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Optical coherence tomography angiography in proliferative diabetic retinopathy

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Resumo:Introdução: A retinopatia diabética (RD) é a principal causa de cegueira em indivíduos em idade ativa. As principais técnicas utilizadas para avaliar a RD e a retinopatia diabética proliferativa (RDP) são a angiografia fluoresceínica (AF) e a tomografia de coerência ótica (OCT). A OCT é uma técnica não invasiva usada clinicamente para diagnosticar e monitorizar alterações estruturais na RD. Recentemente foi desenvolvida uma nova técnica de OCT, a tomografia de coerência ótica angiográfica (OCT-A), que permite a avaliação do fluxo dos complexos neovasculares (NVC) e a criação de um mapa vascular ao nível da microcirculação. Este estudo tem como objetivo a descrição das características da RDP utilizando OCT-A. Métodos: Estudo retrospetivo de 23 olhos de 21 doentes com RDP que foram submetidos a OCT-A para avaliação de NVCs. As imagens foram adquiridas durante a observação clínica de rotina com o OCT-A DRI Triton Swept-Source, Avanti RTVue XR e Cirrus HD-OCT 5000. A segmentação foi ajustada para incluir a vascularização entre a cavidade vítrea e a membrana limitante interna (MLI). A presença de NVC foi confirmada por observação clínica, retinografia e/ou por AF. Resultados: Foram identificados 35 NVCs, correspondentes em 34.3% dos casos a neovascularização do disco (NVD) e em 65.7% a neovascularização elsewhere (NVE). Os NVE foram identificados no OCT estrutural como tecido de média ou alta refletividade que penetrava a MLI e os NVD como tecido sobre ao disco ou fazendo protusão do disco com configuração em “sea fan”. A OCT-A mostrou fluxo em todos os NVE e em 66.7% dos NVD, de acordo com atividade neovascular. Áreas sem fluxo ou com escassos capilares, interpretadas como não perfusão capilar, foram identificadas adjacentes a 87.0% dos NVE. Anomalias microvasculares intrarretinianas (IRMAs) foram encontradas próximo de 69.6% dos NVE. Verificou-se ausência de fluxo em 4 NVD, todos eles com cone de sombra posterior associado e considerados inativos. Conclusões: A OCT-A é uma técnica de imagem recente que é útil na RDP para avaliar NVCs, IRMAs e áreas de não perfusão. Como tal, tem um papel promissor no diagnóstico, monitorização e orientação terapêutica da RDP.
Autores principais:Silva, João Manuel de Jesus
Assunto:Diabetes mellitus Retinopatia diabética proliferativa Neovascularização Tomografia de coerência ótica angiográfica Oftalmologia
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:inglês
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Introdução: A retinopatia diabética (RD) é a principal causa de cegueira em indivíduos em idade ativa. As principais técnicas utilizadas para avaliar a RD e a retinopatia diabética proliferativa (RDP) são a angiografia fluoresceínica (AF) e a tomografia de coerência ótica (OCT). A OCT é uma técnica não invasiva usada clinicamente para diagnosticar e monitorizar alterações estruturais na RD. Recentemente foi desenvolvida uma nova técnica de OCT, a tomografia de coerência ótica angiográfica (OCT-A), que permite a avaliação do fluxo dos complexos neovasculares (NVC) e a criação de um mapa vascular ao nível da microcirculação. Este estudo tem como objetivo a descrição das características da RDP utilizando OCT-A. Métodos: Estudo retrospetivo de 23 olhos de 21 doentes com RDP que foram submetidos a OCT-A para avaliação de NVCs. As imagens foram adquiridas durante a observação clínica de rotina com o OCT-A DRI Triton Swept-Source, Avanti RTVue XR e Cirrus HD-OCT 5000. A segmentação foi ajustada para incluir a vascularização entre a cavidade vítrea e a membrana limitante interna (MLI). A presença de NVC foi confirmada por observação clínica, retinografia e/ou por AF. Resultados: Foram identificados 35 NVCs, correspondentes em 34.3% dos casos a neovascularização do disco (NVD) e em 65.7% a neovascularização elsewhere (NVE). Os NVE foram identificados no OCT estrutural como tecido de média ou alta refletividade que penetrava a MLI e os NVD como tecido sobre ao disco ou fazendo protusão do disco com configuração em “sea fan”. A OCT-A mostrou fluxo em todos os NVE e em 66.7% dos NVD, de acordo com atividade neovascular. Áreas sem fluxo ou com escassos capilares, interpretadas como não perfusão capilar, foram identificadas adjacentes a 87.0% dos NVE. Anomalias microvasculares intrarretinianas (IRMAs) foram encontradas próximo de 69.6% dos NVE. Verificou-se ausência de fluxo em 4 NVD, todos eles com cone de sombra posterior associado e considerados inativos. Conclusões: A OCT-A é uma técnica de imagem recente que é útil na RDP para avaliar NVCs, IRMAs e áreas de não perfusão. Como tal, tem um papel promissor no diagnóstico, monitorização e orientação terapêutica da RDP.