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Inovação em dispositivos médicos: "Smart Wound Dressings"

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A gestão de feridas crónicas, como úlceras varicosas, úlceras arteriais, úlceras mistas, úlceras de pé diabético e úlceras de pressão, afeta recentemente entre 2,0 a 4,5 milhões de pessoas nos Estados Unidos da América, mobilizando cerca de 20 biliões de dólares por ano. No Reino Unido, os custos variam entre 4,5 a 5,1 biliões de libras. A nível europeu, cerca de 1,5 a 2 milhões de pessoas sofrem de feridas agudas ou crónicas e o valor alocado à gestão de feridas crónicas é de 6000 a 10000 euros por pessoa por ano. Além do impacto económico, estas feridas causam significativo sofrimento pessoal e social aos doentes e suas famílias, nomeadamente pela dor gerada e mobilidade reduzida. Com base nestes dados, torna-se evidente a importância de aprofundar o conhecimento sobre o processo de cicatrização de feridas crónicas e os seus biomarcadores, melhorar a monitorização e acompanhamento das mesmas e, consequentemente, de se atualizar a prática clínica. Neste contexto, existe uma intensa investigação para o desenvolvimento de Dispositivos Médicos inovadores, especificamente utilizando sensores para a monitorização de feridas crónicas, originando os “Smart Wound Dressings” (SWD). Nesta monografia, abordam-se as fases de cicatrização das feridas, as características de um material de penso ideal, as limitações dos materiais de penso convencionais e os vários biomarcadores do estado das feridas, como a temperatura, pH, humidade, oxigenação, ácido úrico, pressão e glucose. São também discutidos os sensores (oxigénio, ácido úrico, bactérias, temperatura, peróxido de hidrogénio, pressão e humidade) e os SWD (oxigénio, ácido úrico, pH, temperatura e pressão) mais descritos na literatura. Reflete-se igualmente sobre os desafios e oportunidades que esta área enfrenta, tais como a aplicação à prática clínica, otimização do hardware e da incorporação e libertação de fármacos, uma melhor definição de SWD e dos requisitos mínimos que estes devem apresentar, a pesquisa de novos biomarcadores, a integração de Inteligência Artificial e a sua utilização em telemedicina. Em suma, trata-se de uma área de inovação em Dispositivos Médicos que mostra ser muito promissora para uma melhor gestão das feridas, resposta ao tratamento e acompanhamento dos doentes.
Autores principais:Agostinho, Emília do Carmo Conchinha
Assunto:Smart wound dressings Feridas crónicas Biomarcadores Sensores Mestrado integrado - 2024
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A gestão de feridas crónicas, como úlceras varicosas, úlceras arteriais, úlceras mistas, úlceras de pé diabético e úlceras de pressão, afeta recentemente entre 2,0 a 4,5 milhões de pessoas nos Estados Unidos da América, mobilizando cerca de 20 biliões de dólares por ano. No Reino Unido, os custos variam entre 4,5 a 5,1 biliões de libras. A nível europeu, cerca de 1,5 a 2 milhões de pessoas sofrem de feridas agudas ou crónicas e o valor alocado à gestão de feridas crónicas é de 6000 a 10000 euros por pessoa por ano. Além do impacto económico, estas feridas causam significativo sofrimento pessoal e social aos doentes e suas famílias, nomeadamente pela dor gerada e mobilidade reduzida. Com base nestes dados, torna-se evidente a importância de aprofundar o conhecimento sobre o processo de cicatrização de feridas crónicas e os seus biomarcadores, melhorar a monitorização e acompanhamento das mesmas e, consequentemente, de se atualizar a prática clínica. Neste contexto, existe uma intensa investigação para o desenvolvimento de Dispositivos Médicos inovadores, especificamente utilizando sensores para a monitorização de feridas crónicas, originando os “Smart Wound Dressings” (SWD). Nesta monografia, abordam-se as fases de cicatrização das feridas, as características de um material de penso ideal, as limitações dos materiais de penso convencionais e os vários biomarcadores do estado das feridas, como a temperatura, pH, humidade, oxigenação, ácido úrico, pressão e glucose. São também discutidos os sensores (oxigénio, ácido úrico, bactérias, temperatura, peróxido de hidrogénio, pressão e humidade) e os SWD (oxigénio, ácido úrico, pH, temperatura e pressão) mais descritos na literatura. Reflete-se igualmente sobre os desafios e oportunidades que esta área enfrenta, tais como a aplicação à prática clínica, otimização do hardware e da incorporação e libertação de fármacos, uma melhor definição de SWD e dos requisitos mínimos que estes devem apresentar, a pesquisa de novos biomarcadores, a integração de Inteligência Artificial e a sua utilização em telemedicina. Em suma, trata-se de uma área de inovação em Dispositivos Médicos que mostra ser muito promissora para uma melhor gestão das feridas, resposta ao tratamento e acompanhamento dos doentes.