Publicação
Saúde e Género: um estudo baseado no Inquérito Nacional de Saúde
| Resumo: | Esta dissertação teve como objetivo analisar os indicadores de saúde na população portuguesa, numa perspectiva de género, a partir do 1º Inquérito Nacional de Saúde Exame Físico, realizado em 2015 (INSEF-2015). Método: Foram utilizados dados do relatório do Inquérito Nacional de Saúde (n=4911), que combina entrevista pessoal, colheita de sangue e exame físico. As variáveis selecionadas dizem respeito ao estado de saúde (diabetes, tensão arterial alta, colesterol total, excesso de peso e obesidade). Estas foram ligeiramente comparadas com os Inquéritos Nacionais de Saúde de 2005/2006 e 2014, e com estudos anteriormente realizados na população portuguesa sobre os dados dos últimos inquéritos. Resultados: No período analisado (2005 – 2015), a diabetes foi mais prevalente entre os homens, enquanto a hipertensão arterial alta foi mais prevalente entre as mulheres, exceto no inquérito no INSEF-2015. O colesterol total foi investigado a nível nacional apenas no INSEF-2015, cujo resultado mostrou uma pequena diferença entre homens e mulheres de 1 ponto percentual, tendo os homens maior frequência. O excesso de peso e a obesidade tiveram um aumento de 1.9 ponto percentual do inquérito de 2005/2006 para o inquérito de 2014. O excesso de peso ocorreu principalmente entre as mulheres, essa diferença foi maior em comparação ao INSEF-2015, tendo os homens com maior frequência de obesidade abdominal. Em conclusão, dentre as variáveis analisadas, os dados INSEF-2015 aponta para maior prevalência entre os homens, e não entre as mulheres, como mostram nas avaliações autorreportadas nos inquéritos anteriores que não tinham exame físico. As mulheres são mais propensas a ter uma condição de saúde pior de acordo a autoavaliação, o que pode ser um grande viés na saúde entre homens e mulheres na população portuguesa. |
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| Autores principais: | Trindade, Josélia de Souza |
| Assunto: | Inquérito nacional de saúde; saúde e género; estado de saúde; saúde das populações; determinantes da saúde; National health survey; health and gender; health condition; populations health; health determinants. |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Esta dissertação teve como objetivo analisar os indicadores de saúde na população portuguesa, numa perspectiva de género, a partir do 1º Inquérito Nacional de Saúde Exame Físico, realizado em 2015 (INSEF-2015). Método: Foram utilizados dados do relatório do Inquérito Nacional de Saúde (n=4911), que combina entrevista pessoal, colheita de sangue e exame físico. As variáveis selecionadas dizem respeito ao estado de saúde (diabetes, tensão arterial alta, colesterol total, excesso de peso e obesidade). Estas foram ligeiramente comparadas com os Inquéritos Nacionais de Saúde de 2005/2006 e 2014, e com estudos anteriormente realizados na população portuguesa sobre os dados dos últimos inquéritos. Resultados: No período analisado (2005 – 2015), a diabetes foi mais prevalente entre os homens, enquanto a hipertensão arterial alta foi mais prevalente entre as mulheres, exceto no inquérito no INSEF-2015. O colesterol total foi investigado a nível nacional apenas no INSEF-2015, cujo resultado mostrou uma pequena diferença entre homens e mulheres de 1 ponto percentual, tendo os homens maior frequência. O excesso de peso e a obesidade tiveram um aumento de 1.9 ponto percentual do inquérito de 2005/2006 para o inquérito de 2014. O excesso de peso ocorreu principalmente entre as mulheres, essa diferença foi maior em comparação ao INSEF-2015, tendo os homens com maior frequência de obesidade abdominal. Em conclusão, dentre as variáveis analisadas, os dados INSEF-2015 aponta para maior prevalência entre os homens, e não entre as mulheres, como mostram nas avaliações autorreportadas nos inquéritos anteriores que não tinham exame físico. As mulheres são mais propensas a ter uma condição de saúde pior de acordo a autoavaliação, o que pode ser um grande viés na saúde entre homens e mulheres na população portuguesa. |
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