistoquímica realizado para HMGB1 revelaram que não existe diferenças estatisticamente significativas da expressão de HMGB1 entre o grupo de ratos submetidos à exposição do tipo binge-drinking e o grupo de controlo, o que sugere que a exposição excessiva ao etanol não altera a expressão de HMGB1, nem induz a ocorrência de fenómenos inflamatórios nas células neuronais, em nenhuma das subregiões do hipocampo em estudo. O estudo de imunofluorescência realizado revelou a ocorrência de um aumento da expressão de TLR4 nas duas subregiões do hipocampo em estudo dos ratos sujeitos à administração de álcool. Estes resultados sugerem que este protocolo do tipo binge-drinking parece ser suficiente para induzir fenómenos de neuroinflamação no hipocampo dos ratos.