Publicação
Competitividade, globalização e desenvolvimento
| Resumo: | É um desafio relevante relacionar a competitividade como processo de globalização, numa perspectiva de desenvolvimento. E mais complexo se torna se este for adjectivado de sustentável ao qual, do meu ponto de vista, devemos acrescentar a palavra equitativo. O conceito de competitividade pode, assim, comportar diversas definições, de acordo com a ênfase dada aos diferentes elementos que para ela concorrem. Numa primeira aproximação podemos dizer que a competitividade internacional e a capacidade de uma "unidade" (empresa, país, ... ) ganhar "quota de mercado" face aos seus concorrentes. E uma definição empirico descritiva que, não sendo totalmente incorrecta e, contudo, bastante insuficiente e até errónea. Tem subjacente um aspecto fundamental que esta na base do funcionamento do sistema económico - a envolvente do mercado em situação de concorrência. Embora devamos ter presente a referência atrás feita as diferentes bases de partida para a análise da evolução e comportamento da competitividade - a empresa/sector/economia/pais - vamos concentrar-nos na delimitação da competitividade a nível global ( economia/país ). Não podemos, contudo, ignorar que estes dois níveis interagem. A competitividade internacional de uma economia/país repousa, em larga medida, no grau de competitividade das empresas que operam no interior das fronteiras nacionais, mas não se pode considerar aquela como a simples justaposição da competitividade destas. Na realidade, vamos encontrar empresas não competitivas em economias globalmente competitivas e a inversa também e verdadeira. No quadro da competitividade económica global podemos encontrar duas concepções fundamentais para a delimitação do conceito. Uma concepção mais tradicional a chamada competitividade-preço, determinada, como a designação sugere, fundamentalmente pelas vantagens que se manifestam no preço. Este conceito esta mais directamente associado à empresa, enquanto agente que actua no mercado, e é influenciado por factores internos a empresa (v.g. capacidade de gestao e de organização, inovação, gestão e qualificação da força de trabalho, ... ) e por factores externos que envolvem a empresa (v.g. dotações factoriais, nível de. I&D, custos de produção, política fiscal, taxas de câmbio, ... ). |
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| Autores principais: | Romão, António |
| Assunto: | Teoria económica Empresas País Competitividade Globalização da economia |
| Ano: | 2001 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | working paper |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | É um desafio relevante relacionar a competitividade como processo de globalização, numa perspectiva de desenvolvimento. E mais complexo se torna se este for adjectivado de sustentável ao qual, do meu ponto de vista, devemos acrescentar a palavra equitativo. O conceito de competitividade pode, assim, comportar diversas definições, de acordo com a ênfase dada aos diferentes elementos que para ela concorrem. Numa primeira aproximação podemos dizer que a competitividade internacional e a capacidade de uma "unidade" (empresa, país, ... ) ganhar "quota de mercado" face aos seus concorrentes. E uma definição empirico descritiva que, não sendo totalmente incorrecta e, contudo, bastante insuficiente e até errónea. Tem subjacente um aspecto fundamental que esta na base do funcionamento do sistema económico - a envolvente do mercado em situação de concorrência. Embora devamos ter presente a referência atrás feita as diferentes bases de partida para a análise da evolução e comportamento da competitividade - a empresa/sector/economia/pais - vamos concentrar-nos na delimitação da competitividade a nível global ( economia/país ). Não podemos, contudo, ignorar que estes dois níveis interagem. A competitividade internacional de uma economia/país repousa, em larga medida, no grau de competitividade das empresas que operam no interior das fronteiras nacionais, mas não se pode considerar aquela como a simples justaposição da competitividade destas. Na realidade, vamos encontrar empresas não competitivas em economias globalmente competitivas e a inversa também e verdadeira. No quadro da competitividade económica global podemos encontrar duas concepções fundamentais para a delimitação do conceito. Uma concepção mais tradicional a chamada competitividade-preço, determinada, como a designação sugere, fundamentalmente pelas vantagens que se manifestam no preço. Este conceito esta mais directamente associado à empresa, enquanto agente que actua no mercado, e é influenciado por factores internos a empresa (v.g. capacidade de gestao e de organização, inovação, gestão e qualificação da força de trabalho, ... ) e por factores externos que envolvem a empresa (v.g. dotações factoriais, nível de. I&D, custos de produção, política fiscal, taxas de câmbio, ... ). |
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