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Caracterização dos erros de medicação do metotrexato:

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O metotrexato é o medicamento de primeira escolha mais utilizado em reumatologia, sendo também utilizado em oncologia. O seu uso em duas áreas terapêuticas diferentes, a envolver também dois esquemas posológicos diferentes, revela a problemática dos erros de prescrição, dispensação e administração, a trazer prejuízos para a vida do doente, ou seja, está associado a erros de medicação significativos e evitáveis, que podem causar danos irreparáveis ao doente. Esse estudo teve como objetivo caracterizar os erros de medicação com metotrexato notificados em Portugal, com o objetivo de quantificar o número mais próximo da realidade dos erros de medicação, e avaliar as tendências que levam ao erro e estratégias para evitá-lo. Para tanto, foram tabuladas as notificações de RAMs, ocorridas em Portugal e em outros países associados da OMS, no período de 2013 a agosto de 2021, enviadas ao Vigibase e avaliados as variáveis relacionadas a caracterização demográfica dos afetados pelas RAMs notificadas; caracterização da reação principal; caracterização das RAMs; caracterização do tipo de RAMs notificadas e caracterização da consequência do erro. Dentre os países membros da OMS com o maior número de notificações registadas, destacam-se os Estados Unidos e Canadá com 3.521 (41,4%) e 1.569 (20%). E os principais responsáveis pelas notificações dos países associados a OMS, os médicos foram os profissionais responsáveis pelo maior quantitativo de notificações (33,4%), seguido por outro profissional da saúde (32,4%). A idade dos doentes notificados em Portugal variou entre 12 e mais de 75 anos e a dos países associados a OMS, variou entre 0 dias e maior ou igual a 75 anos. Em se tratando dos tipos de notificação em Portugal relacionados aos erros com a dose, foi observado overdose acidental ou não (21,5%), envenenamento acidental (2,0%), dose incorreta administrada (2,0%). Do total de notificações em Portugal, 79,6% foram graves e as outras 29,4% foram não-graves. Foi possível concluir que quando o metotrexato é utilizado nas condições corretas, o seu benefício é superior ao risco, porém quando envolve os erros de medicação, os danos causados nos doentes podem ser graves, e por vezes fatais. Dado isto, foi sugerido uma estratégia que visa evitar o erro de medicação, através de uma rotina prática, onde é possível acompanhar a terapêutica do doente, através do “Cartão do Doente Reumático”, e assim minimizar e prevenir os erros.
Autores principais:Martins, Noelly Bruna Pereira
Assunto:Metotrexato Reumatologia Erros de medicação Fármacos anti-reumáticos modificadores da doença Teses de mestrado - 2022
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O metotrexato é o medicamento de primeira escolha mais utilizado em reumatologia, sendo também utilizado em oncologia. O seu uso em duas áreas terapêuticas diferentes, a envolver também dois esquemas posológicos diferentes, revela a problemática dos erros de prescrição, dispensação e administração, a trazer prejuízos para a vida do doente, ou seja, está associado a erros de medicação significativos e evitáveis, que podem causar danos irreparáveis ao doente. Esse estudo teve como objetivo caracterizar os erros de medicação com metotrexato notificados em Portugal, com o objetivo de quantificar o número mais próximo da realidade dos erros de medicação, e avaliar as tendências que levam ao erro e estratégias para evitá-lo. Para tanto, foram tabuladas as notificações de RAMs, ocorridas em Portugal e em outros países associados da OMS, no período de 2013 a agosto de 2021, enviadas ao Vigibase e avaliados as variáveis relacionadas a caracterização demográfica dos afetados pelas RAMs notificadas; caracterização da reação principal; caracterização das RAMs; caracterização do tipo de RAMs notificadas e caracterização da consequência do erro. Dentre os países membros da OMS com o maior número de notificações registadas, destacam-se os Estados Unidos e Canadá com 3.521 (41,4%) e 1.569 (20%). E os principais responsáveis pelas notificações dos países associados a OMS, os médicos foram os profissionais responsáveis pelo maior quantitativo de notificações (33,4%), seguido por outro profissional da saúde (32,4%). A idade dos doentes notificados em Portugal variou entre 12 e mais de 75 anos e a dos países associados a OMS, variou entre 0 dias e maior ou igual a 75 anos. Em se tratando dos tipos de notificação em Portugal relacionados aos erros com a dose, foi observado overdose acidental ou não (21,5%), envenenamento acidental (2,0%), dose incorreta administrada (2,0%). Do total de notificações em Portugal, 79,6% foram graves e as outras 29,4% foram não-graves. Foi possível concluir que quando o metotrexato é utilizado nas condições corretas, o seu benefício é superior ao risco, porém quando envolve os erros de medicação, os danos causados nos doentes podem ser graves, e por vezes fatais. Dado isto, foi sugerido uma estratégia que visa evitar o erro de medicação, através de uma rotina prática, onde é possível acompanhar a terapêutica do doente, através do “Cartão do Doente Reumático”, e assim minimizar e prevenir os erros.