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Diagnóstico da displasia do desenvolvimento da anca : estado da arte
| Resumo: | A deformidade músculo-esquelética congénita mais comum em ortopedia pediátrica é a displasia do desenvolvimento da anca (DDA), que engloba todo um conjunto de patologias em que a incongruência articular da anca impede o normal alinhamento entre o acetábulo e a cabeça do fémur, podendo estar presente à nascença ou surgir no decorrer da infância. A prevalência de DDA varia de 1,6 a 28,5 casos por 1000 nascidos vivos, dependendo da definição, método de diagnóstico usado e da população estudada. Uma vez que não existe nenhum método assumido como Gold Standard para o diagnóstico de DDA e os que existem são pouco sensíveis e pouco específicos, a verdadeira incidência de DDA é apenas estimada. A incidência da DDA é 0,86% - 1,15% com base em exames clínicos e 2,5% - 4,7% com base na ecografia. A sua etiologia não está completamente esclarecida, estimando-se que seja uma combinação multifatorial, com fatores biomecânicos intra-uterinos e fatores hereditários. A literatura mostra de forma consistente que a DDA é mais frequentemente associada ao género feminino, à apresentação pélvica no nascimento, à primiparidade, ao lado esquerdo da anca, ao elevado peso fetal e à existência de história familiar de DDA. A maioria dos casos de DDA resolve sem tratamento nos primeiros meses de vida, no entanto, a DDA não corrigida, principalmente quando associada a luxação da anca, está associada a significativa morbilidade a longo prazo tornando o diagnóstico precoce da DDA fundamental. Também no que diz respeito ao rastreio neonatal, têm sido descritas várias estratégias, mas apesar do intenso debate a nível internacional, a controvérsia permanece. Trata-se portanto de uma patologia cujo diagnóstico e rastreio geram bastante debate. |
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| Autores principais: | Brites, José Miguel de Jesus, 1979- |
| Assunto: | Anca Displasia Radiografia Tomografia computadorizada Ressonância magnética Ortopedia pediátrica |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A deformidade músculo-esquelética congénita mais comum em ortopedia pediátrica é a displasia do desenvolvimento da anca (DDA), que engloba todo um conjunto de patologias em que a incongruência articular da anca impede o normal alinhamento entre o acetábulo e a cabeça do fémur, podendo estar presente à nascença ou surgir no decorrer da infância. A prevalência de DDA varia de 1,6 a 28,5 casos por 1000 nascidos vivos, dependendo da definição, método de diagnóstico usado e da população estudada. Uma vez que não existe nenhum método assumido como Gold Standard para o diagnóstico de DDA e os que existem são pouco sensíveis e pouco específicos, a verdadeira incidência de DDA é apenas estimada. A incidência da DDA é 0,86% - 1,15% com base em exames clínicos e 2,5% - 4,7% com base na ecografia. A sua etiologia não está completamente esclarecida, estimando-se que seja uma combinação multifatorial, com fatores biomecânicos intra-uterinos e fatores hereditários. A literatura mostra de forma consistente que a DDA é mais frequentemente associada ao género feminino, à apresentação pélvica no nascimento, à primiparidade, ao lado esquerdo da anca, ao elevado peso fetal e à existência de história familiar de DDA. A maioria dos casos de DDA resolve sem tratamento nos primeiros meses de vida, no entanto, a DDA não corrigida, principalmente quando associada a luxação da anca, está associada a significativa morbilidade a longo prazo tornando o diagnóstico precoce da DDA fundamental. Também no que diz respeito ao rastreio neonatal, têm sido descritas várias estratégias, mas apesar do intenso debate a nível internacional, a controvérsia permanece. Trata-se portanto de uma patologia cujo diagnóstico e rastreio geram bastante debate. |
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