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Mild traumatic brain injury : a systematic review on brain MRI changes and correlation with neuropsychological outcomes

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: O traumatismo crânio encefálico ligeiro tem sido associado a alterações encefálicas e défices neuropsicológicos a longo prazo. Objetivo: Procedeu-se a uma revisão sistemática da literatura com o objetivo de estudar a relação entre os achados de ressonância magnética (RM) avançada, em indivíduos com traumatismo crânio-encefálico (TCE) ligeiro, e o outcome neuropsicológico aos 6 e 12 meses após o traumatismo. Métodos: Foi realizada uma pesquisa de literatura, entre 2010 e 2020, utilizando a Pubmed, Cochrane library e Scopus. Resultados: Dos 237 artigos que resultaram da pesquisa, 15 foram incluídos na revisão sistemática. Todos os estudos incluídos relataram, pelo menos, um achado de RM após TCE ligeiro. Dez artigos documentam uma associação entre os achados de RM após o traumatismo e alterações neuropsicológicas. O TCE ligeiro pode condicionar alterações encefálicas, mesmo em doentes que não apresentem alterações agudas identificáveis por estudos de tomografia computorizada (TC) e de RM convencional. Os achados mais relevantes referem-se à utilização de estudos de RM com tensores de difusão (DTI1), demonstrando que uma redução da anisotropia fracional (FA2) e aumento da difusibilidade média (MD3) na fase aguda do traumatismo se correlacionavam com pior prognóstico neuropsicológico a longo prazo, nomeadamente ao nível da atenção, de função executiva e de memória. Adicionalmente, um melhor outcome cognitivo foi associado a tendências crescentes nos valores de FA e kurtose média (MK4) e decrescentes nos valores de MD aos 6 e 12 meses após o traumatismo. Conclusão: De acordo com esta revisão sistemática, os achados de RM avançada, em indivíduos que sofrem um TCE ligeiro, correlacionam-se com pior outcome neurocognitivo ao fim de 6 meses. Não foi possível ter resultados conclusivos relativamente a um outcome neuropsicológico aos 12 meses após o traumatismo. Estudos com técnicas de ressonância avançada podem surgir no futuro como biomarcadores in vivo para definir o prognóstico de indivíduos que sofrem um TCE ligeiro.
Autores principais:Sousa, Bárbara Ribeiro de
Assunto:Traumatismo crânio encefálico ligeiro Testes neuropsicológicos Ressonância magnética Disfunção cognitiva Imagiologia
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:inglês
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Introdução: O traumatismo crânio encefálico ligeiro tem sido associado a alterações encefálicas e défices neuropsicológicos a longo prazo. Objetivo: Procedeu-se a uma revisão sistemática da literatura com o objetivo de estudar a relação entre os achados de ressonância magnética (RM) avançada, em indivíduos com traumatismo crânio-encefálico (TCE) ligeiro, e o outcome neuropsicológico aos 6 e 12 meses após o traumatismo. Métodos: Foi realizada uma pesquisa de literatura, entre 2010 e 2020, utilizando a Pubmed, Cochrane library e Scopus. Resultados: Dos 237 artigos que resultaram da pesquisa, 15 foram incluídos na revisão sistemática. Todos os estudos incluídos relataram, pelo menos, um achado de RM após TCE ligeiro. Dez artigos documentam uma associação entre os achados de RM após o traumatismo e alterações neuropsicológicas. O TCE ligeiro pode condicionar alterações encefálicas, mesmo em doentes que não apresentem alterações agudas identificáveis por estudos de tomografia computorizada (TC) e de RM convencional. Os achados mais relevantes referem-se à utilização de estudos de RM com tensores de difusão (DTI1), demonstrando que uma redução da anisotropia fracional (FA2) e aumento da difusibilidade média (MD3) na fase aguda do traumatismo se correlacionavam com pior prognóstico neuropsicológico a longo prazo, nomeadamente ao nível da atenção, de função executiva e de memória. Adicionalmente, um melhor outcome cognitivo foi associado a tendências crescentes nos valores de FA e kurtose média (MK4) e decrescentes nos valores de MD aos 6 e 12 meses após o traumatismo. Conclusão: De acordo com esta revisão sistemática, os achados de RM avançada, em indivíduos que sofrem um TCE ligeiro, correlacionam-se com pior outcome neurocognitivo ao fim de 6 meses. Não foi possível ter resultados conclusivos relativamente a um outcome neuropsicológico aos 12 meses após o traumatismo. Estudos com técnicas de ressonância avançada podem surgir no futuro como biomarcadores in vivo para definir o prognóstico de indivíduos que sofrem um TCE ligeiro.