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“Deus existe, com efeito, para si próprio; mas Deus está enganado.” A Ilusão de Deus em Fernando Pessoa
| Resumo: | Pretende-se surpreender algumas das linhas principais do pensamento de Fernando Pessoa a partir do comentário de três textos curtos mas fundamentais e da afirmação: “Deus existe, com efeito, para si próprio; mas Deus está enganado”. Partindo da visão de uma indeterminação ou fundo sem fundo primordial, que só negando-se ou sendo negado se manifesta na multiplicidade de níveis e formas do universo das determinações ontognosiológicas, numa “ilusão” / “criação” geradora de todos os modos de ser e consciência, incluindo os da consciência de si humana e divina, Pessoa pensa e propõe a libertação disso numa des-ilusão iniciática que consiste no desvelamento da “Vida”-“consciência” incriada e encoberta na sua própria manifestação. Tal iniciação é o “caminho da Serpente”, entendido como o processo do espírito que assume, experimenta e compreende todas as possibilidades de entificação – eu, mundo e Deus – ao mesmo tempo que as nega e se nega, devolvendo-se à indeterminação primordial e inalterável. |
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| Autores principais: | Borges, Paulo |
| Assunto: | Filosofia Pessoa, Fernando, 1888-1935 - Crítica e interpretação Deus |
| Ano: | 2008 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Pretende-se surpreender algumas das linhas principais do pensamento de Fernando Pessoa a partir do comentário de três textos curtos mas fundamentais e da afirmação: “Deus existe, com efeito, para si próprio; mas Deus está enganado”. Partindo da visão de uma indeterminação ou fundo sem fundo primordial, que só negando-se ou sendo negado se manifesta na multiplicidade de níveis e formas do universo das determinações ontognosiológicas, numa “ilusão” / “criação” geradora de todos os modos de ser e consciência, incluindo os da consciência de si humana e divina, Pessoa pensa e propõe a libertação disso numa des-ilusão iniciática que consiste no desvelamento da “Vida”-“consciência” incriada e encoberta na sua própria manifestação. Tal iniciação é o “caminho da Serpente”, entendido como o processo do espírito que assume, experimenta e compreende todas as possibilidades de entificação – eu, mundo e Deus – ao mesmo tempo que as nega e se nega, devolvendo-se à indeterminação primordial e inalterável. |
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