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Applying TSR techniques over large test suites

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Resumo:Com o aumento da necessidade de garantir a qualidade do software criado atualmente, tem sido cada vez mais indispensável dedicar parte do tempo de desenvolvimento (por vezes mais de metade) a testar o código desenvolvido. Apesar da elevada importˆancia desta tarefa, é uma atividade que algumas vezes é ignorada ou negligenciada, devido a ser um trabalho por vezes monótono e cansativo. Esta é uma área bastante explorada por investigadores que tentam, de diversas maneiras, automatizar algum deste processo e, também, reduzir o tempo e recursos necessários para efetuar esta tarefa. Nomeadamente, considera-se a proposta de técnicas de redução de testes e ferramentas que as implementem, com o objetivo de agilizar esta tarefa, eliminando casos de testes desnecessários sem comprometer a cobertura dada pelo conjunto de testes original, bem como técnicas de prioritização de testes, que reorganizam conjuntos de testes com o objetivo de executar os mais relevantes (de acordo com um determinado critério) primeiramente, aumentando assim a sua capacidade de atingir algum objetivo. Neste contexto, destacam-se os testes de regressão, que permitem testar alterações ao software, verificando se as funcionalidades antigas continuam a funcionar com as alterações feitas. Salientam-se estes testes na medida em que são considerados o tipo de testes de software mais cansativo, comportando elevados custos e não evidenciando ganho claros a curto-prazo e, consequentemente, beneficiando particularmente das técnicas descritas anteriormente. Com o surgimento destas técnicas, é inevitável surgirem algumas comparações, tentando escolher as que melhor se adequam a diferentes necessidades. O objetivo deste trabalho consiste em dar resposta a duas questões, particularmente interessantes dado o estado de arte atual: “Qual a melhor ferramenta de redução de testes?”(de acordo com parâmetros pré-definidos) e “Se uma ferramenta de prioritização de testes for modificada, pode substituir de forma eficiente uma ferramenta de redução de testes?”. Para realizar a presente dissertação, foi estudado um grupo de ferramentas de redução de testes, de forma a ter uma melhor noção do estado de arte atual. Apesar de inicialmente terem sido encontradas onze ferramentas que poderiam vir a ser usadas com este propósito, os testes realizados, assim como as propriedades de algumas ferramentas, restringiram a utilização da maioria delas, Assim, foram consideradas três ferramentas: Evo- Suite, Testler e Randoop. De forma a tornar o objetivo deste trabalho mais enriquecido, foi também estudada uma ferramenta de prioritização de testes, Kanonizo. Para respondermos às questões apresentadas, foi desenvolvida uma ferramenta que integra o conjunto de ferramentas de redução de testes seleccionado e que, dado um conjunto de projetos open-source, aplica as técnicas destas ferramentas a cada um destes, efetuando assim a redução dos seus testes. Seguidamente, a ferramenta desenvolvida utiliza a ferramenta de prioritização Kanonizo para obter uma lista dos vários testes, ordenados consoante a sua importância; finalmente, são eliminados os testes menos importantes, segundo um valor pré-definido. De seguida, utilizando uma ferramenta de análise de código, neste caso a OpenClover, são recolhidas métricas referentes a cada conjunto de testes, para os projetos originais e igualmente para cada um dos reduzidos. Estas são depois utilizadas para avaliar a eficácia da redução para cada ferramenta. A eficácia da redução pode ser influenciada por diversos fatores. No caso da nossa ferramenta, foram considerados o tamanho do ficheiro de testes, o número de testes, o tempo de execução dos mesmos, a percentagem de cobertura total do código e a percentagem de cobertura de “ramos”no código. Por este motivo, decidiu-se adotar uma metodologia de Multi-Criteria Decision-Making, mais especificamente a Analytic Hierarchy Process que, segundo diversos critérios e valores de importância definidos entre eles, deduz a prioridade que cada critério deve ter ao tentar atingir um objetivo comum, isto é, que peso tem cada critério no cálculo da pontuação de cada ferramenta. Após a finalização e aperfeiçoamento da ferramenta, foram realizadas experiências que nos permitiram analisar a eficácia de cada ferramenta. Dada a facilidade de configuração da ferramenta, foram efetuadas diversas análises às reduções efetuadas pelas ferramentas, alterando a importância de cada critério considerado, visando verificar de que maneira estes influenciavam a escolha da melhor ferramenta. As pontuações de cada ferramenta de redução foram calculadas para seis cenários diferentes: um que replicasse as necessidades do ”mundo real”, dando portanto mais importância ao tempo de execução dos testes e cobertura atingida do que à dimensão dos testes em si; e um focando toda a importância para cada um dos sub-critérios definidos. Cada um destes cenários foi feito duas vezes - uma com os testes gerados pelo EvoSuite, e outra com os testes já existentes - com o objetivo de averiguar se as ferramentas de redução teriam