Publicação
Isolamento social e autonomia física em pessoas idosas
| Resumo: | Com o aumento da esperança de vida, torna-se fundamental pensarmos no papel da pessoa idosa na sociedade contemporânea. Do ponto de vista fisiológico, a velhice acarreta uma fase de vulnerabilidade e fragilidade funcional que tende a aumentar com o avançar da idade. Ora, os aspetos funcionais do processo de envelhecimento influenciam diretamente neste papel e nas relações sociais das pessoas idosas em comunidade. Sob uma perspetiva sociológica, a pessoa idosa tem papel fundamental na construção familiar, pois constitui-se no alicerce, onde a sabedoria e o prestígio muitas vezes são padrões comportamentais para várias gerações familiares. Assim, este estudo procura entender a relação entre autonomia física e isolamento social. A pesquisa foi desenvolvida a partir de abordagens envolvendo tanto os aspetos funcionais da autonomia física, nomeadamente a dependência, como também os aspetos e as características sociais que englobam o risco de isolamento social nas pessoas idosas. O estudo se desenvolveu sob o prisma de duas vertentes: a) fisiológica, apresentando as principais características e alterações funcionais do processo de envelhecimento; b) sociológica, através de abordagens socio comportamentais, tendo em vista o papel das pessoas idosas na sociedade. Os dados foram recolhidos através de um inquérito por questionário, aplicado a uma amostra de conveniência de 56 pessoas idosas, de ambos os sexos, com idade a partir dos 65 anos, residentes em Lisboa e regiões adjacentes. Com este trabalho pretendeu-se investigar em que medida as limitações físicas próprias do envelhecimento condicionam o nível de isolamento social de pessoas idosas, utilizando as escalas de Lawton-Brody (versão SIQUEIRA, 2007), para obter uma avaliação da autonomia e dependência física; e a escala breve de redes sociais de Lubben, LSNS-6, como forma de avaliação do risco de isolamento social. Os dados permitiram concluir que: a) a rede social das pessoas inquiridas é constituída, principalmente por seus familiares, sendo a família também, a principal forma de apoio emocional; b) existe uma correlação entre idade avançada e o nível de dependência funcional; c) o risco de isolamento social cresce com o avançar da idade. |
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| Autores principais: | Costa, Priscilla Silva |
| Assunto: | autonomia física dependência funcional isolamento social envelhecimento rede social physical autonomy functional dependence social isolation aging social network |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Com o aumento da esperança de vida, torna-se fundamental pensarmos no papel da pessoa idosa na sociedade contemporânea. Do ponto de vista fisiológico, a velhice acarreta uma fase de vulnerabilidade e fragilidade funcional que tende a aumentar com o avançar da idade. Ora, os aspetos funcionais do processo de envelhecimento influenciam diretamente neste papel e nas relações sociais das pessoas idosas em comunidade. Sob uma perspetiva sociológica, a pessoa idosa tem papel fundamental na construção familiar, pois constitui-se no alicerce, onde a sabedoria e o prestígio muitas vezes são padrões comportamentais para várias gerações familiares. Assim, este estudo procura entender a relação entre autonomia física e isolamento social. A pesquisa foi desenvolvida a partir de abordagens envolvendo tanto os aspetos funcionais da autonomia física, nomeadamente a dependência, como também os aspetos e as características sociais que englobam o risco de isolamento social nas pessoas idosas. O estudo se desenvolveu sob o prisma de duas vertentes: a) fisiológica, apresentando as principais características e alterações funcionais do processo de envelhecimento; b) sociológica, através de abordagens socio comportamentais, tendo em vista o papel das pessoas idosas na sociedade. Os dados foram recolhidos através de um inquérito por questionário, aplicado a uma amostra de conveniência de 56 pessoas idosas, de ambos os sexos, com idade a partir dos 65 anos, residentes em Lisboa e regiões adjacentes. Com este trabalho pretendeu-se investigar em que medida as limitações físicas próprias do envelhecimento condicionam o nível de isolamento social de pessoas idosas, utilizando as escalas de Lawton-Brody (versão SIQUEIRA, 2007), para obter uma avaliação da autonomia e dependência física; e a escala breve de redes sociais de Lubben, LSNS-6, como forma de avaliação do risco de isolamento social. Os dados permitiram concluir que: a) a rede social das pessoas inquiridas é constituída, principalmente por seus familiares, sendo a família também, a principal forma de apoio emocional; b) existe uma correlação entre idade avançada e o nível de dependência funcional; c) o risco de isolamento social cresce com o avançar da idade. |
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