Publicação
Fachadas vivas: desenvolvimento de protótipo de sombreamento passivo
| Resumo: | A crescente procura de soluções que promovam a eficiência energética nos edifícios potencializa o aparecimento de alternativas aos sistemas existentes. No âmbito da redução dos ganhos solares e maximização da disponibilidade de luz natural, foi desenvolvido um protótipo de controlo solar com um material inteligente, o polietileno, que tem memória de forma e funciona simultaneamente como sensor e atuador. O protótipo procura replicar uma fachada viva, contemplando um elemento vertical opaco com envidraçado e um estore veneziano com movimento fototrófico. O sombreamento é dinâmico, alternando entre obstrução total e parcial, conforme a radiação solar incidente e temperatura ambiente. O mecanismo de controlo solar é constituído por uma placa de polietileno interligada a uma alavanca e a um sistema de cabos que regulam a inclinação das lâminas do estore. O protótipo é uma alternativa ao controlo manual nativo do dispositivo de sombreamento, tratando-se de um sistema passivo pois não consome energia elétrica nem combustível. Os ensaios experimentais ocorreram no Campus Solar da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, durante os meses de agosto e setembro, com a fachada orientada a nascente. Foram testadas e avaliadas diferentes afinações do mecanismo para operar em intervalos de temperaturas distintos. As fases de ativação e desativação do sombreamento foram bem sucedidas, tendo as lâminas percorrido praticamente toda amplitude angular ao longo de cerca de uma hora, variando entre 0º e 76º, respetivamente, estore aberto e fechado. Exposta ao sol, a placa de polietileno atingiu 53.5ºC e expandiu 2.1 milímetros, que foram alavancados para um deslocamento dos cabos de inclinação em 48 milímetros. |
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| Autores principais: | Estes, Noa Leandro Romão |
| Assunto: | Sombreamento solar dinâmico Sistema passivo Termo-mecânico Material com memória de forma Fachadas responsivas Teses de mestrado - 2018 |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A crescente procura de soluções que promovam a eficiência energética nos edifícios potencializa o aparecimento de alternativas aos sistemas existentes. No âmbito da redução dos ganhos solares e maximização da disponibilidade de luz natural, foi desenvolvido um protótipo de controlo solar com um material inteligente, o polietileno, que tem memória de forma e funciona simultaneamente como sensor e atuador. O protótipo procura replicar uma fachada viva, contemplando um elemento vertical opaco com envidraçado e um estore veneziano com movimento fototrófico. O sombreamento é dinâmico, alternando entre obstrução total e parcial, conforme a radiação solar incidente e temperatura ambiente. O mecanismo de controlo solar é constituído por uma placa de polietileno interligada a uma alavanca e a um sistema de cabos que regulam a inclinação das lâminas do estore. O protótipo é uma alternativa ao controlo manual nativo do dispositivo de sombreamento, tratando-se de um sistema passivo pois não consome energia elétrica nem combustível. Os ensaios experimentais ocorreram no Campus Solar da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, durante os meses de agosto e setembro, com a fachada orientada a nascente. Foram testadas e avaliadas diferentes afinações do mecanismo para operar em intervalos de temperaturas distintos. As fases de ativação e desativação do sombreamento foram bem sucedidas, tendo as lâminas percorrido praticamente toda amplitude angular ao longo de cerca de uma hora, variando entre 0º e 76º, respetivamente, estore aberto e fechado. Exposta ao sol, a placa de polietileno atingiu 53.5ºC e expandiu 2.1 milímetros, que foram alavancados para um deslocamento dos cabos de inclinação em 48 milímetros. |
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