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Relações entre esquemas interpessoais, mecanismos de defesa, necessidades psicológicas, sintomatologia, bem-estar e distress psicológico

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Investigações anteriores demostraram que as Defesas, os Padrões Relacionais, a Fusão Cognitiva e as Necessidades Psicológicas estão fortemente relacionados com perturbações da personalidade, sintomatologia e a saúde mental. Neste sentido, a presente investigação procurou identificar e diferenciar em que medida, os Estilos Defensivos, os Padrões Relacionais e a Fusão Cognitiva se relacionam entre si, quais os seus contributos diferenciais na regulação da satisfação das Necessidades Psicológicas, Sintomatologia, Bem-estar e Distress Psicológico e ainda, identificar diferenças características entre amostra não-clínica e clínica. Para tal, foram avaliados 286 sujeitos divididos entre amostra não-clínica (N=226) e clínica (N=60). Em ambas as amostras, os resultados sugerem que quanto maior o nível de rigidez mental maior é o uso de defesas menos adaptativas e mais o sujeito se pune e negligência a si próprio. Sugerem também que níveis baixos de Autopunição e elevados de Autocuidado predizem níveis elevados de regulação da satisfação das Necessidades Psicológicas. Níveis elevados de Fusão Cognitiva, de Autopunição e de Defesas Imaturas predizem níveis elevados de Sintomatologia. Níveis elevados de regulação da satisfação das Necessidades Psicológicas e níveis baixos de Autopunição predizem níveis elevados de Bem-estar Psicológico. E níveis elevados de Fusão e de Autopunição predizem níveis elevados de Distress Psicológico. Foi ainda possível perceber que a Fusão Cognitiva, o Estilo Defensivo Neurótico, as Necessidades Psicológicas e o Padrão de Resposta do Sujeito de Autoafirmação, parecem ser os melhores preditores da pertença de um indivíduo à amostra clínica. Na generalidade, estes resultados são potencialmente relevantes para a conceptualização de caso e tomada de decisão clínica responsiva.
Autores principais:Martins, Rafaela Rodrigues
Assunto:Necessidades psicológicas Semiologia (Medicina) Bem-estar Teses de mestrado - 2016
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Investigações anteriores demostraram que as Defesas, os Padrões Relacionais, a Fusão Cognitiva e as Necessidades Psicológicas estão fortemente relacionados com perturbações da personalidade, sintomatologia e a saúde mental. Neste sentido, a presente investigação procurou identificar e diferenciar em que medida, os Estilos Defensivos, os Padrões Relacionais e a Fusão Cognitiva se relacionam entre si, quais os seus contributos diferenciais na regulação da satisfação das Necessidades Psicológicas, Sintomatologia, Bem-estar e Distress Psicológico e ainda, identificar diferenças características entre amostra não-clínica e clínica. Para tal, foram avaliados 286 sujeitos divididos entre amostra não-clínica (N=226) e clínica (N=60). Em ambas as amostras, os resultados sugerem que quanto maior o nível de rigidez mental maior é o uso de defesas menos adaptativas e mais o sujeito se pune e negligência a si próprio. Sugerem também que níveis baixos de Autopunição e elevados de Autocuidado predizem níveis elevados de regulação da satisfação das Necessidades Psicológicas. Níveis elevados de Fusão Cognitiva, de Autopunição e de Defesas Imaturas predizem níveis elevados de Sintomatologia. Níveis elevados de regulação da satisfação das Necessidades Psicológicas e níveis baixos de Autopunição predizem níveis elevados de Bem-estar Psicológico. E níveis elevados de Fusão e de Autopunição predizem níveis elevados de Distress Psicológico. Foi ainda possível perceber que a Fusão Cognitiva, o Estilo Defensivo Neurótico, as Necessidades Psicológicas e o Padrão de Resposta do Sujeito de Autoafirmação, parecem ser os melhores preditores da pertença de um indivíduo à amostra clínica. Na generalidade, estes resultados são potencialmente relevantes para a conceptualização de caso e tomada de decisão clínica responsiva.