Publicação
A identidade difusa dos materiais metálicos
| Resumo: | A presente investigação tem como objecto de estudo os materiais metálicos inovadores e a sua contextualização é feita através de um enfoque na percepção dos estudantes de cursos superiores de design em Portugal, procurando analisar o modo como gerem a actual complexidade material. As propriedades físicas e sensoriais reconhecidas como distintivas dos metais, assim como os seus limites prestacionais, têm-se ampliado por força das características inusitadas de alguns materiais inovadores. Esta constatação, já verificável no quotidiano, acarreta um agudizar do hiato entre a imagem tradicional dos metais e a realidade observável. A presente investigação tem como objectivo analisar o grau de conhecimento sobre materiais metálicos dos alunos de cursos superiores de design em Portugal, caracterizando a imagem mental que estes formam sobre os metais mais conhecidos e, também, o reconhecimento e caracterização (em termos simbólicos, sensoriais e de desempenho funcional) que estes exprimem em face de amostras de metais tradicionais e inovadores. Para a caracterização da imagem mental actual sobre os metais empregou-se uma metodologia de Pesquisa por Inquérito junto de uma amostra representativa do universo de estudo. Tal amostra, criteriosamente selecionada e estratificada, foi constituída por 287 inquiridos com respostas validadas a partir de uma população de 8.618 estudantes, apresentando os resultados obtidos um erro amostral inferior a 5%, para um nível de confiança de 90%. A caracterização da imagem “tradicional” dos metais foi feita mediante uma metodologia não-intervencionista apoiada na leitura bibliográfica, no estudo de casos e na consulta a peritos em áreas relevantes para uma análise semiótica. Os resultados mostram indubitavelmente que existe um profundo desconhecimento das características e potencialidades dos materiais metálicos mais inovadores. Este desconhecimento é transversal aos inquiridos, independentemente do ciclo de estudo que frequentam, da natureza do curso ou da idade e sexo dos inquiridos. Os resultados alcançados reputam-se, assim, de grande utilidade para o ensino do design e, também, para o futuro da actividade de projecto. Os resultados fornecem um quadro actualizado e científico sobre os preconceitos que os estudantes manifestam sobre a natureza dos metais e demonstram a necessidade de um ensino mais holístico sobre materiais em cursos superiores de design em Portugal. Urge dotar estes alunos de conhecimentos amplos e actuais para uma decifração dos materiais nas suas dimensões física e prestacional, mas também signíca e comunicativa. |
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| Autores principais: | Oliveira, Pedro Paulo Eugénio de |
| Assunto: | Material Metal Inovador Simbolismo Arquétipo Identidade Ensino |
| Ano: | 2012 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A presente investigação tem como objecto de estudo os materiais metálicos inovadores e a sua contextualização é feita através de um enfoque na percepção dos estudantes de cursos superiores de design em Portugal, procurando analisar o modo como gerem a actual complexidade material. As propriedades físicas e sensoriais reconhecidas como distintivas dos metais, assim como os seus limites prestacionais, têm-se ampliado por força das características inusitadas de alguns materiais inovadores. Esta constatação, já verificável no quotidiano, acarreta um agudizar do hiato entre a imagem tradicional dos metais e a realidade observável. A presente investigação tem como objectivo analisar o grau de conhecimento sobre materiais metálicos dos alunos de cursos superiores de design em Portugal, caracterizando a imagem mental que estes formam sobre os metais mais conhecidos e, também, o reconhecimento e caracterização (em termos simbólicos, sensoriais e de desempenho funcional) que estes exprimem em face de amostras de metais tradicionais e inovadores. Para a caracterização da imagem mental actual sobre os metais empregou-se uma metodologia de Pesquisa por Inquérito junto de uma amostra representativa do universo de estudo. Tal amostra, criteriosamente selecionada e estratificada, foi constituída por 287 inquiridos com respostas validadas a partir de uma população de 8.618 estudantes, apresentando os resultados obtidos um erro amostral inferior a 5%, para um nível de confiança de 90%. A caracterização da imagem “tradicional” dos metais foi feita mediante uma metodologia não-intervencionista apoiada na leitura bibliográfica, no estudo de casos e na consulta a peritos em áreas relevantes para uma análise semiótica. Os resultados mostram indubitavelmente que existe um profundo desconhecimento das características e potencialidades dos materiais metálicos mais inovadores. Este desconhecimento é transversal aos inquiridos, independentemente do ciclo de estudo que frequentam, da natureza do curso ou da idade e sexo dos inquiridos. Os resultados alcançados reputam-se, assim, de grande utilidade para o ensino do design e, também, para o futuro da actividade de projecto. Os resultados fornecem um quadro actualizado e científico sobre os preconceitos que os estudantes manifestam sobre a natureza dos metais e demonstram a necessidade de um ensino mais holístico sobre materiais em cursos superiores de design em Portugal. Urge dotar estes alunos de conhecimentos amplos e actuais para uma decifração dos materiais nas suas dimensões física e prestacional, mas também signíca e comunicativa. |
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