Publicação
Hemoparasitoses em bovinos de carne
| Resumo: | As doenças parasitárias representam uma preocupação constante na prática veterinária em animais de produção sendo que as hemoparasitoses bovinas são causa de largas perdas no sector pecuário à escala mundial. Daqui se destacam a Babesiose, a Theileriose e a Anaplasmose pelos seus elevados índices de morbilidade e mortalidade. Estas doenças particularizam-se pelo carácter heteroxeno dos seus agentes uma vez que se transmitem por meio de um agente vector (normalmente carraças), provocando lise dos eritrócitos em consequência da multiplicação do parasita no seu interior. Os sinais clínicos são variados mas, de uma maneira geral, os animais apresentam anemia, icterícia, desidratação, febre, anorexia, astenia e prostração. No caso da Babesiose salienta-se ainda uma marcada hemoglobinúria e o mau estado geral dos bovinos infectados. Na Theileriose, por sua vez, o sinal clínico mais evidente é uma linfoadenopatia generalizada. Ao exame clínico são evidentes a taquicardia, tempo de repleção capilar aumentado e, em certos casos, dispneia. Actualmente as alternativas terapêuticas da Babesiose passam pela associação quinina+clindamicina, o dipropionato de imidocarb, os derivados benzamidínicos (pentamidina ou Berenil®), as tetraciclinas ou, mais recentemente, a administração de azitromicina+atovaquona. Para a Theileriose as opções de tratamento recaem sobre o Berenil®, os coccidiostáticos (como a halofuginona) e as naftoquinonas (theilericidas mais específicos), e na Anaplasmose utilizam-se correntemente as tetraciclinas ou o dipropionato de imidocarb. Relativamente às medidas profiláticas, os objectivos passam pelo controlo do agente (através de acaricidas), vacinação dos animais (vacinas vivas e inactivadas, para além da perspectiva futura das vacinas de subunidades antigénicas) e ainda a premunição (método também conhecido por “infecção e tratamento”). Este trabalho, inserido no contexto de Mestrado Integrado em Medicina Veterinária, pretende descrever estas doenças, com uma pesquisa bibliográfica envolvendo os métodos terapêuticos e profiláticos padronizados e pretende ainda caracterizar o cenário epidemiológico de uma população de bovinos do Ribatejo infectada com estas parasitoses. O principal objectivo foi obter dados sobre a prevalência de cada parasita, bem como das infecções múltiplas. Amostras de sangue de gado bovino (100 vacas da Companhia das Lezírias, SA) foram colhidas e observadas ao microscópio óptico. A prevalência global de infecção foi 78%, com as seguintes taxas para cada género: 76% para Babesia, 27% para Theileria e 52% para Anaplasma. Nesta população, havia 28,2% de infecções simples, 44,9% de infecções duplas e 26,9% de infecções triplas, e a associação Babesia+Anaplasma foi a mais prevalente (29%). A variação sazonal de prevalência foi estudada, sendo Theileria e Babesia mais prevalente no Outono/Inverno, enquanto Anaplasma foi mais prevalente na Primavera. |
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| Autores principais: | Antunes, Gonçalo Manuel |
| Assunto: | Babesia Theileria Anaplasma Cattle Prevalence Bovinos Prevalência Portugal |
| Ano: | 2008 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | trabalho de fim de curso |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | As doenças parasitárias representam uma preocupação constante na prática veterinária em animais de produção sendo que as hemoparasitoses bovinas são causa de largas perdas no sector pecuário à escala mundial. Daqui se destacam a Babesiose, a Theileriose e a Anaplasmose pelos seus elevados índices de morbilidade e mortalidade. Estas doenças particularizam-se pelo carácter heteroxeno dos seus agentes uma vez que se transmitem por meio de um agente vector (normalmente carraças), provocando lise dos eritrócitos em consequência da multiplicação do parasita no seu interior. Os sinais clínicos são variados mas, de uma maneira geral, os animais apresentam anemia, icterícia, desidratação, febre, anorexia, astenia e prostração. No caso da Babesiose salienta-se ainda uma marcada hemoglobinúria e o mau estado geral dos bovinos infectados. Na Theileriose, por sua vez, o sinal clínico mais evidente é uma linfoadenopatia generalizada. Ao exame clínico são evidentes a taquicardia, tempo de repleção capilar aumentado e, em certos casos, dispneia. Actualmente as alternativas terapêuticas da Babesiose passam pela associação quinina+clindamicina, o dipropionato de imidocarb, os derivados benzamidínicos (pentamidina ou Berenil®), as tetraciclinas ou, mais recentemente, a administração de azitromicina+atovaquona. Para a Theileriose as opções de tratamento recaem sobre o Berenil®, os coccidiostáticos (como a halofuginona) e as naftoquinonas (theilericidas mais específicos), e na Anaplasmose utilizam-se correntemente as tetraciclinas ou o dipropionato de imidocarb. Relativamente às medidas profiláticas, os objectivos passam pelo controlo do agente (através de acaricidas), vacinação dos animais (vacinas vivas e inactivadas, para além da perspectiva futura das vacinas de subunidades antigénicas) e ainda a premunição (método também conhecido por “infecção e tratamento”). Este trabalho, inserido no contexto de Mestrado Integrado em Medicina Veterinária, pretende descrever estas doenças, com uma pesquisa bibliográfica envolvendo os métodos terapêuticos e profiláticos padronizados e pretende ainda caracterizar o cenário epidemiológico de uma população de bovinos do Ribatejo infectada com estas parasitoses. O principal objectivo foi obter dados sobre a prevalência de cada parasita, bem como das infecções múltiplas. Amostras de sangue de gado bovino (100 vacas da Companhia das Lezírias, SA) foram colhidas e observadas ao microscópio óptico. A prevalência global de infecção foi 78%, com as seguintes taxas para cada género: 76% para Babesia, 27% para Theileria e 52% para Anaplasma. Nesta população, havia 28,2% de infecções simples, 44,9% de infecções duplas e 26,9% de infecções triplas, e a associação Babesia+Anaplasma foi a mais prevalente (29%). A variação sazonal de prevalência foi estudada, sendo Theileria e Babesia mais prevalente no Outono/Inverno, enquanto Anaplasma foi mais prevalente na Primavera. |
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