Publicação

Correlação entre biomarcadores cardíacos e achados na ressonância magnética em doentes com miocardite aguda

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:Objectivos: Avaliar a relação entre os biomarcadores de inflamação e de lesão miocárdica com achados na ressonância magnética em doentes com diagnóstico de miocardite aguda. Métodos: Foram considerados doentes internados no serviço de Cardiologia do Hospital de Santa Maria com diagnóstico de Miocardite Aguda. Registou-se o pico de vários biomarcadores (Leucócitos, PCR, Troponina I, CK, CK-MB e NT pro-BNP) durante o internamento e estabeleceram-se correlações com achados na RMC (FEVE, a massa miocárdica do VE, o edema e a extensão do realce tardio (RT)). Recorreu-se ao cálculo da média e desvio-padrão para as variáveis quantitativas e frequência absoluta e percentagem para as variáveis qualitativas. Para avaliação das eventuais correlações entre as variáveis foi aplicado o Teste de Pearson. Resultados: Foram incluídos setenta e seis pacientes. 87% dos pacientes eram do sexo masculino. A média de idades foi de 31 ± 12 anos. O realce tardio observado na RMC foi identificado em 100% dos casos. Verificaram-se correlações positivas significativas entre parâmetros inflamatórios e a extensão de RT na RMC (R=0,352, p<0,01; R=0,338, p<0,01, respectivamente). Verificou-se uma correlação positiva significativa entre a Troponina I, o CK e CK-MB e a extensão de RT na RMC. Observou-se uma correlação negativa significativa entre o CK e a FEVE (R= -0,261, p<0,05). Conclusões: Os níveis séricos mais elevados de biomarcadores de inflamação biomarcadores cardíacos durante a fase aguda da miocardite, associam-se a maior extensão da necrose/fibrose do miocárdio. Elevados níveis séricos de CK durante a fase aguda da doença associam-se a uma diminuição da FEVE com um maior risco potencial de insuficiência cardíaca.
Autores principais:Costa, Luís Paulo Pinto da
Assunto:Biomarcadores Ressonância magnética Miocardite aguda Cardiologia
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Objectivos: Avaliar a relação entre os biomarcadores de inflamação e de lesão miocárdica com achados na ressonância magnética em doentes com diagnóstico de miocardite aguda. Métodos: Foram considerados doentes internados no serviço de Cardiologia do Hospital de Santa Maria com diagnóstico de Miocardite Aguda. Registou-se o pico de vários biomarcadores (Leucócitos, PCR, Troponina I, CK, CK-MB e NT pro-BNP) durante o internamento e estabeleceram-se correlações com achados na RMC (FEVE, a massa miocárdica do VE, o edema e a extensão do realce tardio (RT)). Recorreu-se ao cálculo da média e desvio-padrão para as variáveis quantitativas e frequência absoluta e percentagem para as variáveis qualitativas. Para avaliação das eventuais correlações entre as variáveis foi aplicado o Teste de Pearson. Resultados: Foram incluídos setenta e seis pacientes. 87% dos pacientes eram do sexo masculino. A média de idades foi de 31 ± 12 anos. O realce tardio observado na RMC foi identificado em 100% dos casos. Verificaram-se correlações positivas significativas entre parâmetros inflamatórios e a extensão de RT na RMC (R=0,352, p<0,01; R=0,338, p<0,01, respectivamente). Verificou-se uma correlação positiva significativa entre a Troponina I, o CK e CK-MB e a extensão de RT na RMC. Observou-se uma correlação negativa significativa entre o CK e a FEVE (R= -0,261, p<0,05). Conclusões: Os níveis séricos mais elevados de biomarcadores de inflamação biomarcadores cardíacos durante a fase aguda da miocardite, associam-se a maior extensão da necrose/fibrose do miocárdio. Elevados níveis séricos de CK durante a fase aguda da doença associam-se a uma diminuição da FEVE com um maior risco potencial de insuficiência cardíaca.