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Os efeitos da hipogravidade simulada no sistema cardiovascular

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Detalhes bibliográficos
Resumo:As repercussões de um ambiente de hipogravidade no corpo humano são pouco conhecidas. Ao contrário das experiências em microgravidade (μg), realizadas desde as primeiras missões espaciais, em que foi possível demonstrar os efeitos prejudiciais na fisiologia humana, pouco se sabe sobre os efeitos da exposição a um ambiente de hipogravidade (μg < hipogravidade < 1g). Para além da informação ser escassa, visto que a maioria das missões espaciais decorreram em microgravidade, aquelas em que os astronautas estiveram expostos a hipogravidade, nomeadamente nas missões Apollo (0,16g), a duração da exposição foi demasiado curta para avaliar quaisquer efeitos na fisiologia humana. Perante esta lacuna de evidência direta, foi necessário desenvolver métodos de simular a hipogravidade que permitissem recolher dados indiretos sobre as suas consequências no organismo humano. É neste contexto que surgem os análogos de hipogravidade (modelos terrestres de hipogravidade). Através destes simuladores é possível aferir as consequências de diferentes graus de hipogravidade, o nível a partir do qual ocorre um descondicionamento cardiovascular ou se existe algum nível de hipogravidade que seja menos gravoso comparativamente com as alterações em microgravidade. Assim, esta tese de mestrado propõe-se responder a algumas destas questões, compilando a melhor evidência sobre os efeitos da hipogravidade no corpo humano, particularmente, no sistema cardiovascular. A tese focar-se-á especialmente na evidência apurada através de diversos análogos de hipogravidade. Esta compilação torna-se mais relevante quando está em curso uma nova dinâmica na exploração espacial com perspetivas de missões à Lua e a Marte a médio prazo, sendo indispensável antecipar e esclarecer os possíveis efeitos de missões de média e longa duração em ambientes de hipogravidade na fisiologia humana, especialmente, no sistema cardiovascular.
Autores principais:Palhau, Alberto Daniel Carrasqueiras
Assunto:Microgravidade Sistema cardiovascular Descondicionamento Hipogravidade Análogos Medicina aeroespacial
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:As repercussões de um ambiente de hipogravidade no corpo humano são pouco conhecidas. Ao contrário das experiências em microgravidade (μg), realizadas desde as primeiras missões espaciais, em que foi possível demonstrar os efeitos prejudiciais na fisiologia humana, pouco se sabe sobre os efeitos da exposição a um ambiente de hipogravidade (μg < hipogravidade < 1g). Para além da informação ser escassa, visto que a maioria das missões espaciais decorreram em microgravidade, aquelas em que os astronautas estiveram expostos a hipogravidade, nomeadamente nas missões Apollo (0,16g), a duração da exposição foi demasiado curta para avaliar quaisquer efeitos na fisiologia humana. Perante esta lacuna de evidência direta, foi necessário desenvolver métodos de simular a hipogravidade que permitissem recolher dados indiretos sobre as suas consequências no organismo humano. É neste contexto que surgem os análogos de hipogravidade (modelos terrestres de hipogravidade). Através destes simuladores é possível aferir as consequências de diferentes graus de hipogravidade, o nível a partir do qual ocorre um descondicionamento cardiovascular ou se existe algum nível de hipogravidade que seja menos gravoso comparativamente com as alterações em microgravidade. Assim, esta tese de mestrado propõe-se responder a algumas destas questões, compilando a melhor evidência sobre os efeitos da hipogravidade no corpo humano, particularmente, no sistema cardiovascular. A tese focar-se-á especialmente na evidência apurada através de diversos análogos de hipogravidade. Esta compilação torna-se mais relevante quando está em curso uma nova dinâmica na exploração espacial com perspetivas de missões à Lua e a Marte a médio prazo, sendo indispensável antecipar e esclarecer os possíveis efeitos de missões de média e longa duração em ambientes de hipogravidade na fisiologia humana, especialmente, no sistema cardiovascular.