Publicação
A educação bilingue em Angola e o lugar das línguas nacionais
| Resumo: | A política educativa definida pelo Estado angolano em 1975 estabelecia o compromisso de uma educação democrática, gratuita e de qualidade para todos. Este princípio constituía o marco para a harmonização da sociedade face à política educativa colonial, que excluía do ensino as línguas angolanas. Com o desenvolvimento do sistema educativo do país, o Estado angolano foi adotando o modelo de educação bilingue, com vista à introdução das línguas nacionais no Sistema Nacional de Educação e Ensino (a partir de 2011). Desta forma, era possível garantir e preservar a identidade cultural das comunidades linguísticas e assegurar o desenvolvimento das competências comunicativas e a proficiência linguística dos cidadãos num país multilingue e multicultural e potencialmente plurilingue. O processo de introdução das línguas nacionais no Sistema Nacional de Educação e Ensino propõe-se a respeitar a diversidade cultural e linguística assegurando a preservação de valores socioculturais e favorecendo o conhecimento da história e da organização sociopolítica das respetivas comunidades linguísticas. Daí a ponderação do binómio deste trabalho: A Educação Bilingue em Angola e o Lugar das Línguas Nacionais. Assim, o objetivo principal é o de aferir o lugar das línguas nacionais no processo de escolarização, contribuindo para o desenvolvimento de programas e sensibilizando os diferentes segmentos da sociedade angolana para as vantagens da educação bilingue. A atualidade deste tema fundamenta-se no desenvolvimento de uma educação inclusiva, que tenha no centro do seu eixo o saber linguístico materno que o aluno traz consigo como herança da sua comunidade de pertença. Em última instância, o que se pretende é que esta tese contribua para a promoção da diversidade linguística, que deve ser vista também como uma mais-valia para a harmonização social e a coesão nacional. |
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| Autores principais: | Chicumba, Mateus Segunda |
| Assunto: | Ensino bilingue - Angola Língua portuguesa - Estudo e ensino - Angola Língua materna e educação - Angola Política linguística - Angola Educação e Estado - Angola Teses de doutoramento - 2019 |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A política educativa definida pelo Estado angolano em 1975 estabelecia o compromisso de uma educação democrática, gratuita e de qualidade para todos. Este princípio constituía o marco para a harmonização da sociedade face à política educativa colonial, que excluía do ensino as línguas angolanas. Com o desenvolvimento do sistema educativo do país, o Estado angolano foi adotando o modelo de educação bilingue, com vista à introdução das línguas nacionais no Sistema Nacional de Educação e Ensino (a partir de 2011). Desta forma, era possível garantir e preservar a identidade cultural das comunidades linguísticas e assegurar o desenvolvimento das competências comunicativas e a proficiência linguística dos cidadãos num país multilingue e multicultural e potencialmente plurilingue. O processo de introdução das línguas nacionais no Sistema Nacional de Educação e Ensino propõe-se a respeitar a diversidade cultural e linguística assegurando a preservação de valores socioculturais e favorecendo o conhecimento da história e da organização sociopolítica das respetivas comunidades linguísticas. Daí a ponderação do binómio deste trabalho: A Educação Bilingue em Angola e o Lugar das Línguas Nacionais. Assim, o objetivo principal é o de aferir o lugar das línguas nacionais no processo de escolarização, contribuindo para o desenvolvimento de programas e sensibilizando os diferentes segmentos da sociedade angolana para as vantagens da educação bilingue. A atualidade deste tema fundamenta-se no desenvolvimento de uma educação inclusiva, que tenha no centro do seu eixo o saber linguístico materno que o aluno traz consigo como herança da sua comunidade de pertença. Em última instância, o que se pretende é que esta tese contribua para a promoção da diversidade linguística, que deve ser vista também como uma mais-valia para a harmonização social e a coesão nacional. |
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