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Educação Matemática Crítica na formação de professores do primeiro ciclo: um material com possibilidades para o trabalho com diferentes cenários para investigação

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Resumo:Em Portugal, um novo currículo para o ensino da Matemática foi recentemente homologado e introduzido nas escolas de educação básica, no formato de Aprendizagens Essenciais (AE) de Matemática para o Ensino Básico. Neste currículo, os conhecimentos matemáticos são assumidos de forma central, assim como como seis capacidades matemáticas transversais: resolução de problemas, raciocínio matemático, comunicação matemática, representações matemáticas, conexões matemáticas (internas e externas) e pensamento computacional. O currículo defende que o desenvolvimento de tais capacidades seja permanente e integrado em todos os outros temas matemáticos. Dentre outros aspectos, defende que o trabalho pedagógico em sala de aula deve ser centrado no estudante. Isso requer o desenvolvimento de tarefas que promovam atitudes como iniciativa e autonomia e favoreçam a construção de capacidades como o pensamento crítico e a colaboração. O currículo também defende que as tarefas propostas promovam interação entre os alunos e que, além de explorar aspectos da matemática como a resolução de problemas e o raciocínio matemático, faça articulações com a realidade. O trabalho com tarefas exploratórias e investigativas mostra-se, então, como um caminho para a educação matemática praticada no primeiro ciclo, na perspectiva das AE. Nesse contexto, o objetivo deste documento é o de apresentar aspectos metodológicos de formação contínua desenvolvida com professores do 1.º ciclo em Portugal. O objetivo da formação foi o de contribuir para o desenvolvimento profissional destes professores por meio do oferecimento de um espaço para a experimentação, a discussão, a elaboração e o desenvolvimento de cenários para investigação matemática com seus estudantes. O estabelecimento de conexões internas e externas à matemática pela problematização de questões sociais relevantes para sala de aula na perspectiva da Educação Matemática Crítica moldou a dinâmica formativa. A formação foi uma das etapas da pesquisa denominada Contributions to the in-service education of primary school teachers from their engagement in mathematics landscapes of investigation (Li-Primary Teachers) desenvolvida no Instituto de Educação da Universidade de Lisboa, com financiamento da União Europeia por meio do Programa Horizon Europe, Marie-Sklodowska Curie Actions (101103353). Neste texto, são apresentados os aspectos metodológicos da formação que incluem um breve resumo da perspectiva teórica utilizada e do modelo de formação empregado, além das tarefas de aprendizagem profissional que foram trabalhadas com os professores. Espera-se que este material, produzido no âmbito da formação, possa inspirar outras práticas que lancem mão da exploração e da investigação para a compreensão de aspectos sociais pelos estudantes do 1.º ciclo, através da conexão com a matemática.
Autores principais:Silva, Guilherme Henrique Gomes da
Assunto:Teacher education Critical mathematics education Landscapes of investigation Cenários para investigação Mathematics education Educação matemática Primary school teachers Primeiro ciclo Educação matemática crítica
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:outro
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Em Portugal, um novo currículo para o ensino da Matemática foi recentemente homologado e introduzido nas escolas de educação básica, no formato de Aprendizagens Essenciais (AE) de Matemática para o Ensino Básico. Neste currículo, os conhecimentos matemáticos são assumidos de forma central, assim como como seis capacidades matemáticas transversais: resolução de problemas, raciocínio matemático, comunicação matemática, representações matemáticas, conexões matemáticas (internas e externas) e pensamento computacional. O currículo defende que o desenvolvimento de tais capacidades seja permanente e integrado em todos os outros temas matemáticos. Dentre outros aspectos, defende que o trabalho pedagógico em sala de aula deve ser centrado no estudante. Isso requer o desenvolvimento de tarefas que promovam atitudes como iniciativa e autonomia e favoreçam a construção de capacidades como o pensamento crítico e a colaboração. O currículo também defende que as tarefas propostas promovam interação entre os alunos e que, além de explorar aspectos da matemática como a resolução de problemas e o raciocínio matemático, faça articulações com a realidade. O trabalho com tarefas exploratórias e investigativas mostra-se, então, como um caminho para a educação matemática praticada no primeiro ciclo, na perspectiva das AE. Nesse contexto, o objetivo deste documento é o de apresentar aspectos metodológicos de formação contínua desenvolvida com professores do 1.º ciclo em Portugal. O objetivo da formação foi o de contribuir para o desenvolvimento profissional destes professores por meio do oferecimento de um espaço para a experimentação, a discussão, a elaboração e o desenvolvimento de cenários para investigação matemática com seus estudantes. O estabelecimento de conexões internas e externas à matemática pela problematização de questões sociais relevantes para sala de aula na perspectiva da Educação Matemática Crítica moldou a dinâmica formativa. A formação foi uma das etapas da pesquisa denominada Contributions to the in-service education of primary school teachers from their engagement in mathematics landscapes of investigation (Li-Primary Teachers) desenvolvida no Instituto de Educação da Universidade de Lisboa, com financiamento da União Europeia por meio do Programa Horizon Europe, Marie-Sklodowska Curie Actions (101103353). Neste texto, são apresentados os aspectos metodológicos da formação que incluem um breve resumo da perspectiva teórica utilizada e do modelo de formação empregado, além das tarefas de aprendizagem profissional que foram trabalhadas com os professores. Espera-se que este material, produzido no âmbito da formação, possa inspirar outras práticas que lancem mão da exploração e da investigação para a compreensão de aspectos sociais pelos estudantes do 1.º ciclo, através da conexão com a matemática.