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Nefrotoxicidade induzida por cisplatina: mecanismos de ação e biomarcadores

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Apesar de a cisplatina ser reconhecida há muitos anos pela sua eficácia em quimioterapia, existem diversos efeitos adversos indesejáveis, entre os quais a nefrotoxicidade. A lesão renal induzida pela cisplatina é iniciada com a acumulação deste composto nas células renais, sendo depois desencadeados diversos eventos que incluem stress oxidativo, lesão no DNA, disfunção mitocondrial e morte celular. Existem algumas estratégias utilizadas correntemente na prática clínica para minorar a lesão renal aguda associada à cisplatina (e.g. hidratação do doente ou diurese forçada). No entanto, estas opções nem sempre são eficazes sendo necessário desenvolver novas abordagens terapêuticas e conhecer com mais detalhe os mecanismos de nefrotoxicidade. Estão reportados alguns avanços na investigação destas novas abordagens, sendo ainda necessários mais dados, particularmente obtidos no âmbito de estudos clínicos. É também da maior importância, investir na prevenção de formas graves de nefrotoxicidade. Para tal, é necessário a monotorização com recurso a biomarcadores mais sensíveis e específicos que os tradicionalmente utilizados para avaliação da função renal (i.e. níveis séricos de creatinina e ureia). Proteínas específicas da urina têm sido alvo de estudo, pois permitem não só detetar lesões renais mais cedo do que os biomarcadores tradicionais, como também indicar especificamente em que segmento do rim ocorreu a lesão. Estes tópicos de grande importância no contexto da quimioterapia baseada em cisplatina, serão abordados na presente revisão de conjunto, com especial destaque para os mecanismos envolvidos na nefrotoxicidade e para os novos biomarcadores disponíveis.
Autores principais:Pereira, Margarida Valente
Assunto:Quimioterapia Cisplatina Lesão renal Mecanismos de nefrotoxicidade Biomarcadores Mestrado integrado - 2021
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Apesar de a cisplatina ser reconhecida há muitos anos pela sua eficácia em quimioterapia, existem diversos efeitos adversos indesejáveis, entre os quais a nefrotoxicidade. A lesão renal induzida pela cisplatina é iniciada com a acumulação deste composto nas células renais, sendo depois desencadeados diversos eventos que incluem stress oxidativo, lesão no DNA, disfunção mitocondrial e morte celular. Existem algumas estratégias utilizadas correntemente na prática clínica para minorar a lesão renal aguda associada à cisplatina (e.g. hidratação do doente ou diurese forçada). No entanto, estas opções nem sempre são eficazes sendo necessário desenvolver novas abordagens terapêuticas e conhecer com mais detalhe os mecanismos de nefrotoxicidade. Estão reportados alguns avanços na investigação destas novas abordagens, sendo ainda necessários mais dados, particularmente obtidos no âmbito de estudos clínicos. É também da maior importância, investir na prevenção de formas graves de nefrotoxicidade. Para tal, é necessário a monotorização com recurso a biomarcadores mais sensíveis e específicos que os tradicionalmente utilizados para avaliação da função renal (i.e. níveis séricos de creatinina e ureia). Proteínas específicas da urina têm sido alvo de estudo, pois permitem não só detetar lesões renais mais cedo do que os biomarcadores tradicionais, como também indicar especificamente em que segmento do rim ocorreu a lesão. Estes tópicos de grande importância no contexto da quimioterapia baseada em cisplatina, serão abordados na presente revisão de conjunto, com especial destaque para os mecanismos envolvidos na nefrotoxicidade e para os novos biomarcadores disponíveis.