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Cidade miragem

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Resumo:As Linhas de Torres Vedras são a infraestrutura militar pensada para defender a região de Lisboa das invasões francesas durante as guerras peninsulares no século XIX. As fortificações, divididas entre quatro linhas de defesa, foram escavadas nos cumes dos montes ao longo de mais de 85 quilómetros. Desde o Tejo ao Atlântico, isolaram a península do oeste, assegurando a proteção da capital e sucessivas vitórias por parte da aliança Luso-Britânica. O cariz militar intrínseco ao território perdeu-se no tempo, caindo no esquecimento de quem habita o oeste. Todo este vasto território foi classificado como monumento nacional pelo que se tornou necessário devolver-lhe a memória coletiva, assim como ao viajante, valorizando o património cultural e paisagístico. A presente proposta parte de um olhar sobre o estado atual do sistema territorial e patrimonial. O pensamento com que se construíram as linhas defensivas tem a capacidade de (re)ativar relações visuais sobre o território através do sistema de comunicação telegráfico. Construíram-se nos dez montes mais altos os principais postos deste sistema de diálogo visual, dos quais o forte de S. Vicente em Torres Vedras faz parte. Assim, a proposta prolonga-se à cidade que assume o papel central de gestão territorial do sistema, desenvolvendo uma abordagem urbana que lhe resolve alguns problemas, principalmente do vale norte, para onde se viram as fortificações. O desenho do lugar da memória, do museu das Linhas de Torres Vedras, visa conhecer e investigar a memória, para configurar futuros. É através de uma reflexão sobre a paisagem que desenha o oeste e do papel e da ação do ser humano que também se pensa o futuro. Que se sonha… ...com a Cidade Miragem
Autores principais:Oliveira, João Ricardo Couvreur de
Assunto:Linhas de Torres Vedras Memória Utopia verde Reflexo Transição Museu Lines of Torres Vedras Memory Green utopia Transition Musean
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:As Linhas de Torres Vedras são a infraestrutura militar pensada para defender a região de Lisboa das invasões francesas durante as guerras peninsulares no século XIX. As fortificações, divididas entre quatro linhas de defesa, foram escavadas nos cumes dos montes ao longo de mais de 85 quilómetros. Desde o Tejo ao Atlântico, isolaram a península do oeste, assegurando a proteção da capital e sucessivas vitórias por parte da aliança Luso-Britânica. O cariz militar intrínseco ao território perdeu-se no tempo, caindo no esquecimento de quem habita o oeste. Todo este vasto território foi classificado como monumento nacional pelo que se tornou necessário devolver-lhe a memória coletiva, assim como ao viajante, valorizando o património cultural e paisagístico. A presente proposta parte de um olhar sobre o estado atual do sistema territorial e patrimonial. O pensamento com que se construíram as linhas defensivas tem a capacidade de (re)ativar relações visuais sobre o território através do sistema de comunicação telegráfico. Construíram-se nos dez montes mais altos os principais postos deste sistema de diálogo visual, dos quais o forte de S. Vicente em Torres Vedras faz parte. Assim, a proposta prolonga-se à cidade que assume o papel central de gestão territorial do sistema, desenvolvendo uma abordagem urbana que lhe resolve alguns problemas, principalmente do vale norte, para onde se viram as fortificações. O desenho do lugar da memória, do museu das Linhas de Torres Vedras, visa conhecer e investigar a memória, para configurar futuros. É através de uma reflexão sobre a paisagem que desenha o oeste e do papel e da ação do ser humano que também se pensa o futuro. Que se sonha… ...com a Cidade Miragem