Publicação
Estudo do potencial de aproveitamento do subproduto (caroço) da indústria transformadora do abacate
| Resumo: | A presente dissertação tem como objetivo o estudo do caroço do abacate com vista a identificar possíveis rotas de valorização para este subproduto. Numa altura em que cada vez mais se verifica a necessidade de alcançar um sistema que se aproxime do conceito de economia circular, de modo a atingir o objetivo de alcançar um mundo mais sustentável, tem havido cada vez mais interesse sobre o que devemos fazer com os materiais que vulgarmente chamamos de resíduos. Este tipo de subproduto apresenta grande potencial de aproveitamento, quer seja para utilização do seu potencial energético, ou químico, nomeadamente para obtenção de compostos básicos ou como na possível extração de compostos químicos de interesse ou a transformação destes subprodutos em biomateriais. Este trabalho serviu para a realização de uma caracterização detalhada do caroço de abacate com o intuito de analisar a sua composição, e comparar as alterações causadas pela utilização de métodos de secagem diferentes (liofilização e seco em estufa a 60ºC). Analisamos a composição química relativamente aos microconstituintes, nomeadamente compostos inorgânicos, açucares, proteínas, extrativos, amido e lenhina. Nos extratos hidro-alcoólicos determinou-se o teor em compostos fenólico, flavonoides e taninos e foram analisados os potenciais antioxidante através dos métodos do DPPH e FRAP. O potencial energético foi obtido através do poder calorífico superior. Foi possível concluir que os diferentes métodos de secagem influenciam alguns aspetos da composição química do caroço do abacate, tendo a secagem por liofilização permitido um aumento de extrativos com maior potencial antioxidante. O elevado teor de açucares nomeadamente em amido (63%), a quantidade de extrativos obtidos, dos quais, uma parte considerável apresentam capacidade antioxidante sugerem que estas duas frações deverão ser as mais enfocadas numa estratégia de valorização, sendo que em última análise poderá utilizar-se este resíduo para produção direta de energia por queima, tendo em conta o seu poder calorífico superior (17,3 MJ/kg). |
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| Autores principais: | Falcão, Tiago Alcobia |
| Assunto: | caroço de abacate caracterização físico-química liofilização valorização de resíduos bioenergias avocado seed physicochemical characterization freeze-dry waste recovery bioenergy |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A presente dissertação tem como objetivo o estudo do caroço do abacate com vista a identificar possíveis rotas de valorização para este subproduto. Numa altura em que cada vez mais se verifica a necessidade de alcançar um sistema que se aproxime do conceito de economia circular, de modo a atingir o objetivo de alcançar um mundo mais sustentável, tem havido cada vez mais interesse sobre o que devemos fazer com os materiais que vulgarmente chamamos de resíduos. Este tipo de subproduto apresenta grande potencial de aproveitamento, quer seja para utilização do seu potencial energético, ou químico, nomeadamente para obtenção de compostos básicos ou como na possível extração de compostos químicos de interesse ou a transformação destes subprodutos em biomateriais. Este trabalho serviu para a realização de uma caracterização detalhada do caroço de abacate com o intuito de analisar a sua composição, e comparar as alterações causadas pela utilização de métodos de secagem diferentes (liofilização e seco em estufa a 60ºC). Analisamos a composição química relativamente aos microconstituintes, nomeadamente compostos inorgânicos, açucares, proteínas, extrativos, amido e lenhina. Nos extratos hidro-alcoólicos determinou-se o teor em compostos fenólico, flavonoides e taninos e foram analisados os potenciais antioxidante através dos métodos do DPPH e FRAP. O potencial energético foi obtido através do poder calorífico superior. Foi possível concluir que os diferentes métodos de secagem influenciam alguns aspetos da composição química do caroço do abacate, tendo a secagem por liofilização permitido um aumento de extrativos com maior potencial antioxidante. O elevado teor de açucares nomeadamente em amido (63%), a quantidade de extrativos obtidos, dos quais, uma parte considerável apresentam capacidade antioxidante sugerem que estas duas frações deverão ser as mais enfocadas numa estratégia de valorização, sendo que em última análise poderá utilizar-se este resíduo para produção direta de energia por queima, tendo em conta o seu poder calorífico superior (17,3 MJ/kg). |
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