Publicação
A participação das mulheres em ONG em Moçambique
| Resumo: | Se hoje as mulheres têm o direito a participar formalmente na vida política de Moçambique, nomeadamente em Organizações Não Governamentais (ONG), tal nem sempre foi possível. A participação das mulheres em ONG tem sido um processo contínuo de capacitação das mulheres e da luta destas pela igualdade de género, e tem-se traduzido no alcance de grandes progressos, pelo menos no que diz respeito à igualdade entre o homem e a mulher perante a lei. Esta dissertação vem, então, contribuir para os estudos sobre a mulher em África, no sentido em que traz uma análise acerca da participação das mulheres em ONG em Moçambique, mostrando que tal só é possível desde o início da década de 1990, na qual se estabeleceu a Lei do Associativismo, que veio autorizar formalmente o estabelecimento de organizações da sociedade civil, mas também a primeira Constituição da República de Moçambique, que espelhou o processo de democratização do país. Foi, também, nesta década, que assistimos a uma explosão dos movimentos de mulheres, consequente das Conferências da ONU, destacando-se a Conferência sobre as Mulheres, em Pequim. Este estudo exploratório não permitiu a extrapolação das conclusões finais provindas das entrevistas realizadas, uma vez que as três ONG inquiridas não são totalmente representativas do universo de ONG moçambicanas no seu todo. Contudo, espera-se, com este trabalho final de mestrado, ter conseguido dar um impulso e um refrescamento na área dos estudos sobre as mulheres e, especificamente, na participação das mesmas em ONG em Moçambique. Neste sentido, esta investigação tem em conta a participação das mulheres em ONG em Moçambique enquanto algo determinante, no sentido em que são as ONG que exercem pressão sobre o governo, no sentido de assistirem a mudanças institucionais, conseguindo, junto da população, desenvolver laços de confiança e credibilidade que o Estado não consegue. Em Moçambique, os trabalhos de investigação relacionados com a participação das mulheres em organizações não governamentais de desenvolvimento são escassos. Sendo assim, o pretendido com esta dissertação foi a realização de um estudo exploratório no sentido de se adquirir informações acerca da trajetória das mulheres moçambicanas em Organizações Não Governamentais. |
|---|---|
| Autores principais: | Jadaugy, Mariana Rodrigues Moreira |
| Assunto: | Igualdade de género Organizações Não Governamentais Participação política Feminismo Movimentos de Mulheres Gender equality Non-Governmental Organizations Political participation Feminism Women’s Movements |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Se hoje as mulheres têm o direito a participar formalmente na vida política de Moçambique, nomeadamente em Organizações Não Governamentais (ONG), tal nem sempre foi possível. A participação das mulheres em ONG tem sido um processo contínuo de capacitação das mulheres e da luta destas pela igualdade de género, e tem-se traduzido no alcance de grandes progressos, pelo menos no que diz respeito à igualdade entre o homem e a mulher perante a lei. Esta dissertação vem, então, contribuir para os estudos sobre a mulher em África, no sentido em que traz uma análise acerca da participação das mulheres em ONG em Moçambique, mostrando que tal só é possível desde o início da década de 1990, na qual se estabeleceu a Lei do Associativismo, que veio autorizar formalmente o estabelecimento de organizações da sociedade civil, mas também a primeira Constituição da República de Moçambique, que espelhou o processo de democratização do país. Foi, também, nesta década, que assistimos a uma explosão dos movimentos de mulheres, consequente das Conferências da ONU, destacando-se a Conferência sobre as Mulheres, em Pequim. Este estudo exploratório não permitiu a extrapolação das conclusões finais provindas das entrevistas realizadas, uma vez que as três ONG inquiridas não são totalmente representativas do universo de ONG moçambicanas no seu todo. Contudo, espera-se, com este trabalho final de mestrado, ter conseguido dar um impulso e um refrescamento na área dos estudos sobre as mulheres e, especificamente, na participação das mesmas em ONG em Moçambique. Neste sentido, esta investigação tem em conta a participação das mulheres em ONG em Moçambique enquanto algo determinante, no sentido em que são as ONG que exercem pressão sobre o governo, no sentido de assistirem a mudanças institucionais, conseguindo, junto da população, desenvolver laços de confiança e credibilidade que o Estado não consegue. Em Moçambique, os trabalhos de investigação relacionados com a participação das mulheres em organizações não governamentais de desenvolvimento são escassos. Sendo assim, o pretendido com esta dissertação foi a realização de um estudo exploratório no sentido de se adquirir informações acerca da trajetória das mulheres moçambicanas em Organizações Não Governamentais. |
|---|