um comportamento semelhante na presença de testes gerados automaticamente ou por humanos. Ignorando a ferramenta de prioritização, e tendo em conta o facto de que a EvoSuite só poderia ser usada com testes gerados por si mesma, a ferramenta de redução que teve uma melhor pontuação foi a Testler, o que responde à nossa primeira questão do estudo. Quanto à segunda questão, apesar dos resultados terem mostrado indubitavelmente que a Kanonizo obteve pontuações melhores que as outras ferramentas analisadas, esta é uma questão susceptível à influência de diversos fatores. No contexto das experiências efetuadas, podemos dizer que a Kanonizo pode substituir qualquer uma das ferramentas de redução e, confiando nas pontuações, fazer um trabalho mais eficaz. No entanto, num contexto mais abrangente, torna-se difícil responder a esta questão sem considerar um número mais elevado de ferramentas de redução de testes. Para mais, dependendo do algoritmo utilizado na ferramenta de prioritização, a redução feita por nós pode não ter qualquer critério (no caso de algoritmos random), o que faria essencialmente com que estivéssemos a apagar métodos aleatoriamente, podendo causar grandes perdas em termos de cobertura de código. Quando falamos de “substituir”uma ferramenta de redução por uma de prioritização com uma abordagem semelhante à nossa, é melhor utilizar algoritmos de prioritização que visem algum critério, como dar prioridade a testes que cubram, por exemplo, linhas de código ainda não cobertas, por exemplo, aumentando assim a probabilidade dos testes menos importantes serem redundantes e, consequentemente, apagados. Esta ferramenta foi desenvolvida de modo a que fosse facilmente modificável e expansível, oferecendo assim uma maneira fácil para integrar novas ferramentas de redução de testes, permitindo realizar novas comparações à medida que estas ferramentas forem surgindo. Para além disso, destaca-se também a simplicidade da configuração dos critérios a ter em conta quando calculamos a pontuação de cada ferramenta, e o valor que estes têm em comparação com os outros, possibilitando facilmente o cálculo de pontuações tendo em conta diversos cenários.Ao longo deste trabalho, o maior problema encontrado foi o estudo das ferramentas de redução. Para além de algumas não serem open-source, muitas das que eram não iam de encontro aos nossos requisitos para integração na ferramenta, quer por linguagem de programação, quer por abordagem seguida, e muitas vezes a documentação encontrada estava desatualizada ou errada, dificultando todo o processo.
Autores principais:Becho, João Pedro Pereira
Assunto:Teste de software Redução de testes Otimização de testes Teses de mestrado - 2020
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:inglês
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Com o aumento da necessidade de garantir a qualidade do software criado atualmente, tem sido cada vez mais indispensável dedicar parte do tempo de desenvolvimento (por vezes mais de metade) a testar o código desenvolvido. Apesar da elevada importˆancia desta tarefa, é uma atividade que algumas vezes é ignorada ou negligenciada, devido a ser um trabalho por vezes monótono e cansativo. Esta é uma área bastante explorada por investigadores que tentam, de diversas maneiras, automatizar algum deste processo e, também, reduzir o tempo e recursos necessários para efetuar esta tarefa. Nomeadamente, considera-se a proposta de técnicas de redução de testes e ferramentas que as implementem, com o objetivo de agilizar esta tarefa, eliminando casos de testes desnecessários sem comprometer a cobertura dada pelo conjunto de testes original, bem como técnicas de prioritização de testes, que reorganizam conjuntos de testes com o objetivo de executar os mais relevantes (de acordo com um determinado critério) primeiramente, aumentando assim a sua capacidade de atingir algum objetivo. Neste contexto, destacam-se os testes de regressão, que permitem testar alterações ao software, verificando se as funcionalidades antigas continuam a funcionar com as alterações feitas. Salientam-se estes testes na medida em que são considerados o tipo de testes de software mais cansativo, comportando elevados custos e não evidenciando ganho claros a curto-prazo e, consequentemente, beneficiando particularmente das técnicas descritas anteriormente. Com o surgimento destas técnicas, é inevitável surgirem algumas comparações, tentando escolher as que melhor se adequam a diferentes necessidades. O objetivo deste trabalho consiste em dar resposta a duas questões, particularmente interessantes dado o estado de arte atual: “Qual a melhor ferramenta de redução de testes?”(de acordo com parâmetros pré-definidos) e “Se uma ferramenta de prioritização de testes for modificada, pode substituir de forma eficiente uma ferramenta de redução de testes?”. Para realizar a presente dissertação, foi estudado um grupo de ferramentas de redução de testes, de forma a ter uma melhor noção do estado de arte atual. Apesar de inicialmente terem sido encontradas onze ferramentas que poderiam vir a ser usadas com este propósito, os testes realizados, assim como as propriedades de algumas ferramentas, restringiram a utilização da maioria delas, Assim, foram consideradas três ferramentas: Evo- Suite, Testler e Randoop. De forma a tornar o objetivo deste trabalho mais enriquecido, foi também estudada uma ferramenta de prioritização de testes, Kanonizo. Para respondermos às questões apresentadas, foi desenvolvida uma ferramenta que integra o conjunto de ferramentas de redução de testes seleccionado e que, dado um conjunto de projetos open-source, aplica as técnicas destas ferramentas a cada um destes, efetuando assim a redução dos seus testes. Seguidamente, a ferramenta desenvolvida utiliza a ferramenta de prioritização Kanonizo para obter uma lista dos vários testes, ordenados consoante a sua importância; finalmente, são eliminados os testes menos importantes, segundo um valor pré-definido. De seguida, utilizando uma ferramenta de análise de código, neste caso a OpenClover, são recolhidas métricas referentes a cada conjunto de testes, para os projetos originais e igualmente para cada um dos reduzidos. Estas são depois utilizadas para avaliar a eficácia da redução para cada ferramenta. A eficácia da redução pode ser influenciada por diversos fatores. No caso da nossa ferramenta, foram considerados o tamanho do ficheiro de testes, o número de testes, o tempo de execução dos mesmos, a percentagem de cobertura total do código e a percentagem de cobertura de “ramos”no código. Por este motivo, decidiu-se adotar uma metodologia de Multi-Criteria Decision-Making, mais especificamente a Analytic Hierarchy Process que, segundo diversos critérios e valores de importância definidos entre eles, deduz a prioridade que cada critério deve ter ao tentar atingir um objetivo comum, isto é, que peso tem cada critério no cálculo da pontuação de cada ferramenta. Após a finalização e aperfeiçoamento da ferramenta, foram realizadas experiências que nos permitiram analisar a eficácia de cada ferramenta. Dada a facilidade de configuração da ferramenta, foram efetuadas diversas análises às reduções efetuadas pelas ferramentas, alterando a importância de cada critério considerado, visando verificar de que maneira estes influenciavam a escolha da melhor ferramenta. As pontuações de cada ferramenta de redução foram calculadas para seis cenários diferentes: um que replicasse as necessidades do ”mundo real”, dando portanto mais importância ao tempo de execução dos testes e cobertura atingida do que à dimensão dos testes em si; e um focando toda a importância para cada um dos sub-critérios definidos. Cada um destes cenários foi feito duas vezes - uma com os testes gerados pelo EvoSuite, e outra com os testes já existentes - com o objetivo de averiguar se as ferramentas de redução teriam um comportamento semelhante na presença de testes gerados automaticamente ou por humanos. Ignorando a ferramenta de prioritização, e tendo em conta o facto de que a EvoSuite só poderia ser usada com testes gerados por si mesma, a ferramenta de redução que teve uma melhor pontuação foi a Testler, o que responde à nossa primeira questão do estudo. Quanto à segunda questão, apesar dos resultados terem mostrado indubitavelmente que a Kanonizo obteve pontuações melhores que as outras ferramentas analisadas, esta é uma questão susceptível à influência de diversos fatores. No contexto das experiências efetuadas, podemos dizer que a Kanonizo pode substituir qualquer uma das ferramentas de redução e, confiando nas pontuações, fazer um trabalho mais eficaz. No entanto, num contexto mais abrangente, torna-se difícil responder a esta questão sem considerar um número mais elevado de ferramentas de redução de testes. Para mais, dependendo do algoritmo utilizado na ferramenta de prioritização, a redução feita por nós pode não ter qualquer critério (no caso de algoritmos random), o que faria essencialmente com que estivéssemos a apagar métodos aleatoriamente, podendo causar grandes perdas em termos de cobertura de código. Quando falamos de “substituir”uma ferramenta de redução por uma de prioritização com uma abordagem semelhante à nossa, é melhor utilizar algoritmos de prioritização que visem algum critério, como dar prioridade a testes que cubram, por exemplo, linhas de código ainda não cobertas, por exemplo, aumentando assim a probabilidade dos testes menos importantes serem redundantes e, consequentemente, apagados. Esta ferramenta foi desenvolvida de modo a que fosse facilmente modificável e expansível, oferecendo assim uma maneira fácil para integrar novas ferramentas de redução de testes, permitindo realizar novas comparações à medida que estas ferramentas forem surgindo. Para além disso, destaca-se também a simplicidade da configuração dos critérios a ter em conta quando calculamos a pontuação de cada ferramenta, e o valor que estes têm em comparação com os outros, possibilitando facilmente o cálculo de pontuações tendo em conta diversos cenários.Ao longo deste trabalho, o maior problema encontrado foi o estudo das ferramentas de redução. Para além de algumas não serem open-source, muitas das que eram não iam de encontro aos nossos requisitos para integração na ferramenta, quer por linguagem de programação, quer por abordagem seguida, e muitas vezes a documentação encontrada estava desatualizada ou errada, dificultando todo o processo